Scholarly article on topic 'Consumo alimentar de crianças com um ano de vida num serviço de atenção primária em saúde'

Consumo alimentar de crianças com um ano de vida num serviço de atenção primária em saúde Academic research paper on "Educational sciences"

CC BY-NC-ND
0
0
Share paper
OECD Field of science
Keywords
{"Consumo de alimentos" / "Nutrição da criança" / "Primeiro ano de vida" / "Hábitos alimentares" / "Food consumption" / "Child nutrition" / "First year of life" / "Food habits"}

Abstract of research paper on Educational sciences, author of scientific article — Laura Garcia de Freitas, Renata de Souza Escobar, Margarita Alexandra Peña Cortés, Daniel Demétrio Faustino‐Silva

Resumo Objetivo Descrever o consumo alimentar de crianças com um ano de idade atendidas no Serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição, localizado no município de Porto Alegre – RS. Métodos Foram analisados dados de 83 crianças atendidas no território de abrangência do Serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição, nascidas no período entre 2012‐2013. As mães que permitiram a participação das crianças no estudo responderam a questionário de consumo alimentar, cujas variáveis foram os hábitos alimentares (tempo de aleitamento materno exclusivo [AME], tempo de aleitamento materno total, introdução de açúcar, carne, vegetais e suplementação de sulfato ferroso). Resultados As crianças eram predominantemente do sexo feminino (54,2%), com a média de idade de 13,3±1,2 meses, permanecendo 41% em aleitamento exclusivo até aos 6 meses e 48% tinham recebido leite de peito no dia anterior a entrevista. Foi significativa a percentagem de crianças (66%) que não recebeu mel/melado/açúcar ou rapadura antes dos 6 meses; no entanto, foi evidenciado consumo elevado de suco em pó (63,9%) e refrigerante (55,4%). A média de idade entre as mães foi de 30,4±9,9 anos. A insatisfação com a renda familiar atingiu um percentual de 68,7% no último mês. Conclusão Os achados do estudo demonstraram dados positivos na qualidade da alimentação na faixa etária avaliada. Educação nutricional e promoção da alimentação saudável devem ser estimuladas nos serviços de saúde em todos os ciclos da vida. Abstract Objective The aim of this study was to describe the dietary intake of one year old children treated by the Community Health Service of Grupo Hospitalar Conceição placed in Porto Alegre. Methods Data of 83 children treated in the territory covered by the Community Health Service of Grupo Hospitalar Conceição born during the period between 2012 and 2013 was analyzed. Mothers that allowed the participation of their children in the study have answered a consumption of food questionnaire whose variables were habits food (duration of breastfeeding exclusive‐BE, the total duration of breastfeeding, introduction of sugar, meat, vegetables and ferrous sulfate supplementation). Results Children were predominantly female (54.2%), with mean age of 13.3±1.2 months, remaining 41% exclusive breastfeeding up to 06 months and 48% had received breast milk on the interview day. It was found significant percentage of children (66%) who did not receive honey/molasses/sugar or brown sugar before 6 months however evidenced high consumption of juice powder (63.9%) and soft drinks (55.4%). The mothers’ mean age was 30.4±9.9 years old. Dissatisfaction with family income last month reached a percentage of 68.7%. Conclusion The findings of the study showed positive data on food quality in the studied age group. Nutrition education and healthy eating promotion should be encouraged in the health services in all cycles of life.

Academic research paper on topic "Consumo alimentar de crianças com um ano de vida num serviço de atenção primária em saúde"

«s saúde Il pública

UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA

Escola Nacional de Saúde Pública

portuguesa% SâUClC pufolÍCci

www.elsevier.pt/rpsp

Artigo original

Consumo alimentar de criangas com um ano de vida num servigo de atengao primária em saúde

Laura Garcia de Freitasa>*, Renata de Souza Escobarb, Margarita Alexandra Peña Cortésc e Daniel Demetrio Faustino-Silvab,d

a Programa de Residencia Integrada em Saúde do Grupo Hospitalar Conceigäo, Porto Alegre/RS, Brasil b Servico de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceicäo, Porto Alegre/RS, Brasil c Programa de Pös-Graduacäo em Biologia Celular e Molecular da Pontificia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS, Brasil

d Programa de Pös-Graduacäo em Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS, Brasil

CrossMark

informaçao sobre o artigo

resumo

Historial do artigo: Recebido a 18 de abril de 2015 Aceite a 16 de outubro de 2015 On-line a 22 de janeiro de 2016

Palavras-chave: Consumo de alimentos Nutricäo da crianca Primeiro ano de vida Hábitos alimentares

Objetivo: Descrever o consumo alimentar de crianzas com um ano de idade atendidas no Servido de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceicao, localizado no municipio de Porto Alegre - RS.

