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Tecido adiposo, hormônios metabólicos e exercício físico Academic research paper on "Educational sciences"

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{"Tecido adiposo" / Citoquinas / "Exercício físico" / Hormônios / "Tecido adiposo" / Citoquinas / "Exercício físico" / Hormônios / "Adipose tissue" / Cytokines / "Physical exercise" / Hormones}

Abstract of research paper on Educational sciences, author of scientific article — G. Rosa, D.B. Mello, M.S.R. Fortes, E.H.M. Dantas

Resumo Objetivo Devido ao fato de produzir e secretar diversas substâncias bioativas, foi conferido ao tecido adiposo o papel de órgão endócrino. Objetivo, realizar uma revisão sobre esse papel atribuído ao tecido adiposo através da produção das citoquinas/adipocitoquinas, sobre a grelina em seu papel de hormônio metabólico, além do comportamento dessas substâncias em resposta ao exercício físico agudo e crônico com diferentes características. Método Foram selecionados artigos científicos publicados em revistas indexadas nas bases PubMed, SciELO e Scholar Google correlacionando as seguintes palavras chave: tecido adiposo, citoquinas, adipocitoquinas, leptina, adiponectina, grelina, fator de necrose tumoral – α (TNF-α), exercício físico, exercício aeróbico, exercício de força e hormônios. Resultados Os estudos analisados sugerem efeitos positivos do exercício físico com distintas características sobre as variáveis analisadas. Conclusão Os dados obtidos no presente estudo evidenciam a importância de um estilo de vida fisicamente ativo. Abstract Objective Due the fact of to produce and to secret several bioactive substances, was given to adipose tissue the role of endocrine organ. The aim of this study was to realize a review about this role of the adipose tissue through the production of cytokines/adipocytokines, about the ghrelin and its role of metabolic hormone, in addition to the response of these substances to acute and chronic physical exercise with distinct characteristics. Method Were selected articles published at journals indexed in the basis PubMed, SciELO and Scholar Google correlating the key words: adipose tissue, cytokines, adipocytokines, leptin, adiponectin, ghrelin, tumoral necrosis factor – α (TNF-α), physical exercise, aerobic exercise, strength exercise and hormones. Results The studies suggest positive effects of physical exercise with distinct characteristics on the analyzed variables Conclusion The obtained data show the importance of an active life style.

Academic research paper on topic "Tecido adiposo, hormônios metabólicos e exercício físico"

Rev Andal Med Deporte. 2013;6(2):78-84

ELSEVIER DOYMA

Revista Andaluza de

Medicina del Deporte

Rev Andal Med Deporte. 2013;6(2):78-84 www.elsevier.es/ramd

Medicina de] Deporte

Revisión

ARTICULO EN PORTUGUES

Tecido adiposo, hormônios metabólicos e exercício físico

G. Rosaab , D. B. Melloac , M. S. R. Fortesd e E. H. M. Dantasa

"Laboratorio de Biociências da Motricidade Humana (LABÍMH). Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNÍRÍO). Río de Janeiro. Brasil.

bDepartamento de Educaçao Física e Desportos. Universidade Federal Fluminense - UFF - Niterói. Brasil.

cEscola de Educaçao Física do Exército - EsEFEx/EB. Río de Janeiro. Brasil.

dlnstituto de Pesquisa da Capacitaçao Física do Exército. ¡PCFEx/EB. Río de Janeiro. Brasil.

RESUMEN

Historia del artículo: Recibido el 11 de julio de 2012 Aceptado el 11 de octubre de 2012

Palavras-chave: Tecido adiposo. Citoquinas. Exercício físico. Hormônios.

Tejido adiposo, hormonas metabólicas y ejercicio físico

Objetivo. Debido a que producen y secretan diversas sustancias bioactivas, se le dio la función de órgano endocrino al tejido adiposo. El objetivo de este estudio fue hacer una revisión de este papel del tejido adiposo a través de la producción de citocinas/adipoquinas, sobre el papel de la grelina como hormona meta-bólica, y el comportamiento de estas sustancias en respuesta al ejercicio agudo y crónico con características diferentes.

Método. Se seleccionaron los artículos científicos publicados en revistas indexadas en PubMed, Google Scholar y SciELO correlacionando las siguientes palabras clave: tejido adiposo, citocinas, adipoquinas, lep-tina, adiponectina, ghrelina, factor de necrosis tumoral alfa (TNF-a), ejercicio, ejercicio aeróbico, ejercicio de fuerza y hormonas.

Resultados. Los estudios sugieren efectos positivos del ejercicio físico sobre las variables analizadas. Conclusión. Se evidencia la importancia de un estilo de vida activo.

© 2013 Revista Andaluza de Medicina del Deporte.

ABSTRACT

Key words: Adipose tissue. Cytokines. Physical exercise. Hormones.

