Scholarly article on topic 'ABORDAGEM CIRÚRGICA NA POLIPOSE ADENOMATOSA FAMILIAR AVANÇADA'

ABORDAGEM CIRÚRGICA NA POLIPOSE ADENOMATOSA FAMILIAR AVANÇADA Academic research paper on "Health sciences"

CC BY-NC-ND
0
0
Share paper
Academic journal
Journal of Coloproctology
OECD Field of science
Keywords
{}

Academic research paper on topic "ABORDAGEM CIRÚRGICA NA POLIPOSE ADENOMATOSA FAMILIAR AVANÇADA"

j coloproctol (rio j). 2017;3 7(S 1):73-176

(RNM) de pelve: processo expansivo a 4,5 cm da BA de 6 cm, sem extensao para a gordura perirretal. Linfonodomegalias perirretais heterogéneas (maior: 1,2 x 1,0 cm). Fez neoadjuvan-cia com 5FU/LV+ 5040cGyaté dezembro/2015. Reestadiamento com RNM abdome e pelve: reducao de tumoracao e linfonodos. Ultrassom endorretal: lesao residual em reto médio/inferior que envolvia 20%-30% da luz, até muscular propria e linfonodo residual perirretal. Em abril/2016, submetido a retossig-moidectomia vídeolaparoscópica (TaTME) com anastomose manual e ileostomia protetora (anatomopatológico: adeno-carcinoma retal moderadamente diferenciado até tecidos perirretais, sem invasao angiolinfática e perineural). Margens cirúrgicas livres e a distal é exigua. Linfonodos 0/7. Estadia-mento: pT3pN0. Em seguimento ambulatorial, exames RNM de pelve e TC de abdome sem sinais de lesoes residual ou recidiva, CEA:3,58. Foi submetido a fechamento de ileostomia (setembro/2016). Evolui sem intercorréncias.

Discussao/Conclusao: ETM gerou uma queda da recidiva local para menos de 10% e aumento da sobrevida global para 80% com a excisao cilindrica da peca cirúrgica; associada a preservacao esfincteriana (TaTME, Lacy, 2010), tornou-se padrao-ouro em abordagens em tumores de reto inferior, proporciona melhor qualidade de vida aos pacientes.

https://doi.org/10.1016/jj.jcol.2017.09.026 P-026

DOENCA DE BOWEN PERIANAL: RELATO DE CASO

Antonio Custodio da Costa Júniora,

Felipe Soares Branquinho a,

Calil Salomao Abud Netob,

Vimael Jefferson de Oliveira Holandaa,

Edvaldo Silva Limab,

Ernandi Araujo Lima Netoc,

Murilo Boavista Pessoa Mendesb

a Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Santa Maria, RS, Brasil

b Hospital Santa Marta (HSM), Brasília, DF, Brasil c Faculdade de Medicina Atenas, Paracatu, MG, Brasil

Introdugao: A doenca de Bowen perianal é uma lesao pré--cancerígena que pode evoluir para o carcinoma epidermoide invasivo. Geralmente é assintomática, com evolucao lenta e progressiva. Quando sintomática, as principais queixas sao de queimacao e prurido e raramente dor e sangramento. Apresenta diagnóstico diferencial com doencas inflamatorias do cólon, carcinoma do reto, doenca de Paget, carcinoma basocelular, ceratose seborreica, liquen simples crónico e escleroatrófico, condiloma acuminado, melanoma, psoríase e papulose bowenoide. A melhor opcao de tratamento é a resseccao cirúrgica com margens de seguranca, na maioria das vezes o enxerto ou avancos de retalhos sao necessários. Outras opcöes terapéuticas sao a fotodinamica, laser de argónio, cri-oterapia e quimioterapia com 5-fluorouracil tópico.

Relato de caso: I.C.F, sexo feminino, 68 anos, branca, com queixa de prurido anal crónico havia dois anos sem melho-ria com medicacao tópica. Sem alteracöes no exame físico,

exceto ao exame proctológico. Á inspegao, identificada lesao eritémato-escamosa, plana, de limites bem definidos, indolor, com aproximadamente 5 cm no maior diámetro, acometia regiao perianal. O histopatológico revelou doenca de Bowen (carcinoma epidermoide in situ).