Métodos: Foram analisados dados de 83 criancas atendidas no territorio de abrangencia do Servico de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceicao, nascidas no periodo entre 2012-2013. As maes que permitiram a participacao das criancas no estudo respon-deram a questionário de consumo alimentar, cujas variáveis foram os hábitos alimentares (tempo de aleitamento materno exclusivo [AME], tempox de aleitamento materno total, introducao de acúcar, carne, vegetais e suplementacao de sulfato ferroso). Resultados: As criancas eram predominantemente do sexo feminino (54,2%), com a média de idade de 13,3 ± 1,2 meses, permanecendo 41% em aleitamento exclusivo até aos 6 meses e 48% tinham recebido leite de peito no dia anterior a entrevista. Foi significativa a percenta-gem de criancas (66%) que nao recebeu mel/melado/acúcar ou rapadura antes dos 6 meses; no entanto, foi evidenciado consumo elevado de suco em pó (63,9%) e refrigerante (55,4%). A média de idade entre as maes foi de 30,4 ±9,9 anos. A insatisfacao com a renda familiar atingiu um percentual de 68,7% no último mes.

Conclusao: Os achados do estudo demonstraram dados positivos na qualidade da alimentacao na faixa etária avaliada. Educacao nutricional e promocao da alimentacao saudável devem ser estimuladas nos servicos de saúde em todos os ciclos da vida.

© 2015 The Authors. Publicado por Elsevier España, S.L.U. em nome da Escola Nacional de Saúde Pública. Este é um artigo Open Access sob a licenga de CC BY-NC-ND (http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

* Autor para correspondencia. Correio eletrónico: laufreinutri@gmail.com (L. Garcia de Freitas). http://dx.doi.Org/10.1016/j.rpsp.2015.10.001

0870-9025/© 2015 The Authors. Publicado por Elsevier España, S.L.U. em nome da Escola Nacional de Saúde Pública. Este é um artigo Open Access sob a licenga de CC BY-NC-ND (http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Children's food consumption in the first year of life in a primary health care service

abstract

Keywords: Food consumption Child nutrition First year of life Food habits

Objectiue:The aim of this study was to describe the dietary intake of one year old children treated by the Community Health Service of Grupo Hospitalar Conceicao placed in Porto Alegre.

Methods:Data of 83 children treated in the territory covered by the Community Health Service of Grupo Hospitalar Conceicao born during the period between 2012 and 2013 was analyzed. Mothers that allowed the participation of their children in the study have answered a consumption of food questionnaire whose variables were habits food (duration of breastfeeding exclusive-BE, the total duration of breastfeeding, introduction of sugar, meat, vegetables and ferrous sulfate supplementation).

Results:Children were predominantly female (54.2%), with mean age of 13.3 ± 1.2 months, remaining 41% exclusive breastfeeding up to 06 months and 48% had received breast milk on the interview day. It was found significant percentage of children (66%) who did not receive honey/molasses/sugar or brown sugar before 6 months however evidenced high consumption of juice powder (63.9%) and soft drinks (55.4%). The mothers' mean age was 30.4 ± 9.9 years old. Dissatisfaction with family income last month reached a percentage of 68.7%.

ConcIusion:The findings of the study showed positive data on food quality in the studied age group. Nutrition education and healthy eating promotion should be encouraged in the health services in all cycles of life.

© 2015 The Authors. Published by Elsevier España, S.L.U. on behalf of Escola Nacional de Saúde Pública. This is an open access article under the CC BY-NC-ND license (http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Introdugáo

O estudo sobre consumo alimentar no primeiro ano de vida é de grande relevancia para nortear as acoes e o entendi-mento da relacao saúde versus doenca nos servicios de saúde pública. Nessa idade os hábitos alimentares comecam a se formar, constituindo assim o período ideal para intervencoes educativas em nutricao que visem a promocao e prevencao em saúde1. Hábitos alimentares inadequados no inicio da infancia relacionam-se com excesso de peso e surgimento na vida adulta de doencas crónicas nao transmissíveis (DCNT), hoje uma das principais causas de mortalidade no Brasil2.

Diante desse problema, o governo federal brasileiro, atra-vés da Rede de Atencao a Saúde, coordena e identifica as necessidades dos utilizadores para garantir uma ade-quada organizacao dos cuidados nutricionais da populacao brasileira3. A atencao básica é a porta de entrada dos utilizadores do Sistema Único de Saúde (SUS), tornando-se o espaco adequado para acoes de promocao de saúde relacionadas a alimentacao e ao excesso de peso4.

A alimentacao saudável é uma forma de prevencao que acarretará efeitos positivos na saúde ao longo da vida. Sao diversas as publicacoes sobre o assunto, destacando-se o documento do Ministério da Saúde (MS) brasileiro intitulado «10 passos para uma alimentacao saudável para criancas brasileiras menores de 2 anos», no qual estao resumidas orientacoes alimentares para essa faixa etária em 10 itens1.

O Sistema de Vigilancia Alimentar e Nutricional (SISVAN) é uma das ferramentas utilizadas pelo MS visando realizar o diagnóstico descritivo e analítico da situacao alimentar

e nutricional da populacao brasileira, contribuindo para formulacao e revisao de políticas públicas, identificando áreas geográficas, segmentos sociais e grupos populacionais de maior risco aos distúrbios nutricionais5. Diante disso, o objetivo desse estudo foi descrever o consumo alimentar de criancas com um ano de idade, atendidas por um servico de cuidados de saúde primários de Porto Alegre - RS/Brasil, e contribuir para o conhecimento do estado nutricional desse grupo populacional.

Métodos

Trata-se de um estudo transversal descritivo6, inserido numa pesquisa de coorte de acompanhamento de saúde infantil. O estudo foi realizado nas 12 unidades de saúde pertencen-tes ao Servicio de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceicao (SSC-GHC), localizadas na zona norte de Porto Alegre - RS/Brasil.