Adipose tissue, metabolic hormones and physical exercise

Objective. Due the fact of to produce and to secret several bioactive substances, was given to adipose tissue the role of endocrine organ. The aim of this study was to realize a review about this role of the adipose tissue through the production of cytokines/adipocytokines, about the ghrelin and its role of metabolic hormone, in addition to the response of these substances to acute and chronic physical exercise with distinct characteristics.

Method. Were selected articles published at journals indexed in the basis PubMed, SciELO and Scholar Google correlating the key words: adipose tissue, cytokines, adipocytokines, leptin, adiponectin, ghrelin, tumoral necrosis factor - a (TNF-a), physical exercise, aerobic exercise, strength exercise and hormones. Results. The studies suggest positive effects of physical exercise with distinct characteristics on the analyzed variables

Conclusion. The obtained data show the importance of an active life style.

© 2013 Revista Andaluza de Medicina del Deporte.

Correspondencia: G. Rosa.

Rua Piraquara, n° 879. Realengo. Rio de Janeiro - RJ. CEP: 21755-270 £-mail:grfitness@hotmail.com

INTRODUJO

Devido ao aumento da epidemia de sobrepeso e obesidade1, caracterizados por aumento excessivo na quantidade de gordura corporal2, estu-dos3-8 que analisam o tecido adiposo e suas fun^oes sao realizados.

Observado apenas como tecido armazenador de gordura durante muitos anos7, foi conferida na última década ao tecido adiposo a fun^ao de órgao endocrino34. Tal papel foi atribuido a este tecido devido a sua capacidade de produzir e secretar diversas substancias bioativas, como a leptina, a adiponectina, e o fator de necrose tumoral - a (TNF-a)3-5. Estas substancias sao conhecidas como citoquinas ou adipocitoquinas5.

A grelina é um hormonio9 que, apesar de nao ser secretada pelo tecido adiposo e consequentemente nao ser classificada como adipocitoqui-na, apresenta um papel fundamental no metabolismo energético atra-vés da indujo da ingestao alimentar, da redujo no gasto metabólico e da obesidade10.

As adipocitoquinas desempenham um papel ativo no balando energético e, além disso, estao direta ou indiretamente relacionadas com processos que contribuem para o desenvolvimento de aterosclerose, hi-pertensao arterial, diabetes do tipo 2 e dislipidemias3,5,11.

O conhecimento a respeito da a^ao endocrina do tecido adiposo, bem como dos efeitos do exercicio fisico sobre as adipocitoquinas, é de fundamental importancia no contexto de que sejam buscadas novas estra-tégias de prevengo e tratamento do sobrepeso, da obesidade e da sindrome metabólica.

Assim, o objetivo do presente estudo foi realizar uma revisao sobre o papel do tecido adiposo com órgao endocrino através da produjo das citoquinas/adipocitoquinas, a grelina em sua fun^ao de hormonio meta-bólico, além do comportamento das mesmas em resposta ao exercicio fisico agudo e cronico com diferentes caracteristicas.

MÉTODOS

Os artigos utilizados na pesquisa foram selecionados ñas bases de dados full text: PubMed, SciELO e Scholar Google, através da busca por "tecido adiposo, citoquinas, adipocitoquinas, leptina, adiponectina, grelina, fator de necrose tumoral - a (TNF-a), exercício físico, exercício aeróbico, exer-cício de força e hormônios". Encontrou-se, no total, 626 referencias.

Como critérios de inclusao foram consideradas quaisquer formas de vinculaçao de conhecimento (artigo, livro, CD-Rom, hipertexto) que contemplasse o conteúdo selecionado, que contivesse os descritores de-sejados e que possuíssem conteúdo científico consistente; e como crité-rio de exclusao, as fontes que nao permitissem a aplicaçao integral do método escolhido, por nao possuírem os fatores de avaliaçao de qualida-de determinados.

Após a aplicaçao dos critérios de inclusao e exclusao citados chegou--se a 80 referencias.

DESENVOLVIMENTO Leptina

A leptina, cujo nome é derivado da palavra "leptos" que em grego significa "magro"12, é um hormonio que vem sendo alvo de investigares7. Seu principal sitio de produjo é o tecido adiposo branco, porém já foi

observada sua expressao em outros tecidos, como o estomago, a placenta, a glandula mamária e o tecido muscular51314. Popularmente conhecida como hormonio da saciedade, a leptina re-cebeu esta atribuido devido a sua fun^ao de a^ao hipotalamica e como sinal aferente da regulado do peso corporal5. Esse hormonio sinaliza o hipotálamo a respeito das reservas energéticas, modulando o funcionamento dos eixos hormonais que envolvam o hipotálamo e a hipófise13.

