Scholarly article on topic 'Effects of vitamin D supplementation on insulin resistance and cardiometabolic risk factors in children with metabolic syndrome: a triple-masked controlled trial'

Effects of vitamin D supplementation on insulin resistance and cardiometabolic risk factors in children with metabolic syndrome: a triple-masked controlled trial Academic research paper on "Educational sciences"

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OECD Field of science
Keywords
{"Vitamin D" / "Metabolic syndrome" / "Insulin resistance" / "Children and adolescents" / "Vitamina D" / "Síndrome metabólica" / "Resistência à insulina" / "Crianças e adolescents"}

Abstract of research paper on Educational sciences, author of scientific article — Roya Kelishadi, Shadi Salek, Mehdi Salek, Mahin Hashemipour, Mahsa Movahedian

Abstract This triple-masked controlled trial aimed to assess the effects of vitamin D supple- mentation on insulin resistance and cardiometabolic risk factors in obese children and adolescents. The study comprised 50 participants, aged 10 to 16 years, who were randomly assigned into two groups of equal number. In this 12-week trial, one group received oral vitamin D (300,000 IU) and the other group received placebo. Cardiometabolic risk factors, insulin resistance, and a continuous value of metabolic syndrome (cMetS) were determined. Statistical analysis was conducted after adjustment for covariate interactions. Overall, 21 patients in the vitamin D group and 22 in the placebo group completed the trial. No significant difference was observed in the baseline characteristics of the two groups. After the trial, in the vitamin D group, serum insulin and triglyceride concentrations, as well as HOM-IR and C-MetS decreased significantly, both when compared with the baseline and with the placebo group. No significant difference was observed when comparing total cholesterol, LDL-C, HDL-C, fasting blood glucose, and blood pressure. The present findings support the favorable effects of vitamin D supplementation on reducing insulin resistance and cardiometabolic risk factors in obese children.

Academic research paper on topic "Effects of vitamin D supplementation on insulin resistance and cardiometabolic risk factors in children with metabolic syndrome: a triple-masked controlled trial"

J Pediatr (Rio J). 2014;90(1):28-34

ARTIGO ORIGINAL

Effects of vitamin D supplementation on insulin resistance and cardiometabolic risk factors in children with metabolic syndrome: a triple-masked controlled trial^

Roya Kelishadia*, Shadi Saleka, Mehdi Saleka, Mahin Hashemipour3 e Mahsa Movahedianb

a Departamento de Pediatría, Centro de Pesquisa de Crescimento e Desenvolvimento Infantil e Faculdade de Medicina, Isfahan University of Medical Sciences, Isfahan, Ira

b Departamento de Lingüística Inglesa, The University of Isfahan, Isfahan, Ira Recebido em 19 de marco de 2013; aceito em 19 de junho de 2013

KEYWORDS

Vitamin D;

Metabolic syndrome; Insulin resistance; Children and adolescents

Abstract

This triple-masked controlled trial aimed to assess the effects of vitamin D supplementation on insulin resistance and cardiometabolic risk factors in obese children and adolescents.

The study comprised 50 participants, aged 10 to 16 years, who were randomly assigned into two groups of equal number. In this 12-week trial, one group received oral vitamin D (300,000 IU) and the other group received placebo. Cardiometabolic risk factors, insulin resistance, and a continuous value of metabolic syndrome (cMetS) were determined. Statistical analysis was conducted after adjustment for covariate interactions. Overall, 21 patients in the vitamin D group and 22 in the placebo group completed the trial. No significant difference was observed in the baseline characteristics of the two groups. After the trial, in the vitamin D group, serum insulin and triglyceride concentrations, as well as HOM-IR and C-MetS decreased significantly, both when compared with the baseline and with the placebo group. No significant difference was observed when comparing total cholesterol, LDL-C, HDL-C, fasting blood glucose, and blood pressure.