Participaram do estudo 83 criancas pertencentes ao terri-tório de abrangencia do SSC-GHC, nascidas no período entre 2012-2013. A coleta de dados foi realizada através da aplicacao de um questionário de consumo alimentar as maes que per-mitiram a participacao das criancas, através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido antes de sua inclusao na amostra.

Entrevistadores previamente treinados aplicaram o questi-onário que continha questoes do instrumento de marcadores do consumo alimentar para criancas do SISVAN do MS5, cujas variáveis foram os hábitos alimentares (tempo de aleitamento materno exclusivo [AME], tempo de aleitamento materno

Tabela 1 - Características sociodemográficas da amostra. Porto Alegre - RS, 2014

Variáveis n = 83

Dados da criança

Idade (meses) - média ± DP 13,3 ±1,2

Sexo - n (%)

Masculino 38 (45,8)

Feminino 45 (54,2)

Dados da mâe

Escolaridade - n (%)

Ensino fundamental incompleto 17 (20,5)

Ensino fundamental completo 7 (8,4)

Ensino médio incompleto 18 (21,7)

Ensino médio completo 25 (30,1)

Ensino superior ou mais 16 (l9,3)

Idade da mae (anos) - média ± DP 30,4 ±9,9

Número de filhos - n (%)

1 46 (55,4)

2 16 (19,3)

3 ou mais 21 (25,3)

Renda suficiente - n (%)

Sim 26 (31,3)

Nao 57 (68,7)

total, introducao de acúcar, carne, vegetáis e suplementario com sulfato ferroso).

O SISVAN recomenda a aplicacao desse questionário, pois permite qualificar de forma geral o padrao alimentar da crianca sem a preocupacao de quantificar a dieta em termos de nutrientes e valor energético. Sua divisao por faixa etária pos-sibilita a identificacao da prevalencia e o tipo de aleitamento materno, além de caracterizar melhor o período de introducao de alimentos, tao importante para a saúde de menores de 5 anos7.

A pesquisa foi aprovada pelo Comité de Ética e Pesquisa do GHC (CAAE n.° 26100013.0.0000.5530 e Parecer n.° 610.81).

Resultados

Foram avaliadas 83 criancas com predominancia do sexo feminino (54,2%). A média de idade foi de 13,3 ±1,2 meses. Analisando as variáveis maternas, observou-se com relacao a escolaridade maior percentagem de maes com ensino médio concluido. A média de idade das maes foi de 30,4 ±9,9 anos. Predominou a insatisfacao com a renda familiar (68,7%). As características sociodemográficas da amostra estudada estao representadas na tabela 1.

Na populacao estudada, 41% permaneceu em aleitamento exclusivo até os 6 meses de idade e 48% das criancas tinham recebido leite de peito no dia anterior a entrevista. A qualificacao da dieta oferecida (introducao de acúcar, carne, vegetais, frutas e suplementacao com sulfato ferroso) pode ser analisada na tabela 2.

É importante ressaltar que uma elevada percentagem de criancas (79,5%) nao recebeu mel/melado/acúcar ou rapadura antes dos 6 meses, no entanto, foi evidenciado consumo significativo de sumo em pó (63,9%) e refrigerante (55,4%) no último més.

Tabela 2 - Consumo alimentar de uma amostra de

criancas de um ano de vida. Porto Alegre - RS, 2014

Variáveis n = 83

A criança ontem recebeu leite de peito?

Nao 43 (51,8)

Sim 40 (48,2)

Se nao, até que idade seufilho mamou no peito

Nunca 4 (9,3)

<120 dias 14 (32,6)

>120 dias 25 (58,1)

Até que idade seufilhoficou em aleitamento materno exclusivo?

<1 mes ou nunca 9 (10,8)

Até 1 mes 4 (4,8)

Até 2 meses 9 (10,8)

Até 3 meses 7 (8,4)

Até 4 meses 12 (14,5)

Até 5 meses 8 (9,6)

Até 6 meses 34 (41,0)

Ontem quantas preparaqoes de leite a crianza tomou?

Nao tomou 12 (14,5)

Até 2 copos 47 (56,6)

Mais que 2 copos 24 (28,9)

Ontem a crianca comeu verduras/legumes?

Nao 15 (18,1)

Sim 68 (81,9)

Ontem a crianca comeu fruta?

Nao 7 (8,4)

Sim 76 (91,6)

Ontem a crianca comeu carne?

Nao 10 (12,0)

Sim 73 (88,0)

Ontem a crianca comeu feijao?

Nao 11 (13,3)

Sim 72 (86,7)

Ontem a crianca comeu assistindo teleuisao?

Nao 63 (75,9)

Sim 20 (24,1)

Ontem a crianca comeu comida de panela?

Nao 9 (10,8)

Sim 74 (89,2)

A crianca recebeu mel/melado/acúcar/rapadura antes de 6 meses

de idade?

Nao 66 (79,5)

Sim 17 (20,5)

A crianca recebeu papa salgada/comida de panela antes de 6 meses

de idade?

Nao 66 (79,5)

Sim 17 (20,5)

A crianca tomou sumo industrializado ou refresco em pó no último mês?

