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OLIGOARTRITE E ENTESITE ASSOCIADAS À OFTALMIA SIMPÁTICA: RELATO DE CASO Academic research paper on "Educational sciences"

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Academic journal
Revista Brasileira de Reumatologia
OECD Field of science
Keywords
{"Oftalmia simpática" / Artrite / Uveíte}

Academic research paper on topic "OLIGOARTRITE E ENTESITE ASSOCIADAS À OFTALMIA SIMPÁTICA: RELATO DE CASO"

rev bras reumatol. 2017;5 7(S1):s106-s120

LINFOMA E ESPONDILITE ANQUILOSANTE (EA) EM USO DE ANTI-TNF: RELATO DE DOIS CASOS

R.P.O.M. Andrade, K.W.P. Gomes, W.P. Vieira, A.J.P. Luz

Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Fortaleza, CE, Brasil

Palavras-chave: Espondilite anquilosante; Anti-TNF; Linfoma

Introdugao: O risco de linfoma é aumentado em doengas autoimunes como a artrite reumatoide, mas nao há evidencias do aumento desse risco na EA. Existem ainda controvérsias sobre o uso de anti-TNF no aumento da incidencia dessa neoplasia. Relataremos dois casos de EA em uso de anti-TNF que evoluíram com linfoma.

Descrigao do caso: 1°: R.A, feminino, 42a, EA há 12 anos, em uso de Adalimumabe há 6. Apresentou há 2 meses odino-fagia, febre diária, adinamia e linfonodo em regiao cervical. Há 30 dias iniciou tosse seca e dor torácica. Ao exame, tinha linfonodos cervicais, supraclavicular direito e axilares, móveis e fibroelásticos. Pesquisa para tuberculose, inclusive com PCR, foi negativa. Raio-x de tórax, sorologias para HIV e hepatites virais, toxoplasmose, CMV e EBV normais. PPD = 7mm. 0-2-microglobulina = 3,5 mg/L. TCAR de tórax revelou atelecta-sias laminares em lobos inferiores, médio e língula e discreta ectasia de bronquios em lobos inferiores. Biópsia com imu-nohistoquímica de linfonodo cervical mostrou Linfoma de Hodgkin clássico, celularidade mista. 2°:F.C.S., masculino, 66a, EA há 30 anos, em uso de Etanercepte há 2. Evoluiu com diarreia por dois meses, sem febre ou perda ponderal. Fez colonoscopia e endoscopia, que evidenciaram polipose difusa, com biópsia e imunohistoquímica sugestivas de polipose lin-fomatosa múltipla - linfoma de células do manto.

Discussao: Um recente estudo que avaliou risco de cáncer após início de anti-TNF em pacientes com EA evidenciou que o risco relativo de neoplasia nos nao tratados era de 1,1 em comparacao com a populacao geral e de 0,8 para aqueles em uso de anti-TNF comparado com os pacientes virgens de tra-tamento com biológico. Apesar de o nosso relato e de vários outros mostrarem uma possível relacao causal, nao há evidencias que confirmem o aumento do risco de malignidade com o uso de anti-TNF em pacientes com EA.

referencias

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http://dx.doi.org/10.10167j.rbr.2017.07.080 PO192

OLIGOARTRITE E ENTESITE ASSOCIADAS Á OFTALMIA SIMPÁTICA: RELATO DE CASO

B.B.R. Chua, F.M. Borghia, J.P.P. Cunhaa, M.T.B. Rochab, L.A.R.C. Moria, V.F. Azevedoa

a Hospital de Clínicas, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil b Universidade Positivo, Curitiba, PR, Brasil Palavras-chave: Oftalmia simpática; Artrite; Uveíte

Introdugao: A oftalmia simpática (OS) é uma causa rara de panuveíte bilateral, de provável etiologia autoimune, na qual um trauma ou cirurgia em um olho afeta posteriormente a acuidade visual do olho contralateral. Manifestacoes extra-oculares autoimunes já foram descritas, como meningismo, surdez, alopécia e vitiligo. Relatamos um paciente com OS que desenvolveu artrite e entesite.

Relato de caso: Paciente masculino, 8 anos, foi admitido por trauma em olho esquerdo com perfuracao de córnea com extensao até cristalino e íris. Realizou sutura de córnea e, um mes depois, cirurgia de evisceracao devido a endof-talmite. Após piora da acuidade visual no olho direito, foi diagnosticado com OS e tratado com prednisona, ciclosporina, metotrexato e, posteriormente, pulso de metilprednisolona. Após quatro meses, apresentou lombalgia, artrite de tornoze-los e entesite de calcáneos, com HLAB27 negativo e radiografia de sacroilíacas normal. Foi tratado com anti-inflamatório e infiltracao da entesite. Passados quatro anos, o paciente man-tém acompanhamento oftalmológico e reumatológico, ainda necessitando de prednisona para o controle da OS. Na última avaliacao, apresentava artrite de joelho esquerdo, sendo rein-troduzido o anti-inflamatório.

