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Qualidade fisiológica e sanitária de sementes de amendoim durante o processo de produção Academic research paper on "Educational sciences"

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Academic research paper on topic "Qualidade fisiológica e sanitária de sementes de amendoim durante o processo de produção"

Qualidade fisiológica e sanitária de sementes de amendoim durante o processo de produgao

Rafael Marani Barbosa(1), Bruno Guilherme Torres Licursi Vieira(2), Cibele Chalita Martins(2)

e Roberval Daiton Vieira(2)

(1)Universidade Estadual de Santa Cruz, Departamento de Ciencias Agrárias e Ambientais, Rodovia Jorge Amado, Km 16, CEP 45662-900 Ilhéus, BA, Brasil. E-mail: rmarani@gmail.com (2)Universidade Estadual Paulista, Departamento de Produpao Vegetal, Campus de Jaboticabal, Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane, s/no, CEP 14884-900 Jaboticabal, SP, Brasil. E-mail: vieirabgtl@gmail.com, cibele@fcav.unesp.br, rdvieira@fcav.unesp.br

Resumo - O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito das etapas do processo de produgao sobre a qualidade fisiológica e sanitária de sementes de amendoim. Utilizou-se o delineamento experimental inteiramente casualizado com 12 tratamentos e quatro repetigoes. Os tratamentos consistiram de arranquio das plantas, recolha, transporte, secagem, armazenamento (dois, quatro e seis meses), além das seguintes etapas de beneficiamento: trilha mecánica, classificagao por tamanho, separagao por densidade e coloragao, e tratamento químico. Avaliaram-se: o teor de água, a qualidade sanitária, a germinagao e o vigor de sementes, após cada tratamento. Aspergillus spp. e Penicillium sp. foram encontrados nas sementes. No primeiro ano, após a trilha mecánica, as sementes apresentaram baixo desempenho. No processo de produgao, o armazenamento promoveu a contaminagao de 100% das sementes por Aspergillus spp. O tratamento químico foi eficiente na recuperagao da qualidade sanitária da semente. As etapas de trilha mecánica e armazenamento reduzem a qualidade fisiológica das sementes de amendoim.

Termos para indexagao: Arachis hypogaea, armazenamento, colheita, processamento, tratamento de sementes, vigor.

Physiological and health quality of peanut seeds during the production process

Abstract - The objective of this work was to evaluate the effect of production process stages on the physiological and health quality of peanut seeds. A completely randomized design with 12 treatments and four replicates was used. Treatments consisted of plant uprooting, plant gathering, transportation, drying, storage (two, four, and six months), and the following processing steps: mechanical threshing, classification by size, separation by density and color, and chemical treatment. Water content, health quality, germination, and vigor of seeds were evaluated after each treatment. Aspergillus spp. and Penicillium sp. were found in the seeds. In the first year, after mechanical threshing, seeds showed a reduced performance. In the production process, storage promoted the infection of 100% of the seeds by Aspergillus spp. The chemical treatment was effective in restoring seed health quality. Mechanical threshing steps and storage reduce the seed quality of peanut.

Index terms: Arachis hypogaea, storage, harvest, processing, seed treatment, vigor.

Introduçâo

A produçâo de sementes de amendoim (Arachis hypogaea L.) com alto potencial fisiológico requer técnica e manejo cuidadoso. No entanto, nem mesmo a produçâo mais tecnicizada consegue obter sementes viáveis e vigorosas. A produçâo com germinaçâo suficiente, para garantir adequado estande de plantas, é um problema comum para os produtores de sementes de amendoim.

O amendoim, mesmo com ampla adaptabilidade, tem a produtividade muito influenciada pelas condiçôes físicas do solo (Leonel et al., 2007) e

por fatores ambientais, especialmente temperatura, disponibilidade de água e radia^ao (Haro et al., 2008; Silveira et al., 2013). Durante o período de colheita, esses fatores afetam diretamente a qualidade fisiológica das sementes. Baixos teores de água podem dificultar as operares de beneficiamento. Sementes muito secas estao mais sujeitas, á separado dos cotilédones e remo^ao do tegumento. A ausencia do tegumento em sementes de espécies da familia Fabaceae as configura como material inerte (Regras para análise de sementes, 2009), o que eleva o nivel de perdas.

