Scholarly article on topic 'Avaliação in vitro das características antimicrobianas de sugamadex'

Avaliação in vitro das características antimicrobianas de sugamadex Academic research paper on "Animal and dairy science"

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Academic journal
Brazilian Journal of Anesthesiology
OECD Field of science
Keywords
{Sugamadex / "Efeito antimicrobiano" / "S. aureus" / "E. fecalis" / "E. coli" / "P. aeruginosa"}

Abstract of research paper on Animal and dairy science, author of scientific article — Volkan Hanci, Ahmet Vural, Sevgi Yılmaz Hanci, Hasan Ali Kiraz, Dilek Ömür, et al.

Resumo Justificativa e objetivo os medicamentos administrados por via intravenosa podem ser contaminados durante as várias fases de produção ou preparação. Sugamadex é uma gama‐ciclodextrina modificada. Embora muitas pesquisas sobre os efeitos antibacterianos de uma variedade de ciclodextrinas estejam disponíveis, não há estudos dos efeitos antibacterianos de sugamadex. Este estudo investigou a atividade antimicrobiana in vitro de sugamadex. Materiais e métodos a atividade antimicrobiana in vitro de sugamadex foi investigada pelo método de microdiluição em meio de cultura. O pH da solução de ensaio foi determinado com o uso de um medidor de pH. Os microrganismos‐teste analisados incluíram Staphylococcus aureus ATCC 29213, Enterococcus fecalis ATCC 29212, Escherichia coli ATCC 25922 e Pseudomonas aeruginosa ATCC 27853. Na segunda fase do estudo, 100mg/mL de sugamadex (50μg) foram contaminados com microrganismos‐teste (50μg), incluindo S. aureus ATCC 29213, E. fecalis ATCC 29212, E. coli ATCC 25922 e P. aeruginosa ATCC 27853, incubados por 24horas e, em seguida, a produção bacteriana foi avaliada. Resultados o pH das soluções da análise variaram entre 7,25 e 6,97. Com o uso do método de microdiluição, sugamadex não apresentou efeito antibacteriano contra S. aureus, E. fecalis, E. coli e P. aeruginosa em qualquer concentração. Na segunda fase do estudo, a produção bacteriana foi observada após 24horas em 100mg/mL de sugamadex contaminados com os microrganismos‐teste S. aureus, E. fecalis, E. coli e P. aeruginosa. Conclusões sugamadex não apresentou efeito antimicrobiano sobre os microrganismos‐teste S. aureus, E. fecalis, E. coli e P. aeruginosa. Cuidados devem ser tomados para que as condições estéreis sejam mantidas na preparação de sugamadex, para que a mesma preparação não seja usada em mais de um paciente e para que as condições de armazenamento sejam observadas após a colocação de sugamadex em injetor.

Academic research paper on topic "Avaliação in vitro das características antimicrobianas de sugamadex"

REVISTA BRASILEIRA DE ANESTESIOLOGIA

Rev Bras Anestesiol. 2014;64(2):105-108

REVISTA BRASILEIRA DE ANESTESIOLOGIA

Official Publication of the Brazilian Society of Anesthesiology www.sba.com.br

ARTIGO CIENTÍFICO

Avaliacao in vitro das características antimicrobianas de sugamadex^

Volkan Hancia*, Ahmet Vuralb, Sevgi Yilmaz Hancic, Hasan Ali Kirazd, Dilek Omürd e Ahmet Ünverb

a Departamento de Anestesiología e Reanimacao, Faculdade de Medicina, Dokuz Eylül University, izmir, Turquia b Departamento de Microbiologia, Faculdade de Medicina, Canakkale Onsekiz Mart University, Canakkale, Turquia c Clínica de Microbiologia, Canakkale State Hospital, Canakkale, Turquia

d Departamento de Anestesiologia e Reanimacao, Faculdade de Medicina, Canakkale Onsekiz Mart University, Canakkale, Turquia

Recebido em 10 de setembro de 2012; aceito em 10 de junho de 2013 Disponível na Internet em 7 de fevereiro de 2014