Com o objetivo de regular o apetite e o gasto energético, e agindo através de receptores específicos, a leptina modifica a expressao e a ati-vidade de inúmeros peptideos hipotalamicos15. Tais receptores se apre-sentam em cinco isoformas distintas: o receptor longo (Ob-Rb), os receptores curtos (Ob-Ra, c e d), além do receptor solúvel (Ob-Re).

O receptor longo é expresso em algumas regioes do cérebro e responde as a^oes centrais da leptina. Já a isoforma curta do receptor (Ob-Ra) é amplamente distribuida nos diferentes tecidos corporais13,14.

Uma muta^ao nos receptores da leptina tem sido descrita e caracterizada pela produjo de hiperfagia e obesidade. Afirma-se que ratos obesos e diabéticos produziam leptina, mas possuiam uma insensibili-dade hipotalamica aos seus efeitos, ou seja, um modelo de resistencia a leptina16.

Nos seres humanos o modelo de resistencia a leptina seria muito pre-valente6. Tem sido sugerido que a obesidade ocorre porque, depois de certos niveis de leptina, o sistema de transporte hematoencefálico fica saturado ou desenvolve uma alterado em seus receptores no plexo co-

róide17.

Perante este estado de resistencia é que a grande maioria das pessoas obesas tem um apetite excessivo, apesar de ter um excesso de leptina, ou seja, o hormonio que envia informales nao é registrado pelo cérebro para que este possa produzir uma diminuido em sua resposta16-18.

Alguns fatores parecem exercer influencia sobre os niveis plasmáticos deste hormonio, como por exemplo, a atividade simpática15.

A ativa^ao do sistema nervoso simpático (SNS) por intermédio dos adreno-receptores 0-3 em modelos animais leva a uma diminuido da expressao do gene da leptina19. Devido a seu controle sobre a lipólise no tecido adiposo branco é razoável supor que a ativa^ao do SNS tenha uma participado primordial na queda das concentrares de leptina durante o jejum15.

Além da atividade simpática, os niveis da leptina podem ser influenciados pelos glicorticóides, insulina, jejum, alterares no peso corporal e no balando energético e o exercício físico15.

Leptina e exercício físico

A relajo entre a leptina e o exercício físico é descrita na literatura. A revisao de Benatti20 contemplou alguns estudos que foram realizados para a verificado dos efeitos do exercício moderado prolongado (aeróbico) agudo e cronico sobre as concentrares de leptina.

Concluiu-se que de forma aguda, o desequilíbrio energético induzido pelo esfor^o físico parece ser essencial para possíveis alterares nas concentrares de leptina. Já cronicamente, o treinamento físico aeróbio nao apenas tem efeitos na composi^ao corporal, mas também na regulado hormonal, os quais sao fatores que influenciam diretamente a expressao e concentrado desse hormonio.

Sao recomendados ainda, devido aos resultados conflitantes relatados, estudos futuros devido a importancia do conhecimento sobre a lep-tina e sua resposta ao exercício físico.

A revisao de Mota9 teve como objetivo abordar os conhecimentos mais recentes sobre a leptina, a ghrelina e o papel dos diferentes tipos de exercício físico sobre estes hormônios.

Quanto aos exercícios aeróbicos, o autor relata que até o momento nao existem resultados conclusivos em relaçao aos seus efeitos sobre os níveis plasmáticos de leptina em humanos. Em relaçao aos exercícios de força, os estudos mostram que os níveis da variável parecem nao ser influenciados por esse tipo de exercício, independentemente do protocolo empregado.

Em pesquisa experimental realizada com camundongos, Flores21 mostrou que infusoes de leptina reduziram a ingestao alimentar em ca-mundongos exercitados em maior taxa do que os animais controle. Além disso, relata que o exercício foi associado a um notável aumento da fosforilaçao/atividade de diversas proteínas que estao envolvidas no si-nal da leptina no hipotálamo.

Assim, conclui que a hipótese de que açoes de exercício que supri-mam o apetite possam ser mediadas pelo hipotálamo.

Ozcelik22 realizou um estudo com objetivo de investigar os efeitos de diferentes protocolos de reduçao de peso corporal sobre os níveis de leptina em mulheres obesas. Vinte e quatro voluntárias foram divididas em três grupos que participaram da intervençao durante 12 semanas. Os grupos foram divididos de acordo com os protocolos de reduçao do peso, da seguinte forma: grupo Orlistat, grupo exercício físico, grupo exercício físico aeróbico + Orlistat.

Houve reduçao significativa nos níveis de leptina nos sujeitos de todos os grupos, com resultados mais expressivos no grupo exercício físico aeróbico + Orlistat. Dessa forma, a combinaçao de farmacoterapia com o exercício físico aeróbico produziu reduçao nos níveis de leptina.

A pesquisa de Kondo23 analisou possíveis efeitos do exercício aeróbi-co sobre o nível circulante de adipocitoquinas, dentre elas a leptina. Como resultado, houve uma reduçao nos níveis das variáveis, tendo a leptina uma queda de 25% em resposta ao exercício aeróbico com 30 minutos de duraçao, em cinco dias na semana por sete meses e com in-tensidade em torno de 60 - 70% da FC de reserva.