The present findings support the favorable effects of vitamin D supplementation on reducing insulin resistance and cardiometabolic risk factors in obese children. © 2013 Sociedade Brasileira de Pediatria. Published by Elsevier Editora Ltda. All rights reserved.

DOI se refere ao artigo: http://dx.doi.org/10.10167j.jped.2013.06.006

☆Como citar este artigo: Kelishadi R, Salek S, Salek M, Hashemipour M, Effects of vitamin D supplementation on insulin resistance and cardiometabolic risk factors in children with metabolic syndrome: a triple-masked controlled trial. J Pediatr (Rio J). 2014;90:28-34.

* Autor para correspondencia. E-mail: kelishadi@med.mui.ac.ir (R. Kelishadi).

2255-5536S5 - see front matter © 2013 Sociedade Brasi leira de Pedi atria. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados. http://dx.doi.org/10.1016/j.jpedp.2013.06.005

PALAVRAS-CHAVE

Vitamina D; Síndrome metabólica; Resistencia a insulina; Criancas e adolescents

Efeitos da suplementacao de vitamina D sobre a resistencia a insulina e fatores de risco cardiometabólico em crianzas com síndrome metabólica: ensaio clínico triplo-cego controlado

Resumo

Este ensaio clínico triplo-cego controlado visa investigar os efeitos da suplementacao de vitamina D sobre a resistencia a insulina e os fatores de risco cardiometabólico em criancas e adolescentes obesos.

O estudo contou com 50 participantes com idade entre 10 e 16 anos, aleatoriamente divididos em dois grupos de igual número de participantes. Neste ensaio clínico de 12 semanas, um grupo recebeu vitamina D via oral (300000 IU) e o outro grupo recebeu placebo. Foram determinados fatores de risco cardiometabólico, resistencia a insulina e valor continuo da síndrome metabólica (cMetS). A análise estatística foi conduzida após o ajuste das interacoes covariáveis.

No todo, 21 pacientes no grupo vitamina D e 22 no grupo placebo concluíram o ensaio clínico. Nenhuma diferenca significativa foi encontrada nas características de base dos dois grupos estudados. Após o ensaio clinico, no grupo vitamina D, as concentracoes séricas de insulina e triglicerídeos, bem como HOMA-RI e cMetS caíram significativamente em comparacao ao início do estudo; e também em comparacao ao grupo placebo. Nenhuma diferenca significativa foi vista ao comparar o colesterol total, LDL-C, HDL-C, glicemia de jejum e pressao sanguínea.

Nossas conclusoes indicam efeitos favoráveis da suplementacao de vitamina D sobre a reducao da resistencia a insulina e de fatores de risco cardiometabólico em criancas obesas.

© 2013 Sociedade Brasileira de Pediatría. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados.

Introducao

A maioria das doencas crónicas nao transmissíveis e os seus fatores de risco tem início precoce na vida. Portanto, nos últimos anos, muita atencao tem sido dada a prevencao primária da doenca desde a infancia. Motivos de preocu-pacao especial sao os efeitos de longo prazo da obesidade infantil, como fatores de risco cardiometabólico, incluindo a síndrome metabólica (SM).1

Nesse contexto, a prevencao e o controle precoces dos fatores de risco sao de importancia fundamental. A SM é uma causa implícita da maioria das doencas crónicas, e a resistencia a insulina parece ter um papel subjacente no desen-volvimento da SM. Essas doencas nao se limitam a adultos e países industrializados, elas tem se tornado um problema de saúde importante nas síndromes baixa e média, pois nao se limitam a adultos e também ocorrem em criancas e ado-lescentes.2 Nossos estudos nacionais anteriores relataram alta prevalencia de SM e fatores de risco cardiometabólico em criancas e adolescentes iranianos.3,4 Nos últimos anos, relacoes significativas sao documentadas entre deficiencia de vitamina D e várias doencas nao transmissíveis, especialmente doencas cardiovasculares e diabetes, bem como seus fatores predisponentes, como SM e resistencia a insulina. A vitamina D desempenha um papel importante no metabolismo da glicose e da insulina.5 Ela afeta as células das ilhotas pancreáticas por meio de seus receptores e pode aumentar a secrecao de insulina. A deficiencia de vitamina D leva ao aumento nos níveis do hormónio da paratireoide [PTH] e, por sua vez, reduzem a sensibilidade a insulina. Ademais, a