PALAVRAS-CHAVE

Sugamadex; Efeito

antimicrobiano; S. aureus; E. fecalis; E. coli; P. aeruginosa

Resumo

Justificativa e objetivo: os medicamentos administrados por via intravenosa podem ser contaminados durante as várias fases de producao ou preparacao. Sugamadex é uma gama--ciclodextrina modificada. Embora muitas pesquisas sobre os efeitos antibacterianos de uma variedade de ciclodextrinas estejam disponíveis, nao há estudos dos efeitos antibacterianos de sugamadex. Este estudo investigou a atividade antimicrobiana in vitro de sugamadex. Materiais e métodos: a atividade antimicrobiana in vitro de sugamadex foi investigada pelo método de microdiluicao em meio de cultura. O pH da solucao de ensaio foi determinado com o uso de um medidor de pH. Os microrganismos-teste analisados incluíram Staphylococcus aureus ATCC 29213, Enterococcus fecalis ATCC 29212, Escherichia coli ATCC 25922 e Pseudomonas aeruginosa ATCC 27853. Na segunda fase do estudo, 100mg/mL de sugamadex (50 ^g) foram contaminados com microrganismos-teste (50 ^g), incluindo S. aureus ATCC 29213, E. fecalis ATCC 29212, E. coli ATCC 25922 e P. aeruginosa ATCC 27853, incubados por 24horas e, em seguida, a producao bacteriana foi avaliada.

Resultados: o pH das solucöes da análise variaram entre 7,25 e 6,97. Com o uso do método de microdiluicao, sugamadex nao apresentou efeito antibacteriano contra S. aureus, E. fecalis, E. coli e P. aeruginosa em qualquer concentracao. Na segunda fase do estudo, a producao bacteriana foi observada após 24 horas em 100mg/mL de sugamadex contaminados com os microrganismos-teste S. aureus, E. fecalis, E. coli e P. aeruginosa.

* Parte deste manuscrito foi exposta em apresentacao poster no 46° Congresso Anual TARK, Chipre, 7-11 de novembro de 2012.

* Autor para correspondencia. E-mail: vhanci@gmail.com (V. Hanci).

0034-7094/$ - see front matter © 2013 Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados. http://dx.doi.org/10.1016/j.bjan.2013.06.002

Conclusöes: sugamadex nao apresentou efeito antimicrobiano sobre os microrganismos-teste S. aureus, E. fecalis, E. coli e P. aeruginosa. Cuidados devem ser tomados para que as condicöes estéreis sejam mantidas na preparacao de sugamadex, para que a mesma preparacao nao seja usada em mais de um paciente e para que as condicöes de armazenamento sejam observadas após a colocacao de sugamadex em injetor.

© 2013 Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados.

Introdujo

Alguns agentes anestésicos, como o propofol, sao conhe-cidos por propiciar o crescimento de microrganismos,1"5 enquanto outros, como o sulfato de morfina, tiopental de sódio, citrato de fentanil, dexmedetomidina e midazolam inibem o crescimento microbiano.3"' Os agentes anestésicos podem ser contaminados por microrganismos em várias fases durante o preparo para uso.2 Portanto, é importante que as propriedades antibacterianas ou a capacidade de os agentes anestésicos aumentarem a producao de bactérias em uma situacao contaminada sejam conhecidas.8

Sugamadex é uma gama-ciclodextrina modificada.9"11 As ciclodextrinas sao oligossacarídeos cíclicos solúveis em água com um núcleo lipofílico. Sugamadex encontrou rapidamente um lugar no uso clínico por reverter seletiva-mente o bloqueio neuromuscular.9"11 Sugamadex encapsula rapidamente os bloqueadores neuromusculares esteroides, aumenta a quantidade desses no plasma e os separa dos receptores nicotínicos de acetilcolina.9"11

Ciclodextrinas sao moléculas frequentemente usadas em indústrias de alimentos e farmacéuticas. Também sao comumente usadas para converter medicamentos lipofílicos em formas hidrofílicas, além do uso no campo da microbiologia. Algumas ciclodextrinas, como dimetil-b-ciclodextrina, foram usadas para aumentar a producao de Helicobacter pylori,12 enquanto outras, como hidroxipropil-b-ciclodextrina, foram descritas por impedir a producao bacteriana quando usadas para revestir próteses vasculares.13 Contudo, nao há estudos recentes no campo da anestesiologia que avaliem o efeito de sugamadex, uma molécula gama-ciclodextrina modificada, sobre a producao bacteriana.