Nao 30 (36,1)

Sim 53 (63,9)

A crianza tomou refrigerante no último mes?

Nao 37 (44,6)

Sim 46 (55,4)

A crianca tomou mingau com leite ou leite engrossado com farinha

ontem?'

Nao 55 (66,3)

Sim 28 (33,7)

A crianca tomou sulfato ferroso ontem conforme prescricao médica?

Nao 61 (73,5)

Sim 22 (26,5)

' Preparada com de aveia, amido de milho, farinha de trigo ou de

milho misturados com leite.

Discussâo

As acбes de promocao da saúde e prevencao das DCNT iniciam-se na gravidez, promovendo os cuidados pré-natais e a nutricao adequada, passando pelo incentivo ao aleitamento materno e estendendo-se durante todo o ciclo vital, estimulando fatores protetores como a alimentacao saudável, entre outros2.

Conforme dados da Pesquisa de Prevaléncia de Aleitamento Materno em Municipios Brasileiros, a prevaléncia de aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida, no Brasil, é de 41%B. Dado idéntico foi encontrado neste estudo (tabela 2). O leite materno é o alimento ideal para a crianca recém-nascida. Seus beneficios incluem reducao da mortalidade infantil e da incidéncia de diversas doencas como diarreia, infeccбes respiratórias, alergias, hipertensao, coles-terol alto, diabetes e obesidade. Soma-se a isso o efeito positivo que acarreta no desenvolvimento neurológico e cognitivo, e melhor desenvolvimento da cavidade oral da crianca9-11. Incluem-se outros beneficios no que se refere a praticidade, pois dispensa o trabalho de esterilizar os biberöes e ferver, misturar, coar, dissolver, esfriar o leite12. Além disso, evita custos financeiros com fórmulas infantis industrializadas ou outros leites. A amamentacao também beneficia a mae ao protegé-la contra a anemia, o cancro de mama e de ovário. Outro aspecto importante é que ele reforça o vinculo afetivo entre mae e filho9,12. Através de uma parceria entre OMS, UNICEF e MS, foi criado um documento que propбe diretrizes para os «10 passos para o sucesso do aleitamento materno», cuja utilizacao e cumprimento pelos hospitais os intitula como Amigo da Crianca. As orientacбes focam na capacitacao das equipes para orientacбes às gestantes na prática adequada do aleitamento13,14.

Mesmo que apenas menos da metade das criancas avalia-das (41%) tenham permanecido em AME até os 6 meses, um percentual significativo de maes (79,5%) referiu que nao ofe-receram doces nem comida de panela às criancas antes desse periodo. Domene et al.1 analisaram práticas de amamentacao de grupos vulneráveis, residentes no distrito noroeste da cidade de Campinas, e viram que, entre o grupo estudado, a mediana de aleitamento materno exclusivo foi de 4 meses e mais de 20% das criancas já recebiam outros alimentos no primeiro més de vida. Em uma pesquisa realizada na cidade de Aracatuba - SP, cujo objetivo foi avaliar frequéncias e variáveis associadas ao aleitamento materno em criancas até 12 meses, os pesquisadores concluiram que criancas que usa-vam biberao e chupeta estavam mais propensas à interrupcao da amamentacao e à introducto de outros alimentos16. Outras causas para a interrupcao foram encontradas no estudo de Filamingo et al.17, realizado na cidade de Dois Córregos (SP). Verificou-se que a influéncia cultural das maes e/ou avós e dificuldades como rachaduras e inflamacбes mamárias, também contribuiram para o insucesso de maes adolescentes na amamentacao, mesmo que 87,2% das entrevistadas tenham referido que receberam orientacao sobre o assunto durante o periodo pré-natal. Muitas maes relatam em consultas a inseguranca sobre o leite materno nao ser suficiente para nutrir seus bebés e mitos como esse sobre aleitamento materno e composicao do leite devem ser discutidos em

espatos educativos coletivos e em consultas individuais. Frigo et al.18, em relato de experiencia sobre grupo de gestante em uma equipe de cuidados de saúde primários de Santa Maria (RS - Brasil), concluiram que conhecer previamente as expetativas e sentimentos das gestantes, considerando seus conhecimentos anteriores e abordando possiveis dificuldades, pode deixá-las mais seguras para superar as adversidades da gestagao e da amamentacao.

Resultados deste estudo apontaram que 58,1% das crianzas forma amamentadas ao peito mais de 120 dias, o que deve continuar sendo estimulado, visto que o direito legal a licencia maternidade é garantido por 4 meses e isso muitas vezes influencia no abandono do aleitamento materno, apesar das mulheres terem direito a 2 descansos de meia hora para amamentar quando retornam ao trabalho19. Visto que o MS brasileiro recomenda aleitamento materno complementado até os 2 anos ou mais, é importante continuar estimulando a prática após o término da licencia de maternidade. A mae deve receber orientales de recolha e armazenamento do leite materno quando nao estiver próxima ao bebe e de técnicas e manejo dos principais problemas relacionados a amamentacao9. Além disso, o apoio da familia é muito importante nesse momento da amamentacao, especialmente para as maes que trabalham informalmente e, por isso, nao sao amparadas pelos beneficios trabalhistas legais. Sao necessá-rias medidas, tanto do governo como dos servicos de saúde pública, que visem investigar os desafios acerca do tema e elaborar acoes com base nas dificuldades maternas encontradas.