Nos sistemas de produgao de amendoim, principalmente no Estado de Sao Paulo, a colheita é

realizada mesmo quando a maior parte das sementes ainda nao atingiu a maturidade fisiológica. Esta operafao é acelerada quando as condifSes ambientais tornam-se propicias para a instalafao da cultura da cana-de-afúcar, o que caracteriza o sistema de rotafao de culturas em que se insere a produfao de amendoim nesta regiao. Quando o ciclo da cultura do amendoim nao é respeitado, sao produzidas sementes com baixa qualidade fisiológica e sanitária. Das sementes de amendoim armazenadas no Estado de Sao Paulo, sao comercializados lotes com germinafao inferior ao padrao estabelecido (70%). Esse baixo desempenho, muitas vezes, é atribuido ao ataque de insetos e a elevados índices de infecfao causada por fungos dos géneros Aspergillus, Fusarium, Penicillium e Rhizopus (Santos et al., 2013b).

Além da baixa qualidade sanitária, outros fatores podem afetar a qualidade dos lotes, como a falta de uniformidade na maturafao das sementes (Carley et al., 2008; Branch et al., 2010), a ocorréncia de chuvas durante a "cura" (Santos et al., 2013a), os danos oriundos de ataque de insetos (Santos et al., 2013b), os problemas técnicos na colheita, secagem e beneficiamento (Lopes et al., 2011) e a falta de monitoramento da qualidade durante as etapas de produfao (Morton et al., 2008). A identificafao de falhas nestas etapas, que podem causar redufao do desempenho das sementes, é de primordial importancia para o sucesso da produfao de sementes.

Em razao da maturidade relativamente tardia que as cultivares Runner apresentam (Balota & Phipps, 2013), muitas vezes o calor e chuvas intensas no período de colheita nao permitem as operafSes mecanizadas e a secagem natural ou cura, o que interfere na produtividade e qualidade de sementes (Haro et al., 2008). Além disso, o amendoim apresenta desenvolvimento indeterminado (Branch et al., 2010), e mesmo quando a colheita ocorre em momento ótimo, sao colhidas vagens em diferentes estádios de maturafao (Carley et al., 2008; Dorner, 2008).

A medida que as sementes sao beneficiadas, estao sujeitas a danos mecánicos imediatos e latentes. Embora, os danos as sementes durante a colheita, secagem e armazenamento sejam reduzidos, pois estao protegidas pela vagem, a trilha mecánica, a classificafao por tamanho e a separafao por densidade podem causar a redufao da germinafao e vigor, além de permitir a infestafao por patógenos (Sader et al.,

1991; Fessel & Barreto, 2000), pois as sementes de amendoim possuem tegumento delgado e delicado, o que as torna sensíveis ao dano mecánico, quando o beneficiamento é inadequado.

Assim, o processamento pode nâo aprimorar a qualidade fisiológica e sanitária de sementes de amendoim, conforme constatado para 'Tatu Vermelho' (Fessel & Barreto, 2000) e 'Runner IAC 503' e 'Runner IAC 886' (Santos et al., 2013b). Porém, sabe-se que as operaçôes de beneficiamento sâo imprescindíveis, para que se obtenham sementes de elevada qualidade, como ocorre no beneficiamento de sementes de arroz (Pereira et al., 2012), milho (Ferreira & Sá, 2010) e soja (Lopes et al., 2011).

O efeito das etapas de beneficiamento sobre as sementes de amendoim nâo está totalmente esclarecido, pois, muitos fatores podem afetar a qualidade delas (Morton et al., 2008) e, em alguns casos, podem-se beneficiar sementes que já vieram do campo com baixa qualidade fisiológica e sanitária. Assim, sâo necessários estudos quanto à produçâo de sementes de amendoim, que possam contribuir para o aumento da eficiência dos processos da colheita ao beneficiamento.

O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito das etapas do processo de produçâo sobre a qualidade fisiológica e sanitária de sementes de amendoim.

Material e Métodos

Para o experimento, utilizaram-se sementes de amendoim 'Runner IAC 886' (grupo Virginia), produzidas em dois anos agrícolas, nos campos sob responsabilidade da Cooperativa dos Plantadores de Cana da Zona de Guariba (Coplana). No ano agrícola 2011/2012, o campo localizou-se a 21°14'15"S e 48°21'09" W, a 660 m de altitude e, em 2012/2013, a 21°06'38"S e 48°18'45" W, a 599 m de altitude, dentro dos limites do Municipio de Jaboticabal, SP.

Durante o período de cultura, 2011/2012 e 2012/2013, os dados climatológicos, temperatura média e precipitaçâo, foram registrados pela Estaçâo Agroclimatológica da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Unesp, Campus de Jaboticabal (Figura 1).

As sementes de amendoim foram amostradas no campo e na Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS). Para cada etapa do processo de produçâo -colheita, armazenamento, beneficiamento por trilha mecânica, classificaçâo por tamanho, separaçâo

por densidade, colorafao e tratamento químico -obtiveram-se quatro amostras simples que, após homogeneizafao, formaram a amostra composta que, posteriormente, foi levada ao Laboratório de Análises de Sementes, do Departamento de Produfao Vegetal, Unesp. As sementes provenientes das etapas de colheita até o fim do armazenamento foram trilhadas manualmente; após cada etapa do beneficiamento realizada na UBS, obtiveram-se sementes já descascadas para as análises.

No primeiro ano agrícola, o arranquio das plantas de amendoim ocorreu no dia 07 de marfo de 2012 e, no segundo ano, em 21 de fevereiro de 2013. Em ambos os anos, a cultura apresentou ciclo de 130 dias. A recolha do amendoim foi realizada tres dias após o arranquio, em 2011/2012, e após seis dias, em 2012/2013, o que correspondeu ao período de secagem natural ou cura das vagens que é realizado no campo.

Utilizou-se o delineamento experimental inteiramente casualizado, com 12 tratamentos e quatro repetifSes. Os tratamentos constituíram-se das etapas de produfao as quais as sementes foram submetidas e posteriormente amostradas: T1, arranquio mecanizado das plantas e cura natural das vagens; T2, recolha mecanizada, amostragem realizada junto ao tanque graneleiro da recolhedora, com as vagens já desprendidas das plantas no campo; T3, transporte do campo a UBS, com as sementes ainda em vagens, antes da secagem; T4,

secagem, em que as vagens passaram por processos de pré-limpeza, secagem, e limpeza, antes do ensacamento; T5, dois meses de armazenamento das vagens em sacos de polietileno tranfado de 200 kg, em condifao de ambiente de armazém (25°C e 60% URJ; T6, quatro meses de armazenamento (25°C e 60% URar); T7, seis meses de armazenamento (25°C e 60% URar); T8, beneficiamento - por trilha mecánica; T9, classificafao, por tamanho, das sementes coletadas da peneira 23; T10, separafao por densidade das sementes pela mesa densimétrica; T11, selefao por colorafao, por meio de seletora eletronica; T12, tratamento químico comercial de sementes.

Depois de colhidas, as sementes sao mantidas dentro das próprias vagens durante as etapas iniciais até o fim do armazenamento (T1 a T7), e após esse período é realizada a trilha mecánica. Assim, as sementes provenientes dos tratamentos T1 a T7 foram manualmente trilhadas, limpas e classificadas por tamanho (peneira de crivo redondo de 23 mm). As amostras de cada tratamento foram devidamente identificadas e mantidas em cámara seca (25°C e 40% de URar), sem tratamento químico com fungicidas ou inseticidas, exceto aquelas provenientes do T12, até o momento da realizafao das avaliafSes.

O tratamento químico comercial (T12) consistiu da aplicafao de fungicida, inseticida, micronutrientes e polímero. Utilizaram-se o fungicida

i i Precipitaçâo

■ Temperatura média

25 ■

20 ■

S 15 "

i"10 " H

Set. Out. Nov. Dez. 2011

Jan. Fev. Mar. Abr. Maio 2012

Set. Out. Nov. Dez. 2012

400 350 300

200 S t

Jan. Fev. Mar. Abr. Maio 2013

Figura 1. Climograma para o período de implantaçâo e conduçâo da cultura: precipitaçâo e temperatura média mensais, para os anos agrícolas de 2011/2012 e 2012/2013. Fonte: Estaçâo Agroclimatológica, Fcav, Unesp, Campus de Jaboticabal.

fludioxonil+metalaxyl, a dose de 200 mL do produto comercial (p.c.), em 100 kg de sementes, e o inseticida tiametoxam, a 150 mL do p.c. em 100 kg de sementes; para o fornecimento dos micronutrientes, utilizou-se produto com concentrafao de 1,5% de cobalto e 14% de molibdénio, a dose de 200 mL do p.c. em 100 kg de sementes; utilizou-se ainda o polímero Laborsan (Laborsan, Diadema, SP,), destinado ao revestimento de sementes, a dose de 200 mL em 100 kg de sementes.

Todos os tratamentos foram submetidos a determinafao do teor de água e avaliafSes das qualidades sanitária e fisiológica.

O teor de água foi determinado com duas repetifSes de 25 sementes, em estufa a 105±3°C, durante 24 horas (Regras para análise de sementes, 2009), e os resultados foram expressos em percentagem (base úmida). Para a avaliafao da sanidade, quatro repetifSes de 50 sementes foram incubadas em placas de Petri (9 cm de diámetro), que continha trés folhas de papel-filtro umedecidas com água destilada; utilizaram-se 20 placas por tratamento e 10 sementes em cada placa. As placas foram mantidas em ambiente controlado, a 20±2°C, por sete dias, com fotoperíodo de 12 horas. A avaliafao foi realizada em cada semente, sob microscópio estereoscópico e microscópio óptico. A identificafao dos fungos foi realizada por meio de características morfológicas de seu crescimento, e os resultados foram expressos em percentagem de sementes infectadas (Limonard, 1966).

Para avaliar a capacidade de germinafao, utilizaram-se 8 repetifSes de 25 sementes de cada tratamento. As sementes foram tratadas quimicamente

- com fungicida thiram (500 g L-1 i.a.) a dose de 300 mL de p.c. para cada 100 kg de sementes (Regras para análise de sementes, 2009; Barbosa et al., 2013)

- e distribuidas em rolos de papel de germinafao, umedecidos com água deionizada equivalente a trés vezes a massa do substrato seco e colocados em cámara de germinafao a 25°C. As avaliafSes foram realizadas no quinto dia, correspondente a avaliafao de primeira contagem de germinafao, e no décimo dia após a semeadura, tendo-se computado a percentagem de plántulas normais (Regras para análise de sementes, 2009).

A velocidade de emergéncia de plántulas (IVE) foi obtida a partir do teste de germinafao em areia, por meio de contagens diárias de plántulas emersas, tendo-se considerado aquelas cujos cotilédones atingiram o

nível do substrato. Posteriormente, calculou-se o IVE (Maguire, 1962).

Na avaliaçâo da condutividade elétrica, quatro repetiçôes de 50 sementes de cada tratamento foram pesadas e colocadas para embeber 75 mL de água deionizada a 25°C, por 24 horas, em copos de plástico com capacidade de 200 mL. Após esse período, a condutividade elétrica da soluçâo foi medida, e os resultados, expressos em ^S cm-1 g-1 (Marcos-Filho &Vieira, 2009; Barbosa et al., 2012).

Realizou-se o teste tetrazólio com quatro repetiçôes de 25 sementes de cada tratamento, pré-condicionadas por 16 horas a 25°C por imersâo em água. Posteriormente, os cotilédones foram separados com auxilio de lámina e imersos em soluçâo de 2,3,5-trifenil cloreto de tetrazólio a 0,075%, por 2 horas, a 40°C, para coloraçâo. Os resultados foram expressos em porcentagem de sementes viáveis (Santos et al., 2012).

Para a avaliaçâo da emergéncia das plantas em campo, quatro repetiçôes de 50 sementes tratadas quimicamente, conforme descrito para a germinaçâo, foram semeadas em sulcos de 2 m de comprimento e 3-4 cm de profundidade. Os sulcos foram espaçados em 0,4 m e avaliados depois de 15 dias da semeadura, tendo-se computado as plántulas cujas folhas originárias do embriâo (folhas simples) apresentavam-se desenvolvidas, em que as margens nâo se tocavam mais.

Os dados foram testados quanto à normalidade (teste de Anderson-Darling) e homogeneidade das variáncias e, por atenderem às exigéncias da análise de variáncia, nâo foram transformados. Posteriormente, foram submetidos à análise de variáncia, e as médias foram comparadas pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade (Pimentel-Gomes, 2009).

Resultados e Discussâo

Em março de 2012, houve baixa pluviosidade e temperaturas elevadas que, em conjunto, favoreceram o processo de cura do amendoim (Figura 1). No ano agrícola 2012/2013, a maior pluviosidade durante o período de colheita prolongou o período de cura em relaçâo ao ano anterior. Além disso, temperatura e umidade relativa do ar elevadas ocasionaram o aumento do período de molhamento da cultura, o que tornou o ambiente favorável ao desenvolvimento de

microrganismos, ao aumento da populaçâo de fungos e à incidência de doenças.

O teor de água das sementes provenientes das diferentes etapas do processo de produçâo variou de 4,2 a 6,2% e 5,4 a 6,4%, para as amostras provenientes de 2011/2012 e 2012/13, respectivamente (Tabela 1). Estes valores relativamente baixos de teor de água sâo comumente encontrados em sementes de amendoim, em razâo do alto teor de óleo da semente (Nautiyal, 2009; Wang et al., 2012) e do ambiente com baixa umidade relativa do ar, durante os processos de produçâo de sementes (Carvalho & Nakagawa, 2012).

A uniformidade do teor de água, entre os diferentes tratamentos, proporciona segurança na avaliaçâo da qualidade das sementes, o que é imprescindível para a obtençâo de resultados consistentes (Vieira et al., 2002). Durante a colheita e o arranquio das plantas e posterior cura das vagens (T1), houve baixa ocorrência de fungos e, ao final do armazenamento (T7), houve a plena colonizaçâo por fungos do género Aspergillus e menor presença do género Pénicillium (Tabela 2). A baixa ocorrência de Pénicillium sp. pode ser atribuida à competiçâo deste com Aspergillus spp. (Vechiato et al., 1994).

Sementes infectadas por patógenos diferem, quanto à massa específica, das sementes sadias, as quais podem ser separadas na mesa densimétrica (Gadotti et al., 2011). Porém, para sementes de amendoim, a separaçâo por densidade promovida pela mesa densimétrica nâo foi capaz de selecionar lotes com boa qualidade sanitária,

Tabela 1. Teor de água de sementes de amendoim 'Runner IAC 886', provenientes de diferentes etapas (tratamentos) do processo de produgao nos anos agrícolas 2011/2012 e 2012/2013.

Tratamento 2011/2012 2012/2013

................(%)-

T1, arranquio 6,1 5,9

T2, recolha 6,2 5,8

T3, transporte 6,2 6,0

T4, secagem 6,2 6,2

T5, armazenamento por dois meses 6,2 6,4

T6, armazenamento por quatro meses 4,4 6,2

T7, armazenamento por seis meses 4,2 5,9

T8, trilha mecánica 5,6 5,7

T9, classificagao por tamanho 5,6 5,5

T10, separagao pela mesa densimétrica 5,4 5,8

T11, selegao por coloragao 5,5 5,9

T12, tratamento químico comercial 5,0 6,2

pois nao alterou os níveis de infec^ao (Tabela 2). Os patógenos encontrados sao considerados fungos de armazenamento, e a contaminado é geralmente decorrente do contato com o solo, no momento da colheita (Atayde et al., 2012), e de condiföes de armazenamento que favorecem o desenvolvimento dos fungos. Ao final do armazenamento, todas as sementes estavam contaminadas por Aspergillus spp. Marchi et al. (2011), que trabalharam com sementes de amendoim com 4% de contaminado por Aspergillus spp, detectaram, após seis meses do armazenamento, que a ocorrencia do patógeno atingiu 57%.

O tratamento de sementes de amendoim é eficiente para controlar fungos de armazenamento. Porém, Marchi et al. (2011) observaram incrementos da presenta de Aspergillus spp. e redu^ao da qualidade fisiológica a partir 90 dias após o tratamento químico. Assim, o tratamento de sementes de amendoim, antes da semeadura, é de fundamental importáncia para a comercializado e o estabelecimento adequado do estande (Bittencourt et al., 2007; Barbosa et al., 2013; Santos et al., 2013b).

As sementes provenientes das etapas de arranquio até os quatro meses de armazenamento (T1 a T6) apresentaram elevados níveis de qualidade fisiológica

Tabela 2. Incidencia de fungos associados a sementes de amendoim 'Runner IAC 886', provenientes de diferentes etapas (tratamentos) do processo de produgao nos anos agrícolas 2011/2012 e 2012/2013.

