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USO DE DINITRATO DE ISOSSORBIDA EM CRIANÇAS COM FISSURA ANAL COM AVALIAÇÃO MANOMÉTRICA Academic research paper on "Educational sciences"

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Academic research paper on topic "USO DE DINITRATO DE ISOSSORBIDA EM CRIANÇAS COM FISSURA ANAL COM AVALIAÇÃO MANOMÉTRICA"

permanecem controversos. O tratamento cirúrgico continua a ser a única forma efetiva de resolucao, existe controvérsia quanto a melhor técnica a ser usada.

Relato do caso: Paciente masculino, 18 anos, submetido a exérese de cisto pilonidal havia dois anos, apresentou-se, ainda, com ferida operatoria aberta. Foi encaminhado a tratamento com cámara hiperbárica para tentativa de cicatrizacao, sem sucesso. Optou-se por indicacao de novo procedimento cirúrgico com uso de flap romboide de Limberg para tratamento do cisto sacrococcígeo recidivado. A partir do defeito resultante da resseccao prévia, desenhou-se um losango idealizado com dois triángulos equiláteros, com a tentativa de que todos os lados do defeito apresentassem o mesmo com-primento. Foi feito descolamento de todas as bordas da ferida operatória, seguiram-se as margens do retalho, com excisao até a fáscia pré-sacral. Após, fechamento primário com o retalho fasciocutáneo previamente planejado. Paciente apre-sentou boa evolucao, recebeu alta hospitalar no segundo dia. Desde entao, acompanhamento ambulatorial com retirada de todos os pontos em 30 dias e sem evidencia de recivida.

Discussao: Há relativa escassez de evidencia para definicao da melhor estratégia cirúrgica para o cisto pilonidal recidivado. Avancos cutáneos podem ser feitos especialmente no contexto de doenca pilonidal crónica complexa e recorrente, quando outras técnicas falharem. Estudos indicam significativamente menor índice de recorrencia com o retalho de Limberg comparado com o avanco V-Y, apesar de nao haver diferencas nas complicares da ferida ou de duracao da internacao.

Conclusao: Nao há protocolos de tratamento que guiem para técnica cirúrgica mais adequada para resolucao do cisto pilonidal recidivado. A literatura aponta como linha de tra-tamento mais eficiente a confeccao de retalhos. Há ligeira preferencia e vantagens com o uso do retalho de Limberg.

Cross Mark

https://doi.org/10.1016/j.jcol.2017.09.137 P-137

EXPERIÉNCIA DO SERVICIO DE COLOPROCTOLOGIA DA SANTA CASA DE BELO HORIZONTE EM OPERACÁO TRANSANAL ENDOSCÓPICA (TEO) DE JUNHO DE 2016 A JUNHO DE 2017

Pedro Cardoso, Matheus Massahud, Patricia Sant'Ana, Nathalia Omer, Matheus Meyer, Peterson Neves, Áurea Braga

Santa Casa de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG, Brasil

Método: Foram colhidos dados através de formulário em plataforma virtual referentes aos casos de TEO, de junho de 2016 a junho de 2017. Os dados considerados foram: idade do paciente; índice de massa corporal (IMC); classificacao ASA; método de imagem usado no pré-operatório; biópsia pré-operatória e resultado anatomopatológico; localizacao da lesao em termos de válvula e quadrante; procedimento feito e técnica de aproximacao empregada; uso ou nao de tesoura coaguladora; tempo cirúrgico; anatomopatológico da peca

cirúrgica; emprego de antibióticos; tempo de permanencia hospitalar; e complicares precoces.