O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos antimicrobianos de sugamadex em análise dos seguintes microrganismos (American Type Culture Collection [ATCC]): Staphylococcus aureus ATCC 29213, Enterococcus fecalis ATCC 29212, Escherichia coli ATCC 25922 e Pseudomonas aeruginosa ATCC 27853.

Materiais e métodos

A atividade antibacteriana de sugamadex foi investigada pelo método de microdiluicao em meio de cultura de acordo com os procedimentos descritos pelo Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI).14

Resumidamente, sugamadex foi diluído em solucao salina estéril a 0,9%, a concentrares finais de 512 ^g/mL, 256 ^g/mL, 128 ^g/mL, 64 ^g/mL, 32 ^g/mL, 16 ^g/mL,

8 ^g/mL, 4 ^g/mL, 2 ^g/mL, 1 ^g/mL e 0,5 ^g/mL. Para cada agente bloqueador neuromuscular, os valores do pH de todas as diluicöes foram determinados com um medidor de pH (Sartorius pH Meter PB-11). S. aureus ATCC 29213, E. fecalis ATCC 29212, E. coli ATCC 25922 e P aeruginosa ATCC 27853 foram usados como microrganismos de controle. As bactérias (5 x 105 unidades formadoras de colonias por mililitro, [UFC/mL]), meio de cultura MHB (Müeller--Hilton Broth) e sugamadex nas concentrares especificadas foram incubados em pocos de microplacas a 35 °C durante 20 horas. As concentrares inibitórias mínimas (CIM) foram determinadas por observacao da concentracao mais baixa do agente que inibiu o crescimento visível da bactéria. Obs-curecimento ou turvaccao nos poccos foi um indicador de crescimento bacteriano.

Na segunda fase do estudo, 100mg/mL de sugamadex foram contaminados com os organismos S. aureus ATCC 29213, E. fecalis ATCC 29212, E. coli ATCC 25922 e P. aeruginosa ATCC 27853. Bactérias, 50^L (5 x 105 unidades formadoras de colonia por mililitro [UFC/mL]) e 50 ^L de sugamadex (100mg/mL) foram incubados a 35 °C por 24 horas. Após esse período, a producao bacteriana em suga-madex foi avaliada.

Resultados

Com a técnica de microdiluiccao, sugamadex nao apresentou efeito antibacteriano sobre S. aureus, E. fecalis, E. coli e P. aeruginosa, em qualquer concentraccao.

Na segunda parte do estudo, após 24 horas de incubacao de sugamadex (100mg/mL) contaminado com S. aureus, E. fecalis, E. coli e P aeruginosa, o crescimento bacteriano foi observado.

O pH das solucöes-teste variou entre 7,25 e 6,97. Os valores do pH estao listados na tabela 1.

Discussao

Neste estudo, descobrimos que sugamadex nao tem pro-priedades antimicrobianas sobre os organismos testados S. aureus, E. fecalis, E. coli e P aeruginosa.

Os fármacos produzidos para uso intravenoso devem ser preparados e administrados em condiccöes estéreis. Micror-ganismos infecciosos podem ser introduzidos no paciente por meio de recipientes contaminados, diafragmas de borracha, agulhas e conjuntos de infusao.