vitamina D possui efeitos anti-inflamatórios e imunomodu-latórios, podendo levar a um aumento da resistencia a insulina e a um aumento da secrecao de insulina por meio da modulacao do sistema imunológico.6 Sugere-se que a baixa concentracao de vitamina D esteja associada a resistencia a insulina e aos fatores de risco cardiometabólico mesmo na idade jovem; assim, propoem-se diferentes doses de suple-mentacao de vitamina D para prevencao desses fatores de risco em criancas e adolescentes saudáveis.7 Contudo, a dúvida de se a suplementacao de vitamina D melhoraria a sensibilidade a insulina e os fatores de risco metabólico na faixa etária pediátrica é controversa. Este estudo visa investigar os efeitos da suplementacao oral de vitamina D sobre a resistencia a insulina e sobre os fatores de risco cardiometabólico em criancas e adolescentes obesos.

Métodos

Este ensaio clínico triplo-cego controlado foi realizado em 2012, em Isfahan, Ira. O Conselho de Pesquisa e o Comite de Ética da Isfahan University of Medical Sciences apro-varam este estudo. O ensaio clínico foi registrado sob o código IRCT201110271434N5, no Registro Iraniano de Ensaios Clínicos, Registro Principal na Rede de Registros da Organizacao Mundial de Saúde (OMS). Este ensaio foi realizado de acordo com os princípios da Declaracao de Helsinki. Foi obtido o consentimiento informado por escrito dos pais e o consentimiento verbal dos participantes. Estimando uma probabilidade de erro tipo I (a) de 0,05

e uma probabilidade de erro tipo II (p) de 20%, e ao considerar o efeito da suplementacao de vitamina D sobre a sensibilidade a insulina em um ensaio clínico anterior entre individuos obesos,8 calculou-se o tamanho da amostra em 20 no grupo de intervencao, e 20 no grupo placebo, ao considerar uma probabilidade de erro tipo I (a) de 0,05 e uma probabilidade de erro tipo II (p) de 20%. Devido a possível reducao natural durante o ensaio clínico, aumentamos o tamanho da amostra para 25 em cada grupo.

Participantes

O estudo foi realizado entre criancas e adolescentes encaminhados as clínicas de pediatria afiliadas a Isfahan University of Medical Sciences. Eles eram considerados aptos a participar se tivessem entre 10 e 16 anos de ida-de, apresentassem um índice de massa corporal igual ou superior a escore z 39 e fossem diagnosticados com síndrome metabólica.10,11 Foi exigido que os participantes nao estivessem tomando qualquer tipo de medicacao ou suplementacao e nao tivessem doenca crónica. Criancas e adolescentes obesos foram convidados a participar e, após seus dados laboratoriais serem recebidos, caso atendessem aos critérios de síndrome metabólica, eram recrutados para o ensaio clínico. Uma amostragem foi acompanhada até atingir a quantidade necessária de participantes para o ensaio. As variáveis demográficas foram determinadas por meio de um questionário validado.12

Exame físico e testes de laboratorio

Os índices antropométricos, bem como a pressao sanguínea sistólica e diastólica (PSS e PSD), foram aferidos por enfermeiros, segundo os protocolos-padrao e utilizando instrumentos calibrados. Uma amostra do sangue venoso em jejum foi examinada para glicemia de jejum (GJ), e o perfil lipídico por um autoanalisador com padrao (Pars Azmoun, Teera, Ira). A concentracao sérica de 25 hidroxivitamina D (25(OH)D) foi analisada utilizando o método imunoen-saio quimioluminescente (CLIA) (25 OH VitD CLIA , Diasorin, Stillwater, MN,USA); a faixa esperada do é de 4-150 ng/mL. O menor valor reportável foi de 4,0 ng/mL, que tem como base uma precisao entre ensaios que se aproxima ao coeficiente de variacao (CV) de 20% (sensibilidade funcional).