A partir dos 6 meses deve-se introduzir a alimentacao complementar de forma gradual sem rigidez de horário. Esta orientacao é alterada somente nos casos em que a crianca esteja recebendo leite de vaca ou fórmula infantil quando, entao, a alimentacao deve ser introduzida aos 4 meses. Devem ser oferecidos todos os grupos alimentares (cere-ais/tubérculos, leguminosas, carne/ovo e legumes/verduras e frutas) desde o inicio evitando a liquidificacao dos alimentos, estimulando desta forma a mastigacao e o adequado desenvolvimento facial do bebe. Nessa fase, a alimentacao espessa auxilia nas funcoes da lingua, da musculatura facial e na capa-cidade de mastigacao. Além disso, a crianca tem capacidade gástrica reduzida e deve receber maior densidade energética em menor volume. Aos 12 meses a crianca já pode se alimentar da mesma maneira que a sua familia1,9.

O guia alimentar para criancas menores de 2 anos orienta para estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes (FVL), devido a quantidade de vitaminas, ferro e fibras desses alimentos1. Dados desta pesquisa apontaram que, no dia anterior a entrevista, esses grupos alimentares estavam presentes visto que, do total de criancas (n = 83), 81,9% tinham consumido verduras/legumes e 91,6% frutas. Este resultado pode estar relacionado a diversos fatores. Podemos citar entre eles o maior acesso aos alimentos, estimulo dos média e campanhas de politicas públicas em relacao a alimentacao saudável, juntamente com o trabalho das equipas de saúde multiprofissionais que visa ao cuidado integral. Há um programa especifico para saúde da crianca, em que a assistencia é realizada de forma integrada e que orientacoes sobre alimentacao saudável estao presentes nas consultas de puericultura e demais acoes realizadas. Porém, deve-se dar atencao ao consumo desses alimentos ao longo da infancia

até a vida adulta. Muniz et al.20, em pesquisa com 600 alu-nos de 15-20 anos na cidade de Caruaru, em Pernambuco, constataram que 10% dos entrevistados informaram nunca consumir frutas e 30,7% nunca consumir verduras/legumes. O consumo de FVL contribui para saúde em diversos aspectos. Uma revisao sistemática de ensaios clínicos randomizados, abrangendo a faixa etária de 5-18 anos, publicada no ano de 2011, concluiu que intervencoes de educacao nutricio-nal, como envolvimento dos pais e fornecimento de frutas e verduras pelos servicios escolares, aumentam o consumo desses alimentos e auxiliam na reducao do sobrepeso e da obesidade21. Gomes22, em uma revisao crítica sobre consumo de FVL, conclui que os profissionais de saúde costumam promover a alimentacao saudável apenas através do estímulo ao consumo de nutrientes e protecao as doencas de maneira técnica e científica; porém, deve ser considerado o saber popular na construcao de estratégias para práticas alimentares saudá-veis adequadas a realidade dos indivíduos e famílias.

O consumo insuficiente de alimentos fonte de ferro e/ou com baixa disponibilidade do micronutriente é uma das principais causas de anemia em criancas, gerando retardo do crescimento, comprometimento cognitivo e motor, atraso de linguagem, problemas imunológicos, entre outros. As principais fontes alimentares de ferro sao as carnes vermelhas, aves, peixes, vísceras e leguminosas23,24. Tratando-se dos alimentos fonte deste nutriente foram encontrados dados positivos neste trabalho, no qual 88% das criancas consumiram carne no dia anterior a aplicacao do questionário e 86,7% tinham consumido feijao. No entanto, em relacao a suplementacao de sulfato ferroso, cujo MS preconiza para criancas de 6-23 meses de idade25, apenas 26,5% das criancas avaliadas tinham rece-bido o suplemento. Numa revisao sistemática recente sobre a efetividade da suplementacao de sulfato ferroso na prevencao da anemia em criancas, os autores referiram nao haver evidencia científica que a suplementacao com sulfato ferroso esteja associada na prevalencia de anemia em criancas menores de 5 anos26. Portanto, além do estímulo a suplementacao, é importante que as equipas de saúde monitorizem exames e este-jam atentas para o consumo alimentar das famílias em um conjunto de acoes estratégicas de prevencao da doenca, a fim de diminuir complicares causadas por ela, relacionadas ao desenvolvimento da crianca.

Artigo de revisao sobre deficiencia de ferro na crianca conclui que há prevalencia da doenca em criancas, principalmente lactentes, e que a prevencao deve ser priorizada através de acoes como suplementacao e fortificacao de alimentos para o grupo de risco, incentivo ao aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade e promocao de saúde27.