Zoladz24 realizou um estudo com a hipótese de que alteraçoes nas concentraçoes plasmáticas de leptina e grelina induzidas pelo jejum ou pelo exercício, podem influenciar as respostas cardiovasculares.

Foram realizados testes em cicloergômetro em oito voluntários nao fumantes. Os sujeitos realizaram testes em duas diferentes condiçoes. Para ambos houve incremento de 30W na carga a cada três minutos. O primeiro teste, com os indivíduos alimentados, consistiu em pedalar até a exaustao. O segundo teste, aproximadamente uma semana depois, com os indivíduos em jejum, consistiu em pedalar até alcançar a carga de 150W.

Os resultados dessa pesquisa demonstram que, em repouso, as con-centraçoes de leptina no estado alimentado nao apresentaram diferença significativa em relaçao aos níveis da mesma variável no estado de je-jum, e que o incremento de carga em ambos os estados nao causou qualquer alteraçao nas concentraçoes de leptina em relaçao aos níveis de repouso.

O estudo conduzido por Zafeiridis25 objetivou examinar os efeitos agudos de diferentes protocolos de treinamento de força sobre os níveis séricos de leptina.

Para isso, o grupo de dez voluntários do sexo masculino realizou os seguintes protocolos de treinamento: força muscular (F) 4 X 10 com 88% 1RM e três minutos de intervalo entre as séries, hipertrofia muscular (H) 4 X 10 com 75 % 1RM com dois minutos de intervalo entre as séries, re-sistência muscular (R) 4 X 15 com 60 % 1RM com um minuto de interva-

lo entre as séries, e uma sessao controle. As amostras sanguíneas foram coletadas antes, imediatamente após o exercício e após trinta minutos de recuperaçao.

Houve reduçao nos níveis de leptina após os protocolos F e H comparados aos valores pré exercício. Nao houve diferença nos níveis da variável após o protocolo R e após a sessao controle. Durante o período de recuperaçao os valores da leptina continuaram a apresentar reduçao significativa em todos os protocolos, contudo, nao foram observadas di-ferenças entre os protocolos.

Em conclusao o autor afirma que os protocolos utilizados nao resul-taram em alteraçoes agudas nos níveis da leptina. Entretanto, ressalta que os efeitos tardios causados pelas sessoes de exercício sobre a variá-vel devem ser considerados.

Ishigaki26 verificou os níveis de leptina em treze corredores de elite do sexo masculino após treinamento de alta intensidade. Foram coleta-das amostras sanguíneas antes e após oito dias de treinamento, nos quais os sujeitos completaram ao final uma média de 284 Km. Nao foram observadas alteraçoes significativas nos níveis da variável após o período de treinamento.

Klimcakova27 realizou um estudo que analisou os níveis plasmáticos de leptina em resposta ao treinamento de força. O programa de treina-mento, que foi realizado por três meses, consistiu em uma série de doze a quinze repetiçoes com intensidade de 60 - 70% de 1RM para cada um dos dezessete exercícios escolhidos. O número de séries por exercício foi adaptado de acordo com a progressao da aptidao dos sujeitos. Seus resultados apontam uma reduçao de 21% na concentraçao plasmática de leptina em 19 sujeitos dos 20 que compuseram a amostra do estudo.

Rosa et. al28 observaram reduçao significativa nos níveis séricos de leptina após uma única sessao de exercício aeróbico (ciclismo indoor) combinado com exercício de força. Essa combinaçao é denominada trei-namento concorrente29.

O estudo de Rosa et al.30 analisou o efeito de distintas ordens de exe-cuçao do treinamento concorrente sobre as concentraçoes de leptina. Os resultados demonstraram que houve reduçao nos níveis da variável tanto na sessao em que o exercício aeróbico precedeu o exercício de força, como na sessao na qual o exercício de força foi seguido pelo exercício aeróbico. Assim, conclui-se que a ordem de execuçao do treinamento concorrente nao altera o comportamento da leptina em resposta ao exercício físico.

Para Rosa et. al31 os efeitos do treinamento concorrente sobre as con-centraçoes da leptina parecem ser dependentes da intensidade, visto que em seu estudo, apenas o grupo que se exercitou com intensidade elevada demonstrou reduçao significativa nos níveis da variável. O grupo que se exercitou com intensidade moderada nao demonstrou altera-çoes nos níveis de leptina.

Adiponectina

A adiponectina é um hormônio secretado especificamente nos adipóci-tos que está envolvido na regulaçao da glicose, no metabolismo dos ácidos graxos32, e na proteçao das paredes arteriais contra a arteriosclero-se33. Além disso, baixos níveis de adiponectina estao associados à resistência à insulina e ao cáncer de mama34, visto que este hormônio pode controlar diretamente o crescimento da célula cancerosa35.