A insulina plasmática foi medida por radioimunoensaio (RIA) (LINCO Research Inc), que é 100% específico para insulina humana com reatividade cruzada de menos de 0,2% com pró-insulina humana e nenhuma reatividade cruzada com c-peptídeo ou fator de crescimento semelhante a insulina. A resistencia a insulina (RI) foi calculada com base no modelo de avaliacao da homeostase de RI [HOMA-RI = insulina de jejum (mU/L) x glicemia de jejum (mmol/L)/22,5].

Definigao de fatores de risco cardiometabólico e síndrome metabólica

Os fatores de risco cardiometabólico foram definidos de acordo com os últimos pontos de corte fornecidos pelo Instituto Nacional do Coracao, Pulmao e Sangue para a faixa etária pediátrica.13 Como nao existe uma definicao universal para a síndrome metabólica na faixa etária pediá-

trica, utilizamos um valor continuo da síndrome metabólica (cMetS), conforme recomendado pela Associaçào Americana de Diabetes e pela Associaçào Europeia para o Estudo da Diabetes em Crianças e Adolescentes.9 O valor cMetS foi obtido com a padronizaçào dos residuos da circunferência da cintura (CC), lipoproteína de alta densidade-colesterol (HDL-C), triglicerídeos (TG), GJ e pressào arterial média (PAM), regredindo-os em idade e sexo para representarem diferenças relacionadas à idade e ao sexo. A PAM foi calculada utilizando a seguinte equaçào: PAM = [PSS-PSD/3] + PSD. Como o HDL-C padronizado está inversamente relacionado ao risco de SM, ele foi multiplicado por -1. O valor cMetS foi calculado como a soma dos residuos padronizados (escores z) das variáveis individuais. Um valor cMetS maior indica um perfil metabólico menos favorável. Validamos anteriormente um valor cMetS em crianças e adolescentes iranianos.11

Medicaçâo e placebo

A empresa , fabricante das cápsulas gelatinosas moles con-tendo 50000 IU de vitamina D3 colaborou com o ensaio clínico na preparaçào do placebo. Este é idéntico, na aparén-cia, às capsulas de vitamina D, e ambos eram insípidos e inodoros.

Intervençâo do estudo

O estatístico do ensaio gerou uma lista de randomizaçào no STATA (versào 9, College Station, TX). Os participantes foram aleatoriamente atribuídos a dois grupos de igual número de participantes. Ninguém da equipe do ensaio, participantes e o estatístico sabia da alocaçào do trata-mento durante todo o estudo.

Um grupo recebeu 300000 IU (uma cápsula por semana) de vitamina D3,14 e o outro grupo recebeu placebo. Ambos os grupos receberam uma recomendaçào semelhante sobre alimentaçào saudável e reduçào das atividades sedentá-rias.

O consumo correto de medicaçào ou placebo foi avaliado pelo acompanhamento telefónico semanal e visitas mensais à clínica. Doze semanas após a randomizaçào, todos os exames clínicos e laboratoriais de base foram repetidos em ambos os grupos. Todo o programa foi oferecido gratuitamente.

Análise estatística

As análises estatísticas foram realizadas com o software SPSS (versào 20:0 SPSS Inc., Chicago, IL, EUA). A normali-dade da distribuiçào das variáveis foi confirmada pelo teste Kolmogorov-Smirnov. Pretendemos tratar o princípio durante toda a análise. O teste de Student foi utilizado para comparar a média das variáveis quantitativas antes e após a intervençào. A comparaçào da pré e pôs-intervençào em cada grupo foi calculada por teste pareado. Utilizamos a análise de covariancia para ajustar os resultados das variáveis dependentes medidas antes e após o ensaio clínico para o tratamento de interaçoes covariáveis. Divulgamos todos os valores em média ± DP. Foram calculados números

Ptempo, pgrupo e ^empo x grupo para todas as variáveis.