Deve oferecer-se a crianca uma alimentacao variada e colorida, abrangendo o maior número de nutrientes possível, evitando oferecer acúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, rebucados, salgadinhos e outras guloseimas, bem como adicionar sal em excesso, na alimentacao da crianca. O consumo desses alimentos causa desinteresse por outros, irritam a mucosa gástrica, induzem a alergia e podem levar ao excesso de peso1. Um estudo com 270 criancas de creches públicas de Sao Paulo, no ano de 2007, apontou que 2/3 das criancas estudadas consumiram, antes dos 12 meses, alimentos indu-tores de obesidade28. As propagandas de alimentos e bebidas acucaradas e doces geram um reflexo de recompensa através

do ver, lembrar e, por consequencia, querer que é especialmente suscetível na faixa etária das criancas29. Além disso, em se tratando do consumo excessivo e frequente de acucar, o Caderno de Atencao Básica de Saude Bucal do MS aponta que o hábito é um dos maiores fatores de risco para a cárie na infancia30. As percentagens significativas de consumo no ultimo mes de refrigerante (55,4%) e suco em pó (63,9%) encontrado nos questionários analisados sinaliza a necessi-dade de estratégias de reducao dos mesmos. A alta densidade energética de bebidas adocadas é desconhecida pelos pais e familiares, principalmente em relacao aos sucos de sabores artificiais de fruta. No servico de cuidados de saude primários onde a presente pesquisa foi desenvolvida costuma-se utilizar a exposicao de maquetes com as quantidades reais de acucar presentes nas bebidas e em outros alimentos, impactando os usuários do servico pois, ao conseguirem visualizar a quanti-dade de acucar existente em cada produto, passam a assimilar as orientales antes recebidas.

Achados neste estudo mostram que poucas criancas (28,9%) tomaram mais de 2 copos de leite no dia anterior da aplicacao do questionário, evidenciando que o consumo deste alimento nao prejudicou o restante da alimentacao. Recomenda-se evitar o leite de vaca no primeiro ano de vida, uma vez que seu consumo está relacionado as alergias alimentares, predisposicao as anemias, disturbios hidroeletrolíticos e futuro excesso de peso. A partir de um ano de idade o consumo é permitido, desde que nao substitua outros alimentos e refeicöes31. Oliveira e Osório32, em revisao sobre consumo de leite de vaca e anemia, concluíram que o consumo de leite de vaca em substituido a alimentos ricos em ferro biodispo-nível constitui risco para anemia. O que vai ao encontro da revisao sistemática, realizada em 2006, sobre fatores associa-dos ao risco de anemia em criancas menores de 6 anos, que associou o consumo energético da alimentacao das criancas provenientes do leite de vaca com a doenca, em conjunto com outras variáveis. Os autores deste estudo destacam como ponto positivo o fato de que a maioria dos entrevistados nao engrossou o leite com farinhas, alimento que, por apresentar excesso de acucar, pode induzir sobrepeso e obesidade33.

Tanto a oferta excessiva de leite, como a de farinhas enriquecidas com acucar, fazem parte de um contexto cultural de que esses alimentos sao nutritivos e necessários para crianca durante toda a infancia. É responsabilidade das equipas de saude desconstruir essa ideia, através de atividades didáticas e materiais educativos que mostrem a verdadeira recomendacao alimentar para cada faixa etária.

Relativamente a questao sobre alimentar-se assistindo televisao no dia anterior a entrevista, poucas maes (24,1%) responderam que sim, o que pode estar relacionado com a dependencia da crianca para comer junto a um responsável. Contudo, este é um hábito amplamente estudado pela comu-nidade científica, a qual refere que comer diante da televisao influencia negativamente na alimentacäo34'35. Rossi et al.34, em revisao sistemática em 2010, verificaram uma associacao de 85% entre consumo alimentar e hábito de assistir televi-sao na rotina de criancas e adolescentes, e associacao com obesidade em 60% dos artigos revistos. Concluiu-se que maior tempo dedicado para tal hábito tende a diminuir o consumo de frutas e verduras, e aumentar o consumo de salgadinhos, doces e bebidas com elevado teor de acucar. Outro estudo com

crianc;as entre 6-10 anos de idade apresentou tempo superior a 3 horas em frente a televisao como um dos fatores de risco para o sobrepeso infantil35.

O estabelecimento de bons hábitos alimentares da crianc;a é, principalmente, de responsabilidade da familia. Uma pesquisa na cidade de Vitória (ES) constatou que o grau de instrucao da mae e a participacao direta do pai na renda da familia parecem influenciar na escolha de alguns alimentos, como frutas e feijao36. Toloni et al.28, em estudo realizado com 270 crianc;as de 8 creches públicas de Sao Paulo, constataram que a baixa escolaridade materna e idade inferior a 20 anos sao variáveis associadas a introduc;ao precoce de salgadinhos e macarrao instantâneo, e que a renda per capita inferior a um salário minimo representa riscos 2 vezes maior de introduc;ao precoce de salgadinho e refrigerante. Em pesquisa realizada por Veleda, Soares e Cezar37 foi analisada uma amostra de crianc;as entre 8-12 meses, identificadas como de risco social ao nascer, sendo detetado que a renda familiar esteve associ-ada ao risco de transtornos no desenvolvimento. A média de idade das maes que responderam aos questionários deste tra-balho é alta (30,4 ±9,9 anos), sendo que metade delas possui ensino médio completo ou mais, o que pode ter influenciado as escolhas alimentares positivas descritas no trabalho. Entretanto, ao serem questionadas sobre a renda familiar, 68, 67% das maes do presente estudo relataram considerar a renda da familia insuficiente (tabela 2).

Iniciativas como o projeto «Papa Bem», implantado em Portugal e desenvolvido pelo Programa Harvard Medical School38, cujo objetivo foi a producao e disseminacao de informacao sobre obesidade infantil através da internet destinada ao público geral, é um exemplo de ferramenta que pode ser utilizada para auxiliar o incentivo da alimentac;ao saudável e desmistificar mitos relacionados ao assunto.

