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EXPLOSÃO DE CÓLON APÓS USO DE MANITOL PARA PREPARO DE COLONOSCOPIA: RELATO DE CASO Academic research paper on "Educational sciences"

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Journal of Coloproctology
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Academic research paper on topic "EXPLOSÃO DE CÓLON APÓS USO DE MANITOL PARA PREPARO DE COLONOSCOPIA: RELATO DE CASO"

jcoloproctol (rio j). 2017;37(S 1):51-72

complicagoes cirúrgicas. Feito novo US-3D após dois meses da cicatrizado, evidenciou fibrose no espaco interesfinctérico e no local do trajeto remanescente.

Conclusao: A técnica cirúrgica foi eficaz, neste caso, com a vantagem da preservado esfincteriana numa paciente do sexo feminino, jovem e fístula transesfinctérica anterior complexa.

CrossMark

https://doi.org/10.1016/j.jcol.2017.09.279 V4-38

TÉCNICA DE CROMOSCOPIA

Diogo Bicalho Silva, Rodrigo de Almeida Paiva, Rommel Ribeiro Lourenco Costa, Paola Stefania Costa Moncao Lima, Sillas Mourao Pinto, Antonio Lacerda Filho, Paulo Rocha Franca Neto

Hospital Felício Rocho, Belo Horizonte, MG, Brasil

A cromoscopia em colonoscopia consiste na aplicacao de agentes corantes que realcam a superficie da mucosa, o que permite melhor avaliacao durante a feitura da endoscopia e é uma maneira de melhorar a capacidade da colonoscopia na deteccao de pólipos, principalmente lesoes planas e LST ulceradas. Com o aprimoramento dos aparelhos de colonoscopia, é possível fazer a cromoscopia eletronica, com filtros de luz (NBI), que permitem uma observacao semelhante a cromos-copia convencional sem a necessidade de corantes, porém sao de custo elevado, nao sao disponíveis a todos os servicios de colonoscopia. A cromoscopia com o uso de corantes é de fácil acesso, baixo custo e aumenta significativamente a qualidade do exame do ponto de vista diagnóstico. Dentre as técnicas usadas para a injecao dos corantes, destacamos o uso do cateter injetor e o cateter vaporizador, porém com aumento do tempo e dos custos a cada exame feito. Posiciona-se o cateter vaporizador a 2cm da extremidade do aparelho, mantém-se a insuflacao para que haja contato do corante em toda a circunferencia do cólon. Apresentamos neste vídeo a técnica de instilacao do corante pelo canal de trabalho do colonoscópio. Foi usado o corante índigo carmin, composto por um corante vegetal azul (índigo) e um agente vermelho (carmim). Corante de realce, nao absorvível e usado a 0,4%, 20 mL por paciente. Na técnica usada, após definida a área onde será feita a cro-moscopia, sao instilados cerca de 20 mL de índigo carmim com apenas auxílio de uma seringa descartável (60 mL) pelo canal de trabalho. Após a instilacao do corante, com a mesma seringa é instilado ar para que o corante atinja toda a parede do cólon. Os efeitos colaterais relatados sao muito raros, den-tre eles hipotensao leve e reacoes anafiláticas. A cromoscopia convencional feita com essa técnica é factível, segura e está acessível.

https://doi.org/10.1016/jocol.2017.09.280

CONVERSÁO DE MUCOSECTOMIA CONVENCIONAL PARA UNDERWATER EM RESSECCÁO COLÓNICA DIFÍCIL

Gustavo Kurachia, Doryane Maria dos Reis Limