Scholarly article on topic 'Tradução e adaptação cultural do Foot Function Index para a língua portuguesa: FFI ‐ Brasil'

Tradução e adaptação cultural do Foot Function Index para a língua portuguesa: FFI ‐ Brasil Academic research paper on "Educational sciences"

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Academic journal
Revista Brasileira de Reumatologia
OECD Field of science
Keywords
{Função / Questionário / Tradução / / Function / Questionnaire / Translation / Foot}

Abstract of research paper on Educational sciences, author of scientific article — Liu Chiao Yi, Isabela Maschk Staboli, Danilo Harudy Kamonseki, Elly Budiman‐Mak, Eduardo Kenzo Arie

Resumo Objetivo Realizar a tradução e a adaptação cultural do questionário Foot Functional Index (FFI), que avalia a funcionalidade do , para a versão em língua portuguesa do Brasil. Métodos A versão brasileira do FFI foi baseada no protocolo proposto por Guillemin. O processo aplicado consistiu em: (1) tradução; (2) retrotradução; (3) análise do comitê de especialistas; (4) pré‐teste. A versão brasileira foi aplicada em 40 pessoas, homens e mulheres com idade superior a 18 anos, com fasciíte plantar e metatarsalgia, para verificar o nível de compreensão do instrumento. A versão final foi definida após se obter menos de 15% de “não compreensão” em cada item. Resultados Foram alterados termos e expressões para obter equivalência cultural do FFI. As alterações feitas foram baseadas nas sugestões dos pacientes. Conclusão Após a tradução e adaptação cultural do questionário, foi concluída a versão da língua portuguesa do Brasil do FFI. Abstract Objective Perform the translation and cultural adaptation of the questionnaire Foot Functional Index (FFI), which assesses the functionality of the foot, to the Brazilian Portuguese version. Method The Brazilian version development of FFI questionnaire was based on the guideline proposed by Guillemin. The applied process consisted of: (1) translation; (2) back‐translation; (3) committee review; (4) pretesting. The Portuguese version was applied to 40 patients, both genders, aged over 18 years old, with plantar fasciitis and metatarsalgia to verify the level of the instrument comprehension. The final Brazilian version of the FFI was set after getting less than 15% of “not understanding” on each item. Results Some terms and expressions were changed to obtain cultural equivalence for FFI. The terms that were incomprehensible were changed in accordance of patient suggestions. Conclusion After the translation and cultural adaptation of the questionnaire, the final Portuguese version of FFI was concluded.

Academic research paper on topic "Tradução e adaptação cultural do Foot Function Index para a língua portuguesa: FFI ‐ Brasil"

ARTICLE IN PRESS

rev bras reumatol. 2015;xxx(xx):xxx-xxx

ELSEVIER

REVISTA BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA

www.reumatologia.com.br

SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA

Artigo original

Traducao e adaptagao cultural do Foot Function Index para a lingua portuguesa: FFI - Brasil

Liu Chiao Yia'*, Isabela Maschk Stabolib, Danilo Harudy Kamonsekia, Elly Budiman-Makc e Eduardo Kenzo Aried

a Programa de Pös-Graduagäo Interdisciplinar em Ciencias da Saúde, Universidade Federal de Sao Paulo, Santos, SP, Brasil b Curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Sao Paulo, Santos, SP, Brasil c Departamento de Medicina, Loyola University of Chicago, Chicago, USA d Santa Casa de Santos, Santos, SP, Brasil

informaçoes sobre o artigo

resumo

Histórico do artigo: Recebido em 17 de maio de 2014 Aceito em 9 de novembre de 2014 On-line em xxx

Palavras-chave:

Funçao

Questionário

Traduçao

Objetiuo:Realizar a traducao e a adaptacao cultural do questionário Foot Functional Index (FFI), que avalia a funcionalidade do pé, para a versao em língua portuguesa do Brasil. Métodos: A versao brasileira do FFI foi baseada no protocolo proposto por Guillemin. O processo aplicado consistiu em: (1) traducao; (2) retrotraducao; (3) análise do comité de especialistas; (4) pré-teste. A versao brasileira foi aplicada em 40 pessoas, homens e mulhe-res com idade superior a 18 anos, com fasciíte plantar e metatarsalgia, para verificar o nível de compreensao do instrumento. A versao final foi definida após se obter menos de 15% de "nao compreensao" em cada item.

ResuItados:Foram alterados termos e expressoes para obter equivaléncia cultural do FFI. As alterares feitas foram baseadas nas sugestoes dos pacientes.

ConcIusao:Após a traducao e adaptacao cultural do questionário, foi concluida a versao da língua portuguesa do Brasil do FFI.

© 2015 Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados.

Translation and cross-cultural adaptation of FFI to Brazilian Portuguese version: FFI - Brazil

abstract

Keywords: Function Questionnaire Translation Foot

Objective: Perform the translation and cultural adaptation of the questionnaire Foot Functional Index (FFI), which assesses the functionality of the foot, to the Brazilian Portuguese version.

* Trabalho feito com o auxilio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciado Científica (Pibic/CNPq).

* Autor para correspondéncia.

E-mail: liuchiaoyi@yahoo.com.br (L.C. Yi). http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2014.11.004

0482-5004/© 2015 Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados.

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Method:The Brazilian version development of FFI questionnaire was based on the guideline proposed by Guillemin. The applied process consisted of: (1) translation; (2) back-translation; (3) committee review; (4) pretesting. The Portuguese version was applied to 40 patients, both genders, aged over 18 years old, with plantar fasciitis and metatarsalgia to verify the level of the instrument comprehension. The final Brazilian version of the FFI was set after getting less than 15% of "not understanding" on each item.

Results:Some terms and expressions were changed to obtain cultural equivalence for FFI. The terms that were incomprehensible were changed in accordance of patient suggestions. ConcIusion:After the translation and cultural adaptation of the questionnaire, the final Portuguese version of FFI was concluded.

© 2015 Elsevier Editora Ltda. All rights reserved.

Introducao

Nos últimos anos tem ocorrido mudancas na abordagem das afeccoes musculoesqueléticas. No passado, as mudancas clínicas eram avaliadas por meio do exame físico e exames complementares. Atualmente, desfechos como a funciona-lidade tem sido enfatizados por possibilitar a análise da situacao de saúde e o impacto da doenca na vida do paciente e por fornecer informacoes necessárias para avaliar efetividade de diferentes tratamentos.

Dessa forma, medidas de avaliacao que mensuram aspectos funcionais, sociais e emocionais foram propostas, as quais podem ser usadas tanto na prática clínica quanto na pesquisa.1-4

Para aplicar medidas de avaliacao em saúde desenvolvidas e usadas em outro idioma é necessário realizar a equivalencia transcultural. Esse processo consiste em fazer a traducao e a adaptacao cultural e avaliar as propriedades psicométri-cas do instrumento. A etapa de traducao e adaptacao cultural permite ajustar o instrumento aos novos idioma, populacao, contexto e cultura. A fase de avaliacao das propriedades psicométricas, (validade, reprodutibilidade e sensibilidade a mudancas) consiste em verificar se a nova versao manteve as características da versao original.5-9

Lesoes musculoesqueléticas em extremidades distais de membros inferiores promovem diversas complicares nos pacientes acometidos, como limitacoes funcionais e prejuízo na qualidade de vida. Aproximadamente 4% da populacao mundial entre 25 e 74 anos estao sujeitos a desenvolver afeccoes em tornozelo e pé.2 Assim, instrumentos tem sido propostos para avaliar o impacto na qualidade de vida e a efetividade de diferentes tratamentos.1

Os instrumentos de avaliacao das afeccoes de tornozelo e pé estao disponíveis principalmente na língua inglesa. Entre eles, o FFI (Foot Function Index), Aofas (American Orthopaedic Foot and Ankle Society), Faos (Foot and Ankle Outcome Score), Womac (Western Ontario and McMaster Universities Osteoarthritis Index), LFIS (Leeds Foot Impact Scale) e MFPDQ (Manchester Foot Pain and Disability Questionnaire).

O FFI (Foot Function Index) é um questionário desenvolvido na língua inglesa para avaliar a funcionalidade do pé em pacientes com lesoes musculoesqueléticas. Como a avaliacao está focada no complexo do pé, o questionário apresenta maior precisao e sensibilidade para identificar mudancas

neste seguimento quando comparado com outros instrumentos existentes2. Na avaliacao da reprodutibilidade do FFI original, o coeficiente de correlacao intraclasse foi considerado excelente.2

Traducoes e validacoes do FFI já foram feitas para as línguas chinesa,4 alema,5 francesa6 e italiana.7 O objetivo deste estudo foi fazer a traducao e a adaptacao cultural do questionário FFI para a língua portuguesa do Brasil.

Materiais e métodos

Participantes

Participaram do estudo 40 pacientes, com diagnóstico clínico de fasciíte plantar e metatarsalgia. A idade média foi 33 anos e 78% eram do sexo feminino. Quanto ao nível de escolaridade, 42% tinham o ensino superior incompleto, 32% o ensino superior completo, 24% o ensino médio completo e 2% o ensino médio incompleto.

O estudo foi aprovado pelo Comité de Ética em Pesquisa (n°. 226.521) e foi obtida autorizacao do autor do FFI por meio de correio eletronico.

Procedimentos

Para obter a versao brasileira do FFI, seguiu-se o protocolo proposto por Guillemin8 (fig. 1).

O FFI foi traduzido inicialmente por dois tradutores juramentados independentes que tinham como língua mae o portugues. Assim, obtiveram-se duas versoes independentes: V1 e V2. Após essa etapa, as duas traducoes foram comparadas e discutidas pelos tradutores e membros do comite composto por tres fisioterapeutas especialistas em traumato--ortopedia e um médico ortopedista especialista em tornozelo e pé. Resultou na versao consensual V3 na qual foram manti-das as características fundamentais do questionário original.

A V3 foi traduzida de volta para o ingles por dois tradutores de língua nativa inglesa, obtendo assim duas versoes independentes (V4 e V5). Os tradutores nao tiveram acesso ao questionário original. Em seguida, foi feita novamente a reu-niao com os membros do comité, para discutir as diferencas entre todas as versoes (V1, V2, V3, V4 e V5) e o questionário original. Sentencas que necessitavam de modificares foram

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Pré-teste (reformulaçao)

Versao final portugués V7

Envio para a autora do FFI

Análise comité versao original + V1 + V2 + V3 + V4 + V5

Figura 1 - Fluxograma do estudo.

reescritas com o intuito de melhorar a equivalencia semántica, idiomática, cultural e conceitual e obteve-se assim a versao V6.

O questionário V6 foi aplicado em 40 pacientes com diagnóstico clínico de fasciíte plantar e metatarsalgia. Inici-almente, o questionário foi aplicado em 20 pacientes para verificar a compreensao e aceitabilidade das perguntas e res-postas. Essa fase foi denominada como primeira etapa do interrogatório cognitivo.

O pesquisador principal leu em voz alta os itens do instrumento para os participantes, os quais tinham que: 1) responder se compreenderam (sim ou nao); 2) comentar o que entenderam de cada item lido; e 3) sugerir alteracoes caso existisse algum item "nao compreendido". De acordo com os resultados dessa fase, alguns termos foram adequados e modificados. Após essa etapa, o questionário foi aplicado em mais 20 pacientes numa segunda fase do interrogatório cognitivo para refinar a clareza e compreensao do instrumento. Os itens com mais de 15% de "nao compreensao" foram reformulados pelo comité e enviado ao autor original do FFI para aprovacao. Resultou assim a versao final V7 (fig. 2).

Cálculo das pontuagdes

Para obter a pontuacao total de cada dominio, a seguinte fórmula foi aplicada: soma da pontuacao obtida de todos os itens respondidos pelo paciente/pontuacao total possível do dominio x 100, a fim de obter o valor em porcentagem. Caso o paciente nao faca alguma atividade apontada por um dos itens (por exemplo, nao fazer uso de dispositivos auxiliares), esse é tido como nao aplicável. Assim, a pontuacao desses itens nao serao consideradas na soma total do domínio.