Resultados: No periodo analisado, foram registrados 28 casos. O paciente mais jovem apresentava 16 anos e o mais idoso 86, a média se concentrou nas quinta e sexta décadas de vida. O IMC variou de 19 a 31, com a metade dos pacientes na faixa de 26 a 30 (sobrepeso), dois (7,1%) em obesi-dade grau I. A classificacao ASA mostrou predominio de ASAII, com 18 (64,2%) pacientes. O método de imagem de predilecao no pré-operatório foi a RNM, em 13 (46,4%) dos pacientes. A análise histológica no pré-operatório demonstrou predominio de adenomas tubulovilosos, em 12 (42,8%) casos, seguido por adenoma tubular (seis) e adenoma viloso (dois); 18 das lesoes (64,2%) se localizavam ao nivel da segunda válvula retal. A maioria das lesoes estava nos quadrantes laterais (39,2%), seguido pelo quadrante posterior. A resseccao foi em grande maioria en bloc 26 (92,8%), os outros dois casos em Piecemeal. Em 25 (89,2%) dos casos foi feita aproximacao com fios e cli-pes ou arestas, em tres nao foi feita aproximacao. O tempo cirúrgico variou de 30 a 240 minutos. O uso de antibióticos foi predominantemente profilático (82,1%). A permanencia hos-pitalar foi de um a seis dias, a maioria recebeu alta após dois dias de internacao (50%). Foram descritas tres complicates.

https://doi.org/10.1016/j.jcol.2017.09.138 P-138

USO DE DINITRATO DE ISOSSORBIDA EM CRIANZAS COM FISSURA ANAL COM AVALIAgÁO MANOMÉTRICA

Rodrigo Sapucaiaa, Paloma Sapucaiab, Rodolfo Damiana, Bruno Francoc, Jose Sapucaia a, Clara Carvalho a, Paola Meinicke a

a Hospital Heliópolis, Sao Paulo, SP, Brasil b Universidade Salvador (Unifacs), Salvador, BA, Brasil

c Hospital do Servidor Público Municipal de Sao Paulo (HSPM-SP), Sao Paulo, SP, Brasil

Introdugao: A etiopatogenia da fissura anal na crianca nao está elucidada completamente. A isquemia da comissura posterior, somada á hipertonia do esfíncter interno, é a teoria mais aceita. O dinitrato de isossorbida provoca direta e indi-retamente uma inibicao da contracao do esfíncter interno (esfincterotomia química).

Metodología: Durante 2016, de janeiro a maio, 18 pacientes portadores de fissura anal foram tratados com uma fórmula que continha dinitrato de isossorbida, vitamina A e D, e xilo-caína. Foram desconsiderados pacientes que tinham fissura anal e doenca inflamatória associada. Desses 18 pacientes, 10 eram do sexo feminino e oito do masculino, variaram entre tres e 14 anos. Dos 18 pacientes, 12 tinham fissura aguda e seis crónica. Os sintomas mais comuns foram sangramento retal após evacuacoes e dor durante ou após o ato de evacuar. Foi feita manometria anorretal computadorizada antes e após o tratamento, que durou 35 a 55 dias.

Resultados: Dos 18 pacientes submetidos á manometria anorretal, 72,2% (13) tinham tónus aumentado e 27,8% (cinco

acientes) tinham tonus normal. No fim de 40 dias, todos apresentaram melhoria de pelo menos uma das queixas de sangramento retal e dor anal; na manometria feita posteriormente ao tratamento, todos tiveram diminuido do tonus anal. A cefaleia foi o efeito colateral relatado por cinco pacientes.

Conclusao: O uso de esfincteromia química constitui uma boa opcao para evitar ou retardar o tratamento cirúrgico, aliado a medidas higienico-dietéticas.

https://doi.org/10.1016/jocol.2017.09.139 P-139

FÍSTULA ANORRETAL CRIPTOGÉNCIA COM DRENAGEM ABDOMINAL: RELATO DE CASO

Ricardo Everton Dias Mont'Alverne,

Lusmar Veras Rodrigues,

Luís Bernardo Mendes Varela Moreira,

Nathália Franco Cavalcanti,

Felipe Ramos Nogueira,

Benjamin Ramos Neto,

Lucas Monte da Costa Moreno

Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil

Introdugao: As fístulas anorretais constituem a comunicacao anormal do canal anal ou reto com outra superficie revestida por epitélio, com trajeto identificável. Podem ser resultado de infectes de criptas, secundária a trauma, inflamacao pélvica, doencas anorretais, ou nao ter etiologia definida.