A adiponectina também é conhecida como Acrp30, adipQ, apM1 e GBP2836, e devido à sua importância no processo de modulaçao do metabolismo da glicose por seu efeito sobre a sensibilidade à insulina, po-de-se afirmar que a mesma é um hormônio chave na ligaçao entre o te-

cido adiposo e o metabolismo corporal da glicose37, no entanto, o mecanismo exato pelo qual este hormônio exerce efeitos benéficos em relaçao à tolerancia à glicose em humanos continua a ser investigado38.

Em contraste com outras moléculas derivadas dos adipócitos, a adi-ponectina parece exercer também propriedades anti-inflamatórias, já que esta é considerada um fator importante na patogênese das doenças metabólicas39, devido aos seus efeitos anti-aterogênicos, anti-diabéticos e antiinflamatórios40. Indivíduos com concentraçoes mais altas de adi-ponectina apresentam menor de risco de doenças cardiovasculares e metabólicas41.

No estudo de Engeli36, valores reduzidos nos níveis de adiponectina foram associados a níveis elevados de hs-CRP e IL-6, dois mediadores de inflamaçao e marcadores de risco cardiovascular aumentado.

Baixos níveis séricos de adiponectina também estao associados à obesidade34 e à sindrome metabólica37, nesse sentido, intervençoes que objetivem a reduçao de peso e que promovam aumento nos níveis de adiponectina sao particularmente importantes42.

O estudo de Shahar43 afirma que existe correlaçao inversa entre o peso corporal e os níveis de adiponectina. Demonstra ainda que indiví-duos engajados em exercício físico possuem níveis mais elevados de adiponectina quando comparados a indivíduos sedentários.

Corroborando com tais dados, Martinez et al.44 afirmam que sujeitos com melhor condicionamento cardiorrespiratório e com estado nutricio-nal normal parecem apresentar níveis mais saudáveis de adiponectina.

Adiponectina e exercício físico

Dentre as intervençoes capazes de provocar alteraçoes nas concentraçoes de adiponectina, sao observados o exercício aeróbico e o exercício de força42.

Lim45 observou que houve aumento nos níveis séricos de adiponecti-na dos sujeitos de sua amostra após dez semanas de exercício aeróbico realizado três vezes por semana, durante sessenta minutos e com inten-sidade de 70% da capacidade respiratória. Tais aumentos nos níveis des-ta variável foram acompanhados por melhoras na sensibilidade à insulina, concluindo assim, que o mecanismo que envolve os efeitos do exercício físico e a sensibilidade à insulina, também está relacionado com a adiponectina.

Blüher46 observou o comportamento da adiponectina em resposta a exercício aeróbico com características similares às do estudo descrito anteriormente quanto à freqüéncia semanal (três dias) e duraçao das sessoes (60 min), no entanto, seu período de intervençao durou apenas quatro semanas. O autor conclui que a intervençao com exercício aeró-bico resultou em aumento tanto nos níveis séricos do hormônio, quanto na expressao de seus receptores, e que tais alteraçoes podem mediar os efeitos benéficos do exercício sobre a resistência à insulina, a glicemia e a lipidemia.

O estudo de Ferguson47 teve como objetivo analisar os níveis de adi-ponectina após uma sessao de exercício aeróbico realizado em cicloer-gômetro durante 60 minutos e intensidade de 65% do VO2Máx. Nao houve alteraçoes significativas nas concentraçoes da variável analisada. Estes dados podem ser explicados pela ausência de alteraçoes no peso corporal dos sujeitos após uma única sessao de exercício, haja vista que altera-çoes nas concentraçoes de adiponectina estao diretamente relacionadas à reduçao do peso corporal.

Em contrapartida, Jürimae48 observou aumento significativo nos ní-veis séricos de adiponectina após uma única sessao de exercício de remo com duraçao aproximada de vinte minutos. Houve aumento significati-

vo nos níveis da variável tanto imediatamente após a sessao de exercí-cio, quanto ao final de trinta minutos de recuperaçao pós exercício.

Fatouros49 utilizou programas de exercício de força com intensidades distintas para avaliar, dentre outras variáveis, o comportamento da adi-ponectina. O autor observou que o exercício de força pode ser um trata-mento efetivo no controle metabólico e do peso corporal. No entanto, as alteraçoes nas concentraçoes do hormônio provocadas pelo exercício de força parecem ser dependentes da intensidade dos mesmos, já que apenas o grupo que foi submetido ao treinamento com intensidade elevada demonstrou aumento nos níveis séricos da adiponectina.