Trata- _2011/2012__2012/2013_

mento(1) Aspergillus spp. Penicillium sp. Aspergillus spp. Penicillium sp.

T1 38 31 46 26

T2 94 94 49 62

T3 90 97 85 97

T4 93 99 94 92

T5 100 100 100 95

T6 100 2 100 98

T7 100 2 100 11

T8 100 2 100 12

T9 100 8 100 17

T10 100 14 100 8

T11 100 15 100 11

T12 25 8 16 9

(1)T1, arranquio; T2, recolha; T3, transporte; T4, secagem; T5, armazenamento por dois meses; T6, armazenamento por quatro meses; T7, armazenamento por seis meses; T8, trilha mecánica; T9, classificagao por tama-nho; T10, separagao pela mesa densimétrica; T11, selegao por coloragao; T12, tratamento químico comercial.

somente quanto ao primeiro ano do estudo (Tabela 3). No ano agrícola 2011/2012, as sementes oriundas destas etapas apresentaram germinado com valores acima do padrao estabelecido para comercializagao. Pelo fato de estas etapas estarem naturalmente próximas do ponto de maturidade fisiológica, as sementes apresentam maior qualidade fisiológica.

As sementes provenientes das etapas de arranquio apresentaram elevados níveis de vigor até aos quatro meses de armazenamento (T1 a T6), (Tabela 3), o que é indicativo de que apresentavam potencial para a rápida germinado e maior resistencia ao armazenamento, além de membranas celulares bem estruturadas (Vieira et al., 2002).

Com o fim do armazenamento e inicio do beneficiamento (T7 em diante) das sementes do ano agrícola 2011/2012, houve decréscimo da qualidade fisiológica com o acúmulo das etapas (Tabela 3). As sementes apresentaram baixa germinado e vigor, o que foi verificado em todas as avaliagSes.

Tabela 3. Germinagao (G), primeira contagem de germinagao (PC), índice de velocidade de emergencia (IVE), condutividade elétrica (CE), emergencia de plántulas em campo (EPC) e viabilidade pelo teste de tetrazólio (TZ) de sementes de amendoim 'Runner IAC 886', provenientes de diferentes etapas (tratamentos) do processo de produgao do ano agrícola 2011/2012(1).

Tratamento(2) G PC IVE CE EPC TZ

(%) (%) (^ScmV) (%) (%)

T1 86a 84a 8,4a 5,6a 63a 82a

T2 92a 90a 9,1a 10,5a 44c 76a

T3 93a 90a 9,1a 11,8a 52b 69b

T4 88a 84a 8,6a 12,1a 55b 63b

T5 84a 75a 7,9a 13,6a 51b 64b

T6 92a 88a 8,9a 18,9b 69a 79a

T7 53b 52b 5,2b 48,5d 34d 46c

T8 32c 29c 3,0c 40,8c 45c 42c

T9 57b 55b 5,6b 55,5d 39c 33c

T10 48b 44b 4,6b 49,6e 30d 32c

T11 46b 44b 4,5b 57,5d 33d 45c

T12 28c 23c 2,5c 68,1f 27d 40c

Teste F 31,9** 38,6** 36,3** 120,5** 13,8** 19,2*

CV (%) 13,3 12,8 12,8 12,6 10,1 14,9

(1)Médias seguidas de letras iguais, nas colunas, nao diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. (2)T1, arranquio; T2, recolha; T3, transporte; T4, secagem T5, armazenamento por dois meses; T6, armazenamento por quatro meses; T7, armazenamento por seis meses; T8, trilha mecánica; T9, classificagao por tamanho; T10, separagao pela mesa densi-métrica; T11, selegao por coloragao; T12, tratamento químico comercial. "Significativo a 1% de probabilidade, pelo teste F.

No primeiro ano, durante o beneficiamento, a qualidade fisiológica das sementes apresentou redugao dos valores, principalmente após a operagao de trilha mecánica (T8). O atrito do cilindro trilhador, empregado para extrair as sementes das vagens, ocasionou problemas de qualidade e inatividade dos tecidos do embriao, principalmente do eixo embrionário verificado pela sua nao coloragao pelo tetrazólio, além de reduzir os valores de germinagao (Tabela 3). Ainda neste mesmo ano, da classificagao até o tratamento químico comercial, nao houve manutengao da qualidade fisiológica, avaliada pelos testes de primeira contagem de germinagao, IVE, condutividade elétrica e emergencia de plántulas em campo. De acordo com os testes, as etapas finais do processo de beneficiamento de sementes, a partir da trilha mecánica, nao contribuíram para a qualidade do lote formado.