Randomizados (n = 50)

Acompanhamento

Análise

Figura 1 Estudo algoritmo.

Resultados

O fluxograma do estudo mostra a triagem, randomizacao e acompanhamento dos participantes (fig. 1). Em geral, 21 pacientes no grupo vitamina D e 22 no grupo placebo con-cluíram o ensaio clínico. Nenhuma diferenca significativa foi encontrada nas características de base dos dois grupos estudados. As diferencas nos grupos e entre os grupos nas variáveis antes e após o ensaio clínico sao apresentadas na tabela 1.

No início do estudo, a média das concentracoes séricas de 25 (OH) D nao foi significativamente diferente entre os grupos estudados, porém, após o ensaio clínico, o grupo que recebeu vitamina D apresentou um aumento significativo no grupo (p = 0,01) e entre o grupo (p = 0,02). Essa foi uma evidencia confirmatória da ingestao das cápsulas de vitaminas D pelos participantes.

Após o ensaio clínico, no grupo vitamina D, a concen-tracao sérica de TG caiu significativamente em comparacao ao início do estudo (pP = 0,04), e também em comparacao ao grupo placebo (p = 0,02). Uma reducao significativa foi observada nos níveis de insulina sérica e HOMA-RI no grupo vitamina D no final do estudo, em comparacao ao início do estudo (p = 0,04). No final do estudo, os níveis de insulina sérica e HOMA-RI apresentaram uma diferenca significativa entre os grupos (respectivamente, p = 0,02 e p = 0,02), mostrando uma melhora na RI no grupo recebendo vitamina

D. Uma comparacao do C-MetS no início e no término do estudo mostrou uma reducao significa no grupo vitamina D, em vez do grupo placebo (pP = 0,04). Contudo, nenhuma diferenca significativa foi vista ao comparar os níveis séricos de colesterol total, LDL-C, HDL-C e GJ, bem como a PA no início e término do ensaio clínico, e no início e no término do estudo entre o grupo vitamina D (respectivamente, p = 0,54, pP = 0,08, p = 0,45, p = 0,06 e p = 0,06) e o grupo placebo (respectivamente, p = 0,41, p = 0,07, p = 0,46, p = 0,28 e p = 0,07).

Discussao

O presente estudo, que, no melhor de nosso conhecimento, é um dos primeiros a esse respeito na faixa etária pediátrica, revelou efeitos favoráveis da vitamina D3 (300000 IU) oral sobre a resistencia a insulina, síndrome metabólica e TG em criancas e adolescentes obesos. Existem cada vez mais evidencias de que a deficiencia de vitamina D está associada aos fatores de risco de doencas nao transmis-síveis, incluindo componentes da síndrome metabólica e de outros fatores de risco cardiometabólico, mesmo em criancas e adolescentes.15-17 A resistencia a insulina é considerada uma das principais causas subjacentes da síndrome metabólica. Achados de alguns estudos mostraram uma relacao inversa entre os níveis de vitamina D e a resistencia

Tabela 1 Características dos participantes no inicio do estudo e após o período de teste

Variáveis Grupo Vitamina Da (n=21) Grupo Placebob (n = 22) p geralc p d ~ tempo p e "grupo p r tempo x f grupo p tempo x g idade

IMC (kg/m2) Antes Depois ph 28,08 ± 1,06 27,91 ± 1,04 0,51 27,81 ± 1,04 27,24 ± 1,01 0,48 0,61 0,68 0,42 0,56 0,41 0,55