A pesquisa de Brooks50 analisou o comportamento dos níveis séricos de adiponectina após 16 semanas de exercício de força. As sessoes ti-nham duraçao de 35 minutos e eram realizadas três vezes por semana com intensidade variando entre 60% e 80% de 1 repetiçao máxima. Após o período de intervençao, foi observado aumento nas concentraçoes da variável nos sujeitos do grupo experimental quando comparados aos do grupo controle. Tais achados demonstram que o exercício de força se mostrou eficaz em promover aumento nas concentraçoes de adiponec-tina, melhorando dessa forma o controle metabólico devido ao aumento da sensibilidade à insulina.

Fatouros51 investigou o efeito de seis meses de um protocolo de trei-namento de força com dez exercícios, realizado três vezes por semana sobre os níveis séricos de adiponectina. Após o período de intervençao, foi observado aumento significativo nas concentraçoes da variável investigada. Tais aumentos permaneceram após um período de seis meses de destreinamento que ocorreu ao final do período de intervençao.

O estudo de Klimcacova27 teve como objetivo analisar se o aumento da sensibilidade à insulina provocado pelo exercício de força estava as-sociado a alteraçoes nos níveis de citoquinas como a adiponectina. Após doze semanas de intervençao, nao houve alteraçoes significativas nas concentraçoes de adiponectina, no entanto, os efeitos benéficos do exer-cício sobre a sensibilidade a insulina foram evidentes.

Em discordancia de publicaçoes anteriores, o autor conclui que cito-quinas como a adiponectina nao sao mediadoras do aumento da sensi-bilidade à insulina provocada pelo exercício de força.

Grelina

A grelina é um hormônio que atua no sistema nervoso central sinalizan-do a necessidade de ingerir alimentos9, apresentando níveis elevados após o jejum e diminuídos após as refeiçoes52. É sintetizada principalmente pelas células da camada mucosa da regiao fúndica do estômago, contudo, uma proporçao menor é sintetizada no hipotálamo, duodeno, coraçao, rins e nos pulmoes53.

Os principais fatores que promovem a produçao de grelina sao o je-jum, a hipoglicemia, e níveis elevados de leptina, enquanto que seus principais fatores de inibiçao sao a ingestao alimentar, a hiperglicemia e a obesidade52.

Ao se estudar o papel da grelina no metabolismo energético, obser-va-se que a administraçao da mesma induz ao comportamento de inges-tao alimentar, reduçao no gasto metabólico e obesidade10. Em humanos, os níveis plasmáticos de grelina sao baixos em sujeitos obesos quando comparados com sujeitos magros54.

Gil-Campos52 afirma que a regulaçao do peso corporal através da grelina é alcançada através de complexas vias hormonais e neuroendócri-nas, nas quais sao envolvidos como elementos críticos dessa regulaçao, alguns hormônios secretados em proporçao à adiposidade corporal, como a leptina e a adiponectina.

Além de seu papel metabólico de estímulo à ingestao alimentar, a grelina é um poderoso estimulador da liberaçao do hormônio de cresci-mento (GH), agindo diretamente nos somatotrófos hipofisários e indire-tamente nos neurônios secretores de GHRH do núcleo arqueado do hi-potálamo9. Sabe-se que sujeitos obesos possuem baixa secreçao de GH e grelina, e que a administraçao exógena de grelina nestes indivíduos nao altera essa situaçao9.

Grelina e exercício físico

O comportamento dos níveis de grelina em resposta a distintos protocolos de exercícios aeróbicos e de força é abordado em algumas publica-çoes.

Dall55 nao observou qualquer alteraçao nos níveis de plasmáticos de grelina após uma sessao de exercício submáximo predominantemente aeróbico. Tal fato ocorreu tanto nos indivíduos do grupo experimental quanto naqueles do grupo controle.

Em seu estudo, Morpurgo56 submeteu indivíduos obesos a um programa de reduçao ponderal com duraçao de três semanas. Os sujeitos passaram por restriçao calórica, exercícios físicos, aconselhamento psicológico e educaçao nutricional. Ao final do período de intervençao, ape-sar de os obesos reduzirem o peso corporal e o IMC, nenhuma alteraçao ocorreu com relaçao aos níveis de grelina.

Jürimae57 observou aumento significativo nos níveis séricos de greli-na após uma única sessao de exercício de remo com intensidade máxima, no entanto, após um período de trinta minutos de recuperaçao pós exercício, as concentraçoes de grelina nao apresentaram diferença significativa em relaçao aos valores de repouso. Os resultados sugerem que o balanço energético negativo provocado por uma sessao de exercício máximo, causa na grelina uma resposta metabólica específica de curto pra-zo.

Schmidt58 analisou os efeitos de exercício aeróbico, realizado em dias distintos em esteira rolante com aumento gradativo da intensidade. Os sujeitos foram submetidos a 40 minutos com intensidade de 50% do VO2máx no primeiro dia, e 20 minutos com intensidade de 70% do VO2máx no segundo dia, e 20 minutos com intensidade de 90% do VO2máx no último dia da intervençao. O autor observou que nenhum dos protocolos utilizados foi capaz de causar alteraçoes nas concentraçoes de grelina.