No primeiro ano avaliado, das etapas de trilha mecánica até o tratamento químico (T8 a T12), as sementes apresentaram baixo desempenho nas avaliagSes de germinagao e emergencia de plántulas em campo (Tabela 3). Verificou-se, pelo teste de tetrazólio, que as sementes nao germinaram, por estarem mortas ou com graves lesSes nos tecidos do eixo embrionário, o que foi confirmado pelos resultados da avaliagao da condutividade elétrica da solugao de embebigao. Os elevados valores sao indicativos de que ocorreu maior liberagao de lixiviados para a solugao, em decorrencia de problemas de integridade das membranas celulares, nos diversos tecidos que compSem a semente (Barbosa et al., 2012). A obtengao de sementes com baixa qualidade fisiológica, ao final das etapas, nao se repetiu no ano seguinte (Tabela 4), em que, ao final do processo, as sementes produzidas apresentaram maiores níveis de germinagao e vigor.

No ano agrícola 2012/2013, as sementes provenientes das etapas de colheita apresentaram desempenho inferior (Tabela 4) até aos seis meses de armazenamento (T1 a T7), conforme o teste de germinagao e vigor. Nestas etapas, a germinagao apresentou redugao de 64% no arranquio para 50% no final do armazenamento. Deve-se ressaltar que o material que veio do campo de produgao era heterogeneo, composto por sementes de intermediária á alta qualidade, sementes maduras e imaturas, atacadas por insetos e microrganismos e até mesmo sementes dormentes.

Durante o processo de cura, no ano agrícola de 2012/2013, em consequencia da maior ocorrencia de chuvas, as sementes, após a maturidade fisiológica, passaram por ciclos de umedecimento e secagem, o que acelerou o processo de deterioragao no campo. Logo, verificaram-se baixos valores para a germinagao e vigor das sementes provenientes das etapas de arranquio até o fim do armazenamento (T1 a T7).

Com o fim do armazenamento e início do beneficiamento, as sementes com qualidade superior foram selecionadas durante as etapas. Com o decorrer das etapas, após a trilha mecánica (T8), houve incremento dos valores de germinagao, primeira contagem de germinagao, IVE, condutividade elétrica e emergencia de plántulas no campo (Tabela 4). No final do processo, no ano 2011/2012, as amostras apresentaram 28% de germinagao, enquanto em 2012/2013 esta variável atingiu 85%.

No segundo ano, o armazenamento ocasionou a redugao da qualidade fisiológica enquanto o

Tabela 4. Germinagao (G), primeira contagem de germinagao (PC), índice de velocidade de emergencia (IVE), condutividade elétrica (CE), emergencia de plántulas em campo (EPC) e viabilidade pelo teste de tetrazólio (TZ) de sementes de amendoim 'Runner IAC 886', provenientes de diferentes etapas (tratamentos) do processo de produgao no ano agrícola 2012/2013(1).

Tratamento(2) G PC IVE CE EPC TZ

(%) (%) (^ScmV) (%) (%)

T1 64c 52d 6,5b 23,2a 61c 70b

T2 59d 38f 4,8c 27,4a 38d 59b

T3 55e 41f 4,9c 26,8a 43d 42c

T4 52e 43e 4,8c 35,6b 23e 71b

T5 47f 37f 4,2c 39,0b 34d 59b

T6 48f 36f 4,2c 31,4b 34d 52c

T7 50f 44e 4,2c 34,2b 53c 67b

T8 65c 61c 5,9c 32,3b 78b 79a

T9 77b 74b 7,0b 34,6b 89a 90a

T10 78b 76b 7,8a 32,7b 87a 87a

T11 79b 77b 7,5a 30,0a 91a 85a

T12 85a 83a 8,3a 29,0a 87a 85a

Teste F 85,5** 69,1** 12,7** 6,6** 61,3** 12,6**

CV (%) 4,6 7,9 14,6 10,8 10,9 12,2

(1)Médias seguidas de letras iguais, nas colunas, nao diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. (2)T1, arranquio; T2, recolha; T3, transporte; T4, secagem; T5, armazenamento por dois meses; T6, arma-zenamento por quatro meses; T7, armazenamento por seis meses; T8, trilha mecánica; T9, classificagao por tamanho; T10, separagao pela mesa densi-métrica; T11, selegao por coloragao; T12, tratamento químico comercial. "Significativo a 1% de probabilidade, pelo teste F.