Descrigao do caso: Paciente, 56 anos, apresentou quadro sugestivo de abdomen agudo em 2012, com febre e sinais de irritacao peritonial, foi submetido a laparotomia exploradora com achados de moderada quantidade de secrecao purulenta em cavidade abdominal, porém sem lesao de órgaos intraca-vitários. Evoluiu com infeccao de ferida operatória superficial, dor e hiperemia em regiao perineal. Fez tomografia compu-tadorizada de abdomen com colecao em fossa ísquiorretal direita e colecao laminar em fossa obturatória. Fez drena-gem de abcesso perineal e recebeu alta após melhoria clínica. Após tres meses, passou a apresentar drenagem persistente de secrecao purulenta pela linha média em hipogástrio, além de hérnia incisional. Fez fistulograma que evidenciou fístula complexa de canal anal médio para linha média abdominal. Fez laparotomia exploradora com fistulectomia, evoluiu com nova fístula perineal. Fez nova fistulotomia videoassistida (VAAFT). Recebeu alta hospitalar e evolucao satisfatória sem necessidade de nova reabordagem.

Discussao: As fístulas podem se apresentar de vários modos distintos. Sua cura, via de regra, só pode ser obtida através de tratamento cirúrgico. A técnica de fistulotomia videoassistida (VAAFT) surgiu pela busca de obter um trata-mento minimamente invasivo, que consiste na introducto de fistuloscópio pelo orifício externo, com uma alta acurácica na identificacao do trajeto fistuloso, e pelo orifício interno em casos duvidosos, além de oferecer pequeno trauma anorre-

tal. A técnica nao altera a continencia fecal e apresenta uma taxa de recidiva de até 30%.

Conclusao: As fístulas anorretais podem ter diversas apresentacoes, seu tratamento deve ser individualizado. O VAAFT se mostra uma técnica segura, eficaz e reprodutível.

https://doi.org/10.1016/jj.jcol.2017.09.140 P-140

Cross Marie

RETOSSIGMOIDECTOMIA PERINEAL A ALTEMEIER COMO OPCÄO PARA TRATAMENTO DE PROCIDÉNCIA RETAL EM IDOSOS: RELATO DE CASO

Marlon Moda, Vinícius Vendites Minossi, Marcela Maria Silvino Craveiro, Ednir de Oliveira Vizioli, Walmar Kerche de Oliveira, Luiz Henrique Cury Saad

Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (Unesp), Botucatu, SP, Brasil

Introducto: Procidencia retal é a protrusao de todas as camadas do reto através do orifício anal que formando uma hérnia por deslocamento através do diafragma pélvico. É mais incidente em idosos do sexo feminino e, comumente, está associada a incontinencia fecal e ao sangramento anal. A retossigmoidectomia perineal a Altemeier é uma das opcoes cirúrgicas para sua correcao e consiste na excisao do reto e uma porcao do sigmoide em todas as suas camadas.

Descrigao do caso: Paciente feminina, 92 anos, hiper-tensa, queixava-se de abaulamento em regiao anal havia cinco anos com pioria ao esforco abdominal e com necessidade de reducao manual. Apresentou diversos episodios de sangramento e havia um ano iniciara incontinencia fecal. Ao exame físico apresentava protrusao retal de 20 cm a manobra de Valsava. Feita colonoscopia que nao evidenciou alteracoes, foi submetida a retossigmoidectomia perineal a Altemeier com resseccao de cerca de 20 cm de reto e colon sigmoide e feitura de anastomose cólon-anal. Apresentou boa evolucao pós-operatória, teve alta hospitalar no terceiro dia e dez meses após o procedimento cirúrgico encontra-se sem recidiva da doenca e com continencia para fezes e flatos.

Discussao: A escolha do procedimento a ser usado na procidencia retal é discutível, já que nenhuma técnica é completamente eficaz. Existem técnicas abdominais e perineais, de execucao mais simples e sem necessidade de anestesia geral, indicadas para pacientes de maior risco cirúrgico e anestésico. Em nossa paciente, a técnica usada demonstrou ser a mais adequada, já que nao apresentou recidiva até 10 meses e tratava-se de paciente idosa.

Conclusao: A retossigmoidectomia perineal a Altemeier demonstrou-se um tratamento seguro e eficaz para pacientes idosos e com comorbidades, visto que é relativamente indo-lor, nao necessita de anestesia geral, demanda de um curto período de internacao e tem um alto índice de sucesso.

https://doi.org/10.1016/jjcol.2017.09.141