Discussäo: A doenca de Bowen geralmente acomete individuos com idade superior a 50 anos, ocorre sobretudo em regiöes que sofreram exposicao solar. Ela designa carcinoma in situ, apresenta lesöes em placa de contornos nítidos, irregulares, salientes, eritémato-escamativas e até verrucosas, hipo ou hiperpigmentadas e eventualmente exulceradas. No tratamento cirúrgico, preconiza-se a resseccao local alargada com margens iguais ou superiores a 1,0 cm. Frequentemente os defeitos cutáneos deixados sao grandes demais para permitir um fechamento primário ou por segunda intencao satisfató-rios.

Conclusäo: É uma doenca com queixas inespecíficas e aspecto macroscópico variável, permite uma diversidade de diagnósticos diferenciais. O inicio da doenca é de longa data, com crescimento e evolucao lentos, retarda assim o diagnóstico. Esse deve ser feito através de biópsia e estudo histopatológico.

https://doi.org/10.1016/jocol.2017.09.027 P-027

CrossMark

ABORDAGEM CIRURGICA NA POLIPOSE ADENOMATOSA FAMILIAR AVANCADA

Saulo Cavalieri Pereira, Veridiana Andrade Pires de Campos, Marcio Nucci dos Santos, Lucas Garcia de Oliveira, Marcela Boraschi Margal, Faber Henrique Caccia

Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), Jundiaí, SP, Brasil

Relato de caso: A.O.V.S., masculino, 31 anos, ex-etilista e ex-drogadito, acompanhamento devido a diarreia, perda ponderal (8kg/més) e dor abdominal em fossa iliaca esquerda havia um més. Fora solicitada colonoscopia que identifi-cou inúmeros pólipos, feitas polipectomias. Descritos pólipos adenomatosos tubulovilosos com displasia de baixo grau. Programada nova colonoscopia, devido a preparo inade-quado, a qual nao transpos a transicao descendente-sigmoide, devido a estenose completa. Optou-se por internacao hospi-talar, dosagem de marcadores tumorais (CEA: 1.161,7, CA19.9: 4.415,4) e estadiamento tumoral com TCs de tórax, abdome e pelve com contraste: nódulos nao calcificados dispersos pelo parénquima pulmonar bilaterais, sugestivos de etiologia secundária; múltiplos nódulos hepáticos, o maior media 5,5 x 4,3 cm no segmento II/III e espessamento subesteno-sante nas alcas de sigmoide com cerca de 5,3 cm, associado a múltiplos linfonodos mesenteriais com cerca de 1,3 cm. Indicada abordagem cirúrgica via laparotomica e colectomia total com ileostomia terminal. Inventário da cavidade apre-sentava tumoracao estenosante, infiltrativa e ulcerada em transicao retossigmoide; múltiplos nódulos hepáticos. Feitas biópsias; auséncia de carcinomatose. Procedimento feito sem

j coloproctol (rio j). 2017 ; 3 7(S 1) : 73-176

intercorrencias. Evoluiu satisfatoriamente bem, recebeu alta no nono dia pós- operatorio. Como resultado histopatológico pós-operatório: adenocarcinoma bem diferenciado invasivo e ulcerado, media cerca de 3 cm, invadia a serosa, sem invasao vascular sanguínea e linfática. Ressecados 52/7 linfonodos. Biópsia hepática evidenciou adenocarcinoma metastático com margem cirúrgica livre.

Discussao: Quando se trata de um tumor T4N2M1, a colec-tomia total se mantém uma conduta viável frente a polipose adenomatosa familiar estenosante. Atualmente a resseccao é considerada padrao-ouro no tratamento das metástases hepáticas, porém a presenca de quatro ou mais metástases hepáticas, com margens exiguas e incapacidade de ressecar a doenca por completo, tem sido considerada contraindicacao a hepatectomia, naquelas condicoes a hepatectomia está asso-ciada a uma taxa de sobrevida de cinco anos de 33%, apesar de uma taxa de recidiva de 80%. No caso das lesoes pulmonares, é indicada resseccao desde que nao se reconhecam lesoes em outros locais.

https://doi.org/10.1016/jocol.2017.09.028 P-028

CrossMark

SARCOMA DE KAPOSI PRIMÁRIO DO RETO: RELATO DE CASO

Vítor Rafael Pastro, Ronaldo Nonose, Enzo Fabrícío Ríbeíro Nascímento, Deníse Graffitti D'Avíla, Bruna Zíní de Paula Freítas, Paula Cristina Steffen Novellí, Carlos Augusto Real Martínez

Hospital Universitário Sao Francisco (HUSF), Braganga Paulista, SP, Brasil

Introdugao: O sarcoma de Kaposí (SK) foí descrito em 1972 como uma neoplasía mesenquímatosa que se orígína a partír do endotélío vascular. Em 90% dos casos está relacíonado ao herpes vírus humano típo 8 (HVH 8). O SK localízado símulta-neamente no palato e reto é um achado raramente descríto.