A relevância dos achados através de dados de pesquisa em servic;os de cuidados em saúde primários pode ser considerada como um ponto positivo desta pesquisa. No entanto, é necessário fazer algumas consideracбes com relacao à limitacao deste estudo. Primeiramente, podemos citar aquelas que sao intrinsecas às análises transversais, como impossibi-lidade de inferir causalidade dos achados. Contudo, mesmo sendo um estudo transversal, o estudo está aninhado a uma coorte maior de saúde infantil. Finalmente, aponta-se o fato dos dados utilizados no trabalho serem de uma regiao especifica da cidade, o que impede de serem extrapolados para todo municipio de Porto Alegre - RS/Brasil.

Conclusâo

Os resultados encontrados demonstraram dados positivos na qualidade da alimentac;ao na faixa etária estudada. Educac;ao nutricional e promocao da alimentacao saudável devem ser estimulados nos servicos de saúde em todos os ciclos da vida, visto que a literatura mostra piora da alimentac;ao e consequente aumento condi^es crónicas de saúde (obesidade, hipertenc;ao, diabetes) com o aumento da idade. Em se tratando de aleitamento materno, deve ser continuadamente estimulado pelos servic;os de saúde, devido a seus inúmeros beneficios que influenciam tanto na infância, como na vida adulta.

Financiamento

Essa pesquisa é parte do projeto de tese de doutorado intitulado «Impacto de programas preventivos de saúde bucal infantil na Atenc;ao Primária a Saúde», vinculado ao Programa de Pós-graduacao em Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em parceria com o GHC e financiado pelo Edital 02/2013 PPSUS/FAPERGS.

Conflito de interesses

Os autores declaram nao haver conflito de interesses.

Agradecimentos

Ao Servic;o de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceic;ao, pela disponibilidade e apoio para realizac;ao deste estudo, à equipa de pesquisa que aplicou os questionários e às maes que aceitaram respondé-los.

referências bibliográficas

1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atencao à Saúde. Dez passos para uma alimentacao saudável: guia alimentar para criancas menores de dois anos. Brasilia: Ministério da Saúde; 2010.

2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise de Situacao de Saúde. Plano de acбes estratégicas para o enfrentamento das doencas crónicas nao transmissiveis (DCNT) no Brasil 2011-2022 [Internet]. Brasilia: Ministério da Saúde; 2011 [consultado 15 Out 2014]. Disponivel em:

http://actbr.org.br/uploads/conteudo/917_cartilha_dcnt.pdf

3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atencao à Saúde. Politica Nacional de Alimentacao e Nutricio. Brasilia: Ministério da Saúde; 2012.

4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atencao à Saúde. Departamento de Atencao Básica. Obesidade. Brasilia: Ministério da Saúde; 2006 (Série Cadernos de Atencao Básica; 12).

5. Brasil. Ministério da Saúde. Vigilância alimentar e nutricional. In: Brasil. Ministério da Saúde. SISVAN: Orientacбes básicas para coleta, o processamento, a análise de dados e a informacao em servicos de saúde. Brasilia: Ministério da Saúde; 2004.

6. Hulley SB, Cummings SR, Browner WS, Grady DG, Newman TB. Delineando a pesquisa clinica: uma abordagem epidemiológica. 3a ed. Porto Alegre: Artmed; 2008.

7. Brasil. Ministério da Saúde. Informe uso dos formulários e registro das informacбes no novo Sistema Informatizado da Vigilância Alimentar e Nutricional Sisvan Web. Brasilia: Ministério da Saúde; 2008.

8. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Pesquisa de prevaléncia de aleitamento materno em municipios brasileiros: situacao do aleitamento materno em 227 municipios brasileiros. Brasilia: Ministério da Saúde; 2010.

9. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atencao à Saúde. Saúde da crianca: crescimento e desenvolvimento. Brasilia: Ministério da Saúde; 2012 (Série Cadernos de Atencao Básica; 33).

10. PAHO. WHO. Guiding principles for complementary feeding of the breastfed child. Washington/Geneva: Division of Health

Promotion and Protection. Food and Nutrition Program. PAHO. WHO; 2003.

11. Leventakou V,Roumeliotaki T, Koutra K, Vassilaki M, Mantzouranis E, Bitsios P et al. Breastfeeding duration and cognitive, language and motor development at 18 months of age: Rhea mother-child cohort in Crete, Greece. J Epidemiol Community Health. 2013;69:232-9.

12. Brasil. Servico Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). Projeto de inclusao social e desenvolvimento comunitário: cartilha de promocao da amamentacao e alimentacao complementar saudável. Sao Paulo: Editora SENAC; 2014.

13. World Health Organization. Protecting, promoting and supporting breastfeeding The special role of maternity services: A joint WHO/UNICEF statement. Geneva: WHO; 1989.

14. World Health Organization. Family and reproductive health: Evidence for the ten steps to successful breast-feeding. Geneva: Division of Child Health and Development. WHO; 1998.

15. Domene SMS, Medeiros MAT, Martins PA. A dinámica do aleitamento materno em famílias em vulnerabilidade social: o que revela o sistema de busca ativa. Rev Nutr. 2011;24: 71-7.