Discussao: Este paciente teve múltiplas lesoes oculares precipitantes para a OS, pois além do trauma, desenvolveu endoftalmite e foi submetido a evisceracao. O tempo entre a lesao inicial e a OS foi de 1 mes, condizente com a literatura, em que 80% dos casos ocorrem até o terceiro mes. Existe uma hipótese de que a OS resulta de uma resposta inflamatória autoimune a antígenos oculares expostos ao sistema linfático, com predomínio de linfócitos TCD4+ na fase inicial e de TCD8+ na tardia. Já foram identificados polimorfismos de genes de citocinas, e fatores genéticos associados a haplóti-pos do MHC. Como já foram descritas outras manifestacoes extra-oculares autoimunes da OS, aventamos a hipótese de que as manifestacoes reumatológicas deste paciente possam estar relacionadas a essa doenca.

rev bras reumatol. 2017;57(S 1):s106-s120

referencias

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http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2017.07.081 PO193

CrossMark

PERFIL DOS PACIENTES COM ESPONDILITE ANQUILOSANTE EM USO DE IMUNOBIOLÓGICOS

S.A. Conceigao, V.O. Magalhaes, N.A. Silva, J. Régo

Seruigo de Reumatologia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiania, GO, Brasil

Palauras-chaue: Espondilite anquilosante; Imunobiológico; anti-TNF

Introdugao: A espondilite anquilosante (EA) é uma doenca inflamatória crónica que acomete, preferencialmente, as articulares sacroilíacas e o esqueleto axial, levando ao comprometimento da qualidade de vida dos pacientes. Atu-almente, os agentes imunobiológicos tem se mostrado como drogas eficazes no tratamento desta doenca.

Objetivos: Descrever as características clínicas e epidemiológicas dos pacientes com EA em uso de imunobiológicos. Correlacionar a eficácia terapéutica dos imunobiológicos com os índices BASDAI e BASFI. Correlacionar a eficácia terapéutica dos imunobiológicos com as provas de atividade inflamatória.

Metodologia: Estudo descritivo, longitudinal e retrospectivo. Foram analisados os dados dos prontuários de pacientes com EA, em uso de imunobiológicos, atendidos durante o período de janeiro de 2011 a dezembro de 2015: género; idade; tempo de doenca; imunobiológico em uso; tempo de uso do medicamento; eventos adversos; índices BASDAI e BASFI; VHS e PCR.

Resultados: Foram incluídos no estudo 42 pacientes. Houve predominancia do género masculino (83,3%). A média de idade foi de 45,33 + 9,75 anos. A média do tempo de doenca foi de 14,05 + 7,93 anos. Vinte e dois pacientes estavam em uso de etanercepte; 13 pacientes usavam adalimumabe; e 07 pacientes usavam infliximabe. A média do tempo de uso do imunobiológico foi de 3,2 + 1,93 anos. Os eventos adversos mais comuns foram: tuberculose (7,1%); alteracoes hematoló-gicas (4,8%); malignidade (2,4%); e infeccoes nao tuberculosas (2,4%). Observou-se reducao dos índices BASDAI e BASFI e

reducao das provas de atividade inflamatória, com o uso do imunobiológico. Houve similaridade entre a eficácia dos trés imunobiológicos, nessa coorte.

Conclusao: A terapia imunobiológica é uma opcao terapéutica eficaz e segura para os pacientes com espondilite anquilosante, refratários aos medicamentos de primeira linha.

refer e ncias

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http://dx.doi.org/10.10167j.rbr.2017.07.082

CrossMark

PREVALÉNCIA DOS FATORES DE RISCO E AVALIAgÁO DO RISCO CARDIOVASCULAR DE PORTADORES DE ARTRITE PSORIÁSICA EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

B.P.S. Campos, G.D.S. Gomes, A.K.G. Melo, M.R.M.P. Soares, D.C.S.E. Brito, A.T.V. Araújo, E.A.M. Freire, A.S. Braz

Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Joao Pessoa, PB, Brasil

Palavras-chave: Artrite psoriásica; Risco cardiovascular; Fato-res de risco

Introdugao: Artrite psoriásica (AP) é uma espondiloartrite caracterizada por doenca inflamatória articular, dactilite e entesites, em associacao com psoríase, e geralmente cursa com fator reumatoide negativo. Doencas reumatológicas estao associadas a alta mortalidade, decorrente em grande parte de causas cardiovasculares (CV), devido ao aumento de citoci-nas como fator de necrose tumoral alfa (TNF-a), aterosclerose, medicares com efeito negativo sobre o sistema CV e fatores de risco tradicionais.

Objetivo: Quantificar os fatores de risco para doenca CV (hipertensao, diabetes, dislipidemia, obesidade e tabagismo) dos portadores de AP e avaliar o risco CV deste grupo pelo Escore de Risco Cardiovascular Global (ERCG).