Os agentes anestésicos podem ser contaminados por microrganismos durante a preparacao. Por essa

Características antimicrobianas de sugamadex

Tabela 1 Valores do pH das diluicöes testadas de sugamadex

Diluicöes de sugamadex (^g/mL) pH

511 ^g/mL 7,25

156 ^g/mL 7,22

118 ^g/mL 7,14

64 ^g/mL 7,09

31 ^g/mL 7,04

16 ^g/mL 7,04

8 ^g/mL 7

4 ^g/mL 6,99

1 ^g/mL 6,98

1 ^g/mL 6,97

0,5 ^g/mL 6,97

Soro fisiológico a 0,9% 6,8

razâo, os efeitos dos agentes antimicrobianos usados sâo importantes.8 Sabe-se que o propofol suporta o crescimento de microrganismos.1-4,7,8,15"18 Por outro lado, sulfato de morfina, tiopental de sódio, citrato de fentanil, dexme-detomidina, atracúrio, rocurônio e midazolam tém efeitos antimicrobianos.3,5 -8

Sugamadex é uma gama-ciclodextrina modificada.9"11 Ciclodextrinas sâo moléculas frequentemente usadas na indústria de alimentos e farmacéutica. Também sâo comu-mente usadas para converter medicamentos lipofílicos em formas hidrofílicas. Ciclodextrinas sâo oligossacarídeos cíclicos solúveis em água com um núcleo lipofílico. Outras aplicacöes de ciclodextrinas incluem o uso no campo da microbiologia. Algumas ciclodextrinas, como dimetil-b--ciclodextrina, sâo usadas para aumentar a produçcâo de H. pylori.11 Quando adicionadas a ágares, as ciclodextrinas, como alfa e beta-ciclodextrina/hexadecano, sâo meios adequados para o crescimento de microrganismos, como Candida lipolytica e C. tropicalis.19 Pesquisas mostraram que moléculas de ciclodextrina, como beta-ciclodextrina, quando adicionadas a culturas líquidas, neutralizam as combinaçôes potencialmente tóxicas e aumentam o crescimento de microrganismos como o H. pylori.10_11 As culturas sólidas, incluindo ciclodextrinas modificadas, tém sido usadas para isolamento seletivo de microrganismos como a Bordetella pertussis.13'16

No entanto, há relato de outras ciclodextrinas, como hidroxipropil-b-ciclodextrina, que previnem a producâo bacteriana quando usadas para revestir próteses vasculares.13 Estudos anteriores relataram a inibicâo de tipos de bacilos por metil-beta-ciclodextrinas.17 Pequisadores descobriram que metil-beta-ciclodextrinas atravessaram as membranas celulares de espécies de bacilos e causaram lise celular; porém, os autores ressaltaram que essa atividade nâo foi observada em outras bactérias gram-negativas e positivas.17 Outro estudo descobriu que os derivados de ciclodextrina atuaram como o peptídeo antimicrobiano polimixina B e conseguiram inibir a proliferacçâo bacteriana.28

Nâo há estudos recentes no campo da anestesiologia que avaliem o efeito de sugamadex, uma molécula gama--ciclodextrina modificada, sobre a producâo bacteriana. Em nosso estudo, descobrimos que sugamadex nâo apresentou

propriedades antimicrobianas contra o crescimento de S. aureus, E. coli, P aeruginosa e E. fecalis.

A maioria das bactérias prefere uma variacäo do pH em faixa bem estreita (entre 6 e 8) para sobreviver.3,17 O crescimento de S. aureus (ATCC 25923), E. coli (ATCC 25922) e P. aeruginosa (ATCC 27853) näo foi afetado por condicöes com pH entre 5 e 8.29 Acredita-se que as propriedades bactericidas de tiopental estejam relacionadas ao seu pH alto.30 Da mesma forma, mostrou-se que a variacao do pH de midazolam foi responsável por seu efeito inibitório no crescimento bacteriano.5,7,31 Em nosso estudo, antes de fazer a diluicäo recomendada, o pH de sugamadex era de aproximadamente 7,5. O pH de sugamadex diluido ficou em uma faixa bem estreita (entre 6,97 e 7,25). Esses valores do pH estäo dentro da faixa de proliferacäo dos microrganismos-teste S. aureus (ATCC 25923), E. coli (ATCC 25922) e P. aeruginosa (ATCC 27853).

Em conclusäo, sugamadex näo apresentou efeito antibacteriano sobre S. aureus, E. fecalis, E. coli e P. aeruginosa.

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