A pesquisa de Foster-Schubert59 demonstrou que após um programa de exercícios com duraçao de 12 meses, os níveis séricos de grelina au-mentaram significativamente nos indivíduos que reduziram o peso corporal sem qualquer tipo de reduçao da ingestao calórica.

Ebal60 observou que um protocolo de cinco semanas de exercícios de força com intensidade moderada foi capaz de causar reduçao nos níveis de grelina, causando dessa forma reduçao de 6,4% no peso corporal e de 11% na ingestao alimentar da amostra após o período de intervençao.

Em estudo com nadadores, King61 submeteu os sujeitos a 60 minutos de nataçao e imediatamente após, a seis horas de repouso. Após o exercício, apetite e os níveis de grelina foram monitorados a cada 30 minutos e a cada 60 minutos respectivamente. O autor observou que durante o exer-cício o apetite foi suprimido e que aumentou nas horas de repouso. Quan-to à grelina, houve reduçao durante o exercício, no entanto, a mesma se mostrou resistente a alteraçoes nas horas de repouso subsequentes.

A pesquisa conduzida por Jones62 contou com protocolo de oito meses de exercícios aeróbicos, com frequência semanal de três dias, aproximadamente uma hora de duraçao e intensidade em torno de 60 - 85% do VO2máx. Após esse período, o autor nao observou alteraçoes significativas nas concentraçoes plasmáticas de grelina dos indivíduos.

Zoladz24 nao observou alteraçoes significativas nas concentraçoes de grelina quando comparadas ao estado de repouso após um teste máximo realizado em cicloergômetro com incremento de 30 W na carga de trabalho a cada três minutos e conduzido até a exaustao.

O estudo de Ravussin63 contou com cem dias de experimento, com sessoes de exercício sendo realizadas em bicicleta ergométrica por duas vezes ao dia com intençao de provocar desequilíbrio energético. No en-tanto, seus dados demonstram que tal protocolo de exercícios nao foi capaz de provocar alteraçoes significativas nos níveis plasmáticos de grelina de doze pares de irmaos gêmeos.

Fator de necrose tumoral-a.

O TNF-a é uma citoquina pró-inflamatória produzida pelo tecido adiposo que se encontra entre as mais estudadas64. Está envolvida com a regu-laçao metabólica, fisiológica e imunológica neste tecido e, além disso, desempenha um papel fundamental na produçao de outras citoquinas como a IL-10 e a leptina65.

Grunfeld66 aponta conexao entre a expressao de grandes quantida-des de TNF-a pelos macrófagos com a caquexia, o cáncer e a AIDS devido a suas diversas açoes catabólicas. A tais açoes podem ser adicionadas a diminuiçao da atividade da lipase lipoproteica (LLP), diminuiçao da ex-pressao do transportador Glut4, e aumento da lipólise, sugerindo aumento da atividade da lipase sensível a hormônios (LSH)67.

Apesar de ser conhecido por estar envolvido criticamente na regula-çao de fenômenos inflamatórios e auto-imunes68, e de ser produzido em resposta a vários estímulos, principalmente dos macrófagos e das células T69, a associaçao com a resistência à insulina quando o TNF-a é excessiva-mente expressado no tecido adiposo de indivíduos obesos já foi descrita67.

Coppak65 afirma que existe um consenso geral de que os níveis de TNF-a se apresentam elevados em indivíduos obesos, e sugere que a dis-tribuiçao do tecido adiposo parece interferir na expressao desta citoqui-na, fazendo a mesma ser produzida em maior extensao pelo tecido adiposo subcutáneo.

Além disso, o estudo de Saghizadeh67 observou a expressao de TNF-a no tecido muscular humano, sugerindo assim, um mecanismo alternativo pelo qual esta citoquina desempenha funçao na resistência à insulina.

TNF-a e exercício físico

As citoquinas desempenham um papel central iniciando as respostas inflamatórias70, contudo, o interesse da comunidade científica em rela-çao ao estudo dos efeitos do exercício físico sobre processos inflamató-rios aumentou desde que foi descoberta a produçao de citoquinas pelo tecido muscular humano71.

Segundo Petersen72, parece nao haver aumento nas concentraçoes de TNF-a após o exercício físico, a menos que o mesmo se apresente em características de alta intensidade.

Para Rosa Neto73, o exercício exaustivo agudo induz uma resposta pró-inflamatória do tecido adiposo, aumentando os níveis de TNF-a, mas de acordo com Calle71, parece haver diferença nas respostas fisiológicas e de produçao de citoquinas entre o exercício aeróbico e o exercício de força.

O estudo de Ogawa74 demonstrou que além de causar melhorias no volume muscular, doze semanas de exercício de força de intensidade moderada, realizado pelo menos uma vez por semana, foram suficientes para causar reduçao significativa nos níveis de TNF-a dos sujeitos de sua amostra.