16. Saliba NA, Zina LG, Moimaz SAS, Saliba O. Freqüéncia e variáveis associadas ao aleitamento materno em criancas com até 12 meses de idade no municipio de Aracatuba, Sao Paulo, Brasil. Rev Bras Saude Mater Infant. 2008;8:481-90.

17. Filamingo BO, Lisboa BCF, Basso NAS. A prática do aleitamento materno entre maes adolescentes na cidade de Dois Córregos, Estado de Sao Paulo. Sci Med. 2012;22:81-5.

18. Frigo LF, Silva RM, Mattos KM, Manfio F, Boeira GS. A importáncia dos grupos de gestante na atencao primária: um relato de experiencia. Rev Epidemiol Control Infect. 2012;2:113-4.

19. Brasil. Presidencia da República. Consolidativo das Leis do Trabalho: Decreto-lei 5452/43. Decreto-lei n.° 5.452, de 1o de maio de 1943. [Internet]. [S.l.]: Rede JusBrasil. [consultado em 18 Dez 2014]. Disponível em: http://presrepublica.jusbrasil. com.br/legislacao/91896/consolidacao-das-leis-do-trabalho-decreto-lei-5452-43#art-396

20. Muniz LC, Zanini RV, Schneider BC, Tassitano RM, Feitosa WMN, González-Chica DA. Prevalencia e fatores associados ao consumo de frutas, legumes e verduras entre adolescentes de escolas públicas de Caruaru, PE. Ciênc Saúde Coletiva. 2013;18:393-404.

21. Silveira JA, Taddei JA, Guerra PH, Nobre MR. Effectiveness of school-based nutrition education interventions to prevent and reduce excessive weight gain in children and adolescents: A systematic review. J Pediatr (Rio J). 2011;87:382-92.

22. Gomes FS. Frutas, legumes e verduras: recomendares técnicas versus constructos sociais. Rev Nutr. 2007;20:669-80.

23. Brasil. Ministério da Saúde. Unicef Carências de micronutrientes. Brasília: Ministério da Saúde; 2007. (Série Cadernos de Atencao Básica; 20).

24. Philippi ST. Pirâmide dos alimentos: fundamentos básicos da nutricio. Sao Paulo: Manole; 2003.

25. Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Alimentacao e Nutricao: Programa Nacional de Suplementacao de Ferro. [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2012. [consultado 1S Jun 2014]. Disponível em: http://nutricao.saude.gov.br/ ferro.php

26. Cembranel F, Dallazen C, González-Chica DA. Efetividade da suplementacao de sulfato ferroso da prevencao da anemia em criancas: revisao sistemática da literatura e metanálise. Cad Saúde Pública. 2013;29:1731-S1.

27. Mahoney DH. Iron deficiency in infants and young children: Screening, prevention, clinical manifestations, and diagnosis. UpToDate; 201S [consultado 1S Jul 201S]. Disponível em: http://www.uptodate.com/contents/iron-deficiency-in-infants-and-young-children-screening-prevention-clinical-manifestations-and-diagnosis#H1

23. Toloni MHA, Silva GL, Goulart RMM, Taddei JAAC. Introducao de alimentos industrializados de uso tradicional na dieta de criancas de creches públicas no município de Sao Paulo. Rev Nutr. 2011;24:61-70.

29. Sawaya AL, Filgueiras A. Abra a felicidade?: implicacбes para o vício alimentar. Estud Av. 2013;27:S3-70.

30. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atencao à Saúde. Saúde bucal. Brasília: Ministério da Saúde; 2003 (Série Cadernos de Atencao Básica; 17).

31. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atencao à Saúde. Departamento de Atencao Básica. Saúde da crianca: nutricao infantil: aleitamento materno e alimentacao complementar. Brasília: Ministério da Saúde; 2009.

32. Oliveira MAA, Osório MM. Consumo de leite de vaca e anemia ferropriva na infância. J Pediatr. 200S;31:361-7.

33. Leal LP, Osório MM. Fatores associados a ocorrência de anemia em criancas menores de seis anos: uma revisao sistemática dos estudos populacionais. Rev Bras Saúde Mater Infant. 2010;10:417-39.

34. Rossi CE, Albernaz DO, Vasconcelos FAG, Assis MAA, Pietro PFD. Influência da televisao no consumo alimentar

e na obesidade em criancas e adolescentes: uma revisao sistemática. Rev Nutr. 2010;23:607-20.

35. Novaes JF, Lamounier JA, Francischini SCC, Priori SE. Fatores ambientais associados ao sobrepeso infantil. Rev Nutr. 2009;22:661-73.

36. Neto ETS, Faria CP, Barbosa ML, Oliveira AE, Zandonade E. Association between food consumption in the first months of life and socioeconomic status: A longitudinal study. Rev Nutr. 2009;22:67S-3S.

37. Veleda AA, Soares MCF, Cezar-Vaz MR. Fatores associados ao atraso do desenvolvimento em criancas, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil. Rev Gaúcha Enferm. 2011;32:79-3S.

33. Goes A, Câmara G, Loureiro I, Braganca G, Nunes l, Bourbon M. «Papa Bem»: investir na literacia em saúde para a prevencao da obesidade infantil Rev Port Saúde Pública. 201S;33:12-23.