A porcentagem final de todos os dominios deve ser somada e dividida por tres (quantidade total de dominios) para se obter o resultado final do questionário. Os resultados podem variar de 0 a 100% e sao diretamente proporcionais ao com-prometimento funcional do membro. Quanto mais alta a porcentagem, maior é a alteracao funcional apresentada pelo paciente.2

Resultados

Na fase de traducao, o comité de especialistas discutiu todos os itens das versoes V1 e V2, para a formulacao da versao consensual V3 (tabela 1).

Após a retrotraducao o comité reuniu-se novamente para discutir as diferencias entre todas as versoes (V1, V2, V3, V4 e V5) e o questionário original. Nessa etapa, foram fei-tas alteracoes em estruturas gramaticais de alguns itens para adquirir equivaléncia entre as palavras, os idiomas e as adaptacoes de contexto cultural (tabela 2).

Em relacao ao pré-teste, os itens "nao compreendidos" e alterados nas fases de interrogatório cognitivo estao incluídos na tabela 3.

Na primeira fase do interrogatório cognitivo foram refor-mulados dois itens do questionário FFI, a escala numérica de 10 pontos e o item C1 na pior crise de dor, devido a "nao compreensao" por mais de 15% dos pacientes. Na segunda fase do interrogatório cognitivo, nao houve sugestoes dos pacientes na aplicacao do questionário e nem dificuldade na compreensao dos itens. Com isso, nao houve modificares.

Com a aplicacao do pré-teste e feitas as modificares necessárias foi definida a versao final FFI em portugués (V7).

Nome: Identifícalo do paciente: Data:

Patologia do pé: Idade: Nível de escolaridade:

Escala numérica de dor: 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

n eu C ¡X

Dor no pé e índice de incapacidade: Incapacidade

Pontuagao

A escala numérica de cada item abaixo representa com que frequéncia vocé fez cada atividade na última semana. A extremidade esquerda dos números representa nunca e a direita sempre. Faga uma marca no número que indica com que frequéncia vocé conseguiu realizar as atividades na última semana por causa de seus pés. Caso vocé nao tenha realizado a atividade na última semana marque NA (nao se aplica) a extrema direita do item.

Exemplo: Por quanto tempo vocé:

0. Anda pela casa de sapatos: Nunca 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Sempre /

A. Por quanto tempo vocé: Pontuaçâo/

1. Usa bengala, muletas ou andador dentro de casa? Nunca 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Sempre /

2. Usa bengala, muletas ou andador fora de casa? Nunca 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Sempre /

3. Fica em casa a maior parte do dia devido a problemas no pé? Nunca 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Sempre /

4. Fica na cama a maior parte do dia devido a problemas no pé? Nunca 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Sempre /

5. Limita suas atividades devido a problemas no pé? Nunca 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Sempre /

/Possível

Figura 2 - Versäo brasileira do questionário FFI.

sj n 1o

O D-. 4u

o su О-.

Dificuldade Pontuaçao

A escala numérica de cada item abaixo representa quanta dificuldade voce teve quando realizou estas atividades na última. A extremidade esquerda dos números representa nenhuma dificuldade e a direita tanta dificuldade que näo foi possível realizar. Faga uma marca no número que indica a dificuldade que voce teve para realizar as atividades na última semana por causa de seus pés. Caso voce näo tenha realizado a atividade na última semana marque NA (näo se aplica) ä extrema direita do item.

B. Quanta dificuldade você teve para: Pontuaçâo/ NA

1. Andar pela casa? Nenuma dificuldade О 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Muita dificuldade/

ImpossÍvel

2. Andar fora de casa no solo irregular? Nenuma dificuldade О 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Muita dificuldade/

ImpossÍvel

3. Andar quatro quarteiroes ou mais? Nenuma dificuldade О 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Muita dificuldade/