beneficiamento a aprimorou (Tabela 4). As etapas de trilha mecánica, classificagao, separagao por densidade, coloragao e o tratamento químico de sementes contribuíram para o sucesso do processo de produgao de sementes de elevada qualidade.

Embora o beneficiamento, etapa essencial em qualquer programa de produgao de sementes, aprimore as boas características do lote (Ferreira & Sá, 2010), nao melhora a qualidade fisiológica e sanitária dos lotes de sementes de amendoim, conforme verificado por Fessel & Barreto (2000) e Santos et al. (2013b). Com o manuseio das sementes durante o beneficiamento, espera-se que as sementes apresentem danos, o que ocasiona redugao da germinagao e do desempenho em campo (Butts et al., 2007). Portanto, por meio de estudos, medidas corretivas devem ser realizadas para o aumento da eficiencia do beneficiamento de sementes de amendoim.

No primeiro ano agrícola, os caminhöes carregados com sementes aguardavam no pátio da UBS por até seis dias, até a descarga, sujeitando-se a intempéries. Essa prática era comumente observada em outros anos agrícolas. Após a identificagao de problemas durante o beneficiamento, no ano agrícola de 2011/2012 foram tomadas medidas corretivas na recepgao das sementes e nas regulagens das máquinas de beneficiamento. Dessa forma, os caminhöes carregados com sementes, ao chegar na UBS, foram direcionados a amostragem do teor de umidade e, em seguida, as moegas de recebimento. Para melhorar a eficiencia do processo na etapa de trilha mecánica, os equipamentos foram substituídos. Assim, houve melhoria acentuada na germinagao e desempenho em campo das sementes provenientes do ano 2012/2013, logo após as mudangas no processo de produgao das sementes.

Em outras espécies cultivadas, o beneficiamento apresenta inúmeras vantagens. Em sementes de arroz, Pereira et al. (2012) observaram aumento gradativo da qualidade física do lote, após a passagem em cada máquina, ao longo do beneficiamento. Em sementes de milho, Ferreira & Sá (2010) observaram melhoria da qualidade das sementes com o beneficiamento.

O desempenho de sementes de amendoim depende de sua qualidade inicial, do teor de água no armazenamento (Diniz et al., 2012) e do tratamento que a semente recebe durante toda a linha do beneficiamento (Santos et al., 2013b). Redugao do vigor de sementes de amendoim da 'Runner IAC 886' foi verificada após

seis meses de armazenamento (20°C e 50% UR^), o que ocasionou o descarte dos lotes (Diniz et al., 2012).

Após o ponto de maturidade fisiológica, em que a semente apresenta o máximo potencial de germinado e vigor e máximo acúmulo de massa de matéria seca, o processo de deteriorado ocorre naturalmente. Juntamente com o processo de deterioragao, após a maturidade fisiológica, também pode ocorrer redugao da qualidade fisiológica, como observado no presente trabalho, em consequencia do manuseio durante a colheita, do transporte e do beneficiamento das sementes na UBS. Assim, o tratamento da semente durante estas etapas pode comprometer todo o lote, caso nao seja efetuado de forma adequada a assegurar o potencial de desempenho, quando atingida a maturidade fisiológica.

Conclusoes

1. O armazenamento promove a contaminagao de 100% das sementes de amendoim por Aspergillus spp.

2. O tratamento químico é eficiente na recuperado da qualidade sanitária das sementes de amendoim.

3. As etapas de trilha mecánica e armazenamento reduzem a qualidade fisiológica das sementes de amendoim.

Agradecimentos

A Fundado de Amparo á Pesquisa do Estado de Sao Paulo (Fapesp), ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e á Cooperativa dos Plantadores de Cana da Zona de Guariba (Coplana).

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Recebido em 19 de marjo de 2014 e aprovado em 21 de novembro de 2014