CC (cm) Antes Depois ph 90,08 ± 6,01 89,02 ± 5,04 0,61 90,03 ± 5,04 89,07 ± 5,01 0,64 0,58 0,58 0,52 0,46 0,61 0,45

WHtR Antes Depois ph 06/01 ± 0/02 06,01 ± 0,01 0,51 06,03 ± 0,04 06,02 ± 0,05 0,48 0,61 0,47 0,51 0,64 0,51

25 (OH) D (ng/mL) Antes 18,27 ± 2,04 Depois 32,01 ± 2,14 ph 0,01 17,91 ± 2,27 19,07 ± 2,01 0,15 0,48 0,02 0,06 0,04 0,02 0,03

Insulina (yU/L) Antes Depois ph 14,27 ± 1,32 13,71 ± 1,58 0,04 14,19 ± 1,20 14,07 ± 1,04 0,28 0,31 0,02 0,37 0,31 0,51 0,27

GJ (mg/dL) Antes Depois ph 94,27 ± 5,32 90,71 ± 4,58 0,06 92,20 ± 6,21 90,07 ± 5,64 0,28 0,48 0,21 0,61 0,41 0,52 0,47

HOMA-IR Antes Depois ph 3,21 ± 0,11 2,81 ± 0,25 0,04 3,15 ± 0,26 3,07 ± 0,14 0,28 0,48 0,02 0,42 0,51 0,32 0,25

TG (mg/dL) Antes Depois ph 141,21 ± 24,15 102,81 ± 27,20 0,04 143,15 ± 23,26 137,07 ± 25,14 0,08 0,48 0,02 0,41 0,31 0,35 0,27

CT (mg/dL) Antes Depois ph 161,50 ± 3,21 160,18 ± 2,35 0,54 164,18 ± 5,18 162,15 ± 4,21 0,41 0,27 0,35 0,32 0,25 0,21 0,51

HDL-C (mg/dL) Antes Depois ph 47,06 ± 4,01 45,21 ± 3,18 0,45 48,72 ± 4,12 44,35 ± 2,19 0,46 0,34 0,48 0,12 0,26 0,38 0,51

LDL-C (mg/dL) Antes Depois ph 97,01 ± 4,19 93,17 ± 5,21 0,08 95,68 ± 2,87 92,56 ± 4,12 0,07 0,58 0,67 0,76 0,861 0,57 0,51

PAM (mmHg) Antes Depois p 134,01 ± 5,89 131,47 ± 4,69 0,06 136,61 ± 6,08 135,26 ± 4,52 0,12 0,53 0,07 0,76 0,81 0,58 0,52

25(OH)D, 25-hidroxivitamina D; CC, circunferencia da cintura; cMetS, síndrome metabólica continua; CT, colesterol total; GJ, glicemia de jejum; HDL-C, lipoproteína de alta densidade-colesterol; HOMA-IR, Modelo de Avaliacao da Homeostase - Resistencia a Insulina; IMC, Indice de massa corporal; LDL-C, lipoproteína de baixa densidade-colesterol; PAM, pressao arterial média; TG, triglicerídeos; WHtR, relacao cintura-altura. a 300000 IU de vitamina D3.

b Cápsulas gelatinosas idénticas as cápsulas de vitamina D3.

c Os valores de p apresentam a comparacao dos valores no início e no final do estudo entre dois grupos (calculados por amostras independentes do teste).

d Os valores de p demonstram o efeito do tempo (calculados por análise da covariancia). e Os valores de p representam o efeito do agrupamento (calculados por análise da covariancia). f Os valores de p representam a interacao tempo*grupo (calculados por análise da covariancia). g Os valores de p representam a interacao tempo*idade (calculados por análise da covariancia).

h Os valores de p apresentam a comparacao dos valores no início e no final do estudo em cada grupo (calculados por amostras

pareadas do teste).

Todos os valores estao em média ± DP.