ImpossÍvel

4. Subir escadas? Nenuma dificuldade О 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Muita dificuldade/

ImpossÍvel

5. Descer escadas? Nenuma dificuldade О 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Muita dificuldade/

ImpossÍvel

6. Ficar na ponta dos pés? Nenuma dificuldade О 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Muita dificuldade/

ImpossÍvel

7. Levantar da cadeira? Nenuma dificuldade О 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Muita dificuldade/

ImpossÍvel

8. Subir ou descer calçadas? Nenuma dificuldade О 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Muita dificuldade/

ImpossÍvel

9. Andar rápido ou correr? Nenuma dificuldade О 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Muita dificuldade/

ImpossÍvel

/PossÍvel

Figura 2 - (Continuaçao )

n eu C JZLJ

. „n

3 CfQ c

Pontuagao

A escala numérica de cada item abaixo representa o nível de dor que vocé sentiu em cada situagao. A extremidade esquerda dos números represnta sem dor e a direita a pior dor imaginável. Faga uma marca no número que indica a intensidade da dor nos seus pés quando realizou essas atividades na última semana. Caso vocé tenha realizado a atividade na última semana marque NA (nao se aplica) a extrema direita do item.

B. Quanta dificuldade vocé teve para:

Pontuaçao/

1. Na pior crise de dor? Sem dir 0 2 3 4 5 6 7 8 9 A pior dor imaginável r a

2. Antes de se levantar pela manha? Sem dir 0 2 3 4 5 6 7 8 9 A pior dor imaginável c/l r u

3. Quando anda descalgo? Sem dir 0 2 3 4 5 6 7 8 9 A pior dor imaginável S a h

4. Quando fica em pé descalgo? Sem dir 0 2 3 4 5 6 7 8 9 A pior dor imaginável o 2

5. Quando anda calgado? Sem dir 0 2 3 4 5 6 7 8 9 A pior dor imaginável 1 ^ x

6. Quando fica em pé calgado? Sem dir 0 2 3 4 5 6 7 8 9 A pior dor imaginável X ( x )

7. Quando anda usando aparelho ortopédico? Sem dir 0 2 3 4 5 6 7 8 9 A pior dor imaginável x X x

8. Quando fica em pé usando aparelho ortopédico? Sem dir 0 2 3 4 5 6 7 8 9 A pior dor imaginável X X

9. Ao final do dia? Sem dir 0 2 3 4 5 6 7 8 9 A pior dor imaginável

/Possível

Figura 2 - (Continuaçao ).

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Tabela 1 - Modifiçaçôes na fase de traduçâo inicial

Item do questionário V1 e V2 Modificado para versao consensual V3

A. Foot pain and disability index V1 Índice de dor no pé e incapacidade Dor no pé e indice de incapacidade

V2 Dor no pé e índice de imobilidade

A. None of time V1 Nenhuma parte do tempo Nunca

V2 Nunca

A. Disability V1 Imobilidade Incapacidade

V2 Incapacidade

A3. Stay V1 Fica Fica

V2 Permanece

B2. Uneven ground V1 Piso irregular Solo irregular

V2 Solo irregular

B9. Walk fast V1 Andar depressa Andar rapidamente

V2 Andar rapidamente

C1. At its worst V1 Quando dói mais Na pior dor

V2 Na pior das hipóteses

C5. Wearing shoes V1 Calcando sapatos Calcado

V2 Usando sapatos

C7. Wearing orthotics V1 Usando aparelho ortopédico Usando aparelho ortopédico

V2 Usando palmilha ortopédica

C. Worst pain imaginable V1 A pior dor imaginável A pior dor imaginável

V2 Pior dor que sentiu

V1, versao em portugués referente ao primeiro tradutor; V2, versao em Portugués referente ao seg ?undo tradutor; V3, versao consensual em

portugués definida no fim da fase de traduçâo inicial.

Tabela 2 - Fase de retrotraduçâo. Modificaçôes na V4 e V5 para definiçâo da V6

V4 e V5. Item do questionário - Termo V6. Item do questionário - Termo

B8. V4 Subir ou descer na calçada? V5 Subir ou descer calçadas? C1. V4 Quando dói mais? V5 Quando dói mais? C5. V4 Quando anda com calcado? V5 Quando você anda com calcado? C6: V4 Quando você está parada de pé com calcado? V5 Quando você está de pé com calcado? B8. Subir ou descer calçadas? C1. Na pior dor? C5. Quando anda calcado? C6. Quando fica em pé calcado?