O estudo de Gokhale75 utilizou protocolo de exercicio extenuante para comparar as respostas de TNF-а de individuos atletas e nao atletas. Foi observado que a magnitude das respostas da variável foi atenuada apenas nos individuos atletas após uma única sessao de exercicios.

A investigaçao conduzida por Calle76 demonstrou que um teste agudo de força em adultos jovens, composto por seis séries de dez repeti-çoes, com intensidade de 75% de 1RM para o exercício de agachamento, executado após nove meses de exercicio de força realizado tres vezes por semana, foi capaz de gerar reduçao nas respostas plasmáticas de TNF-а.

A pesquisa de Stewart77 analisou o comportamento dos niveis de TNF-а de individuos treinados e nao treinados em resposta a doze semanas de exercicio de força, realizado tres vezes por semana, com intensi-dade entre 70 - 80% de 1RM. Após o periodo de intervençao, nao houve alteraçoes significativas nos niveis plasmáticos desta citoquina.

Henagan78 nao observou alteraçoes significativas nos níveis de TNF-а após doze semanas de exercicio de força, realizado por individuos obesos de ambos os sexos, com freqüencia semanal de tres vezes. Tais resultados foram semelhantes entre o grupo experimental e o grupo controle.

O estudo de Lira79 demonstrou que nao houve alteraçoes significativas nas concentraçoes plasmáticas de TNF-а em resposta a onze semanas de exercício aeróbico realizado em esteira rolante em quatro diferentes grupos: controle, treinados, em estado de overtraining e recuperados de overtraining.

Em sua pesquisa, Sallan80 analisou os efeitos de um protocolo de seis semanas de exercício aeróbico com intensidade moderada sobre as concentraçoes plasmáticas de TNF-а. O autor nao observou diferenças significativas no comportamento da variável analisada após o periodo de in-tervençao.

Os efeitos do exercício físico sobre as variáveis estudadas sao particulares a cada uma delas. Os estudos demonstram alteraçoes significativas nas concentraçoes séricas de leptina após protocolos de exercicios aeró-bicos e de força, além da combinaçao de ambos. No entanto, o compor-tamento da variável diverge entre os estudos dependendo do protocolo utilizado, apresentando aumento, reduçao, ou mesmo nenhuma altera-çao em seus niveis.

Quanto à adiponectina, é possivel observar na maioria dos estudos que o exercicio fisico aeróbico ou de força nao provoca nenhuma altera-çao ou provoca aumento nos níveis séricos desta variável, o que seria positivo devido às características dessa substancia.

Os dados descritos na literatura também sao divergentes quanto à resposta da grelina para exercicios aeróbicos ou de força, no entanto, pode-se observar que existe tendencia a nenhuma alteraçao nos niveis da variável após diferentes protocolos de exercicios fisicos.

Em relaçao ao TNF-а, os dados apresentados pela literatura disponivel apresentam divergencias quanto ao comportamento dos níveis da referida variável em resposta ao exercicio fisico com caracteristicas distintas. Os estudos relatam basicamente reduçao ou nenhuma alteraçao nas con-centraçoes desta adipocitoquina após protocolos agudos e crônicos.

RECOMENDAÇÔES FINAIS

Apesar da divergencia entre os dados obtidos na literatura utilizada, os mesmos sugerem efeitos positivos de distintas modalidades de exercicio fisico sobre as variáveis analisadas, evidenciando a importancia de um estilo de vida ativo.

CONFLICTO DE INTERESSES

Los autores declaran que no tienen ningún conflito de interesses. RESUMO

Objetivo. Devido ao fato de produzir e secretar diversas substancias bioativas, foi conferido ao tecido adiposo o papel de órgao endocrino. Objetivo, realizar uma revisao sobre esse papel atribuido ao tecido adiposo através da produçao das citoquinas/adipocitoquinas, sobre a grelina em seu papel de hormônio me-tabólico, além do comportamento dessas substancias em resposta ao exercicio fisico agudo e crônico com diferentes caracteristicas.

Método. Foram selecionados artigos científicos publicados em revistas indexadas nas bases PubMed, SciELO e Scholar Google correlacionando as seguintes palavras chave: tecido adiposo, citoquinas, adipocitoquinas, leptina, adiponectina, grelina, fator de necrose tumoral - а (TNF-а), exercício físico, exercício aeróbico, exercicio de força e hormônios.

Resultados. Os estudos analisados sugerem efeitos positivos do exercicio fisico com distintas caracteristicas sobre as variáveis analisadas. Conclusäo. Os dados obtidos no presente estudo evidenciam a importancia de um estilo de vida fisicamente ativo.

Palavras-chave: Tecido adiposo. Citoquinas. Exercício físico. Hormônios.

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