Tabela 1 (Continuacao)

Variáveis Grupo Vitamina Da (n=21) Grupo Placebob (n = 22) p geralc 9, d ~ tempo p e "grupo Ptempo x f grupo Ptempo x g idade

cMetS Antes Depois ph 4,21 ± 0,89 3,17 ± 0,61 0,04 4,36 ± 0,78 4,01 ± 0,52 0,12 0,51 0,02 0,26 0,41 0,38 0,42

a insulina.18,19 A producao de citocinas inflamatórias é considerada um dos mecanismos efetivos da vitamina D sobre a resistencia a insulina; citocinas inflamatórias estao asso-ciadas a obesidade e resistencia a insulina.20 Há evidencias adicionais de que existe uma relacao entre o metabolismo de vitamina D e o diabetes . A vitamina D está envolvida na secrecao de insulina e, provavelmente, em sua funcao, regulacao da hipófise, bem como homeostase da glicose, que eventualmente pode levar ao desenvolvimento da síndrome metabólica.21 Pode-se sugerir que um baixo nível sérico de vitamina D pode aumentar a resistencia a insulina e, por sua vez, o risco de diabetes tipo 2, com o passar do tempo.20

Ensaios clínicos anteriores sobre os efeitos da vitamina D sobre os fatores de risco cardiometabólico e sobre a resistencia a insulina foram realizados em adultos.19 22-26

Nossos resultados confirmam uma relacao significativa entre deficiencia de vitamina D e aumento da pressao sanguínea, TG, resistencia a insulina e síndrome metabólica. Os achados deste estudo estao alinhados com os de outros ensaios clínicos realizados entre adultos, e foi observada uma relacao inversa entre a concentracao sérica de vitamina D e o risco de síndrome metabólica e resistencia a insu-lina.22-24 Adicionalmente, vários estudos transversais mos-traram os mesmos resultados.19,25,26 Por exemplo, em um estudo entre mulheres pós-menopáusicas, foi documentada uma relacao inversa entre os níveis séricos de vitamina D e TG, HDL/TG e síndrome metabólica, porém o número correspondente nao foi significativo para LDL-C, HDL-C e insulina.22

Por outro lado, alguns outros estudos realizados com adultos nao mostraram uma associacao significativa entre o nível de vitamina D e os índices mencionados.27 28 Da mesma forma, um estudo transversal com alunos do ensino médio, na Turquia, nao mostrou qualquer correlacao significativa

entre os níveis de vitamina D e a resistencia a insulina ou síndrome metabólica.29 Diferencas nas faixas etárias estu-dadas, gravidade do excesso de peso e fatores de risco car-diometabólico, bem como as doses de suplementacao de vitamina D, podem explicar as controvérsias nos achados de vários estudos. A dose e o intervalo da suplementacao de vitamina D na melhora dos níveis séricos de vitamina D em criancas ainda precisam ser determinados.30

Limitacoes e pontos fortes do estudo

Apesar de encontrarmos algumas diferencas significativas, que indicam um número suficiente de amostras estudadas, avaliar um tamanho maior da amostra por um período de acompanhamento mais longo pode alcancar resultados mais favoráveis. Os pontos fortes de nosso estudo sao seus resultados inovadores na faixa etária pediátrica e a avaliacao de uma associacao independente entre a vitamina D e os fatores de risco estudados.

Conclusao

A suplementacao de vitamina D apresentou uma associacao inversa com resistencia a insulina e alguns fatores de risco cardiometabólico. Além disso, a suplementacao de vitamina D pode ter efeitos benéficos sobre o controle de algumas complicacoes causadas pela obesidade infantil.

Financiamento

Este ensaio clínico foi conduzido como uma tese e financiado pela Isfahan University of Medical Sciences.

Conflitos de interesse

Os autores declaram nao haver conflitos de interesse.

Agradecimentos

Este estudo foi conduzido como uma tese e financiado pela

Isfahan University of Medical Sciences. Agradecemos os participantes do estudo e suas familias.

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