V4 e V5, Versôes em portugués da fase de retrotraducâo; V6, Versâo definida em portugués versâo original do questionário. após análise de todas as versôes traduzidas e a

Essa versâo foi enviada para a autora da versâo original do FFI, a qual nâo sugeriu alteraçôes.

Discussáo

O processo de tradugao e adaptagao cultural do FFI para a lingua portuguesa foi feito e a versao em lingua portuguesa do Brasil foi obtida.

O procedimento de tradugao e adaptagao cultural de instrumentos proposto por Guillemin8 tem sido seguido e citado em vários estudos, devido aos critérios reconhecidos interna-cionalmente. Existem diversos questionários já traduzidos e validados na literatura que seguiram esse procedimento, como o Womac (Western Ontário and McMaster Universities)9 e Faos (Foot and Ankle Outcome Score).10 Dessa maneira, foi seguido o mesmo procedimento no questionário FFI.

Tabela 3 - Pré-teste: interrogatorio çognitivo

Itens nao compreendidos Pacientes (%) Sugestoes

1a fase do interrogatório cognitivo (n = 20) Escala visual analógica C1. Na pior dor? C7. Quando anda usando aparelho ortopédico? 14 (70%) 11 (55%) 1 (5%) Escala numérica de 10 pontos C1. Na pior crise de dor? C7. Caso vocé use aparelho ortopédico, quando anda dói?

2a fase do interrogatório cognitivo (n = 20) Sem itens "nao compreendidos" Sem alteracoes

Itens com mais de 15% de "nao compreensao" na primeira fase foram reformulados para a seg unda etapa de interrogatório cognitivo.

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Na fase de traduc;ao inicial do FFI para lingua portuguesa foram observadas algumas expressбes que foram modificadas por consenso pelo comité. Dentre eles, Disability pertencente a questao A foi a expressao mais polémica entre os tra-dutores, um interpretou como imobilidade e o outro como incapacidade. O comité decidiu que o termo mais adequado seria incapacidade. Na retrotraduçao, as questбes que foram mais discutidas entre os membros do comité para realizar o consenso foram a C1 ("Quando dói mais?") e a C5 ("Quando anda com calcado?"). Foram modificadas para "Na pior dor?" e "Quando anda calcado?", respectivamente.

Na fase do pré-teste, etapa do interrogatório cognitivo, houve sugestбes de mudanca para maior compreensao das perguntas pelos pacientes. As modificaçбes feitas na primeira fase foram referentes à escala visual analógica (uma reta de 10 cm está disposta entre os números dos dois extremos 0 e10) e o item C1 "Na pior dor?", que foram sugeridas por mais de 15% dos pacientes. Foram modificadas para "Escala numérica intercalada de 1 a 10 pontos" e "Na pior crise de dor?". O item C7 "Quando anda usando aparelho ortopédico?" foi sugerido para modificac;ao apenas por 5% dos pacientes e nao atingiu os 15% para ser reformulado. Após as modificacбes, nao houve necessidade de alteraçбes na segunda fase do interrogatório cognitivo.

No presente estudo, as doenc;as fasciite plantar e metatar-salgia foram selecionadas por serem enfermidades crónicas que mais acometem os pés. Por acometerem mais mulhe-res, houve predomináncia de individuos deste sexo no estudo. Todas as aplicaçбes do FFI foram feitas por meio de entrevista, baseada em estudos prévios que tiveram o mesmo propósito.9,10

Embora existam variaçбes metodológicas para o processo de traduc;ao e adaptac;ao cultural de questionários de quali-dade de vida e funcionalidade, o processo padrao deve ser mantido, incluindo as fases de traduçâo, retrotraduçao e adaptaçao cultural.11-13

Conclusäo

Após a traduc;ao e adaptac;ao cultural do questionário, obteve--se a versao brasileira do FFI.

Conflitos de interesse

Os autores declaram nao haver conflitos de interesse.

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