Objetivo: Descrever um caso de SK desenvolvído concomí-tantemente no palato e reto em doente ínfectado pelo vírus da ímunodeficíencía humana (HIV).

Relato de caso: Homem, 41 anos, heterossexual, com soro-logía posítíva para o vírus HIV havía doís anos, em tratamento com terapía antírretrovíral (TARV) havía doís meses. Veío enca-mínhado com hístóría de lesäo em regíao de palato mole e duro. A bíópsía da lesäo confirmou o díagnóstíco de SK. O enfermo negava perda de peso, alterares do hábíto íntestí-nal, hematoquezía, enterorragía ou dor abdomínal. Ao exame físíco apresentava lesäo ulcerada sem sínaís de necrose e fibrína em regiäo frontal e zígomátíca esquerda e lesäo em palato mole e duro a díreíta. Palpava-se aínda línfonodome-galía em cadeía submandíbular e ínguínal esquerda, móvel índolor, com consístencía fibroelástíca sem sínaís flogístí-cos. O exame proctológíco revelava presenca de múltiplas lesöes períanaís de aspecto verrucoso recobertas por fibrína. Ao toque retal, era possível ídentíficar-se tumor localízado no reto acíma da borda anal. A colonoscopía mostrava lesäo ulcerada localízada no reto ínferíor, fríável, com 1 cm de díametro

e recoberta por secrecao purulenta, de onde foram colhidos fragmentos para estudo histopatológico que confirmou tratarle de SK retal. Assim, o paciente manteve o uso de TARV e evoluiu com regressao das lesoes. Atualmente encontra--se em seguimento ambulatorial com a coloproctologia e a infectologia.

Conclusao: Apesar de raramente descrito, o diagnóstico de SK deve ser sempre considerado entre os diagnósticos diferenciais das lesoes neoplásicas que se desenvolvem no reto em portadores de síndrome da imunodeficiencia adquirida.

https://doi.org/10.1016/j.jcol.2017.09.029 P-029

Cross Marie

EXCISAO TOTAL DO MESORRETO TRANSANAL EM PACIENTE COM ADENOCARCINOMA DE RETO MÉDIO SUBMETIDO A TRATAMENTO PRÉVIO COM ESQUEMA DE QUIMIORRADIOTERAPIA EXCLUSIVA PARA CARCINOMA ESPINOCELULAR DE CANAL: RELATO DE CASO

Benjamin Ramos de Andrade Neto,

Lusmar Veras Rodrigues,

Felipe Ramos Nogueira,

Adryano Gongalves Marques,

Luis Bernardo Mendes Varela Moreira,

Nathalia Franco Cavalcanti,

Ricardo Everton Dias Mont'Alverne

Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil

Introdugao: Uma abordagem transanal recente foi introdu-zida para facilitar a mobilizagao do reto mais distal e superar as deficiencias inerentes a excisao total do mesorreto laparos-cópica.

Objetivo: Demonstrar a possibilidade de fazer a excisao total do mesorreto transanal (TaTME) em pacientes subme-tidos a tratamento prévio com quimiorradioterapia exclusiva para carcinoma espinocelular de canal anal.

Relato de caso: Homem, 53 anos, em 2005 relatou dor anal associada a sangramento e dificuldade evacuatória. Ao exame: fissura anal posterior; hemorroida externa as 3 h e tumoracao palpável a aproximadamente 1,5 cm da margem anal, ocupava a parede anterior do reto inferior. Biópsia: carcinoma epider-moide moderadamente diferenciado. Colonoscopia: ileíte e colite crónica. Fez tratamento quimiorradioterápico exclusivo em 2006. Teve regressao completa da lesao. Em 2016, iniciou quadro de diarreia crónica e sangramento nas fezes. Colonos-copia: tumoracao úlcero-vegetante, estenosante, de cerca de 10 cm, permitia passagem do colonoscópio com dificuldade, a aproximadamente 7 cm da margem anal. Histopatológico: adenocarcinoma de baixo grau. RNM: espessamento em reto médio. CEA de 1,8. Foi submetido a retossigmoidecto-mia videolaparoscópica com disseccao de mesorreto por operacao endoscópica transanal, colorretoanastomose e ileostomia de protecao. Evoluiu sem intercorrencias no pós--operatório. Histopatológico do espécime: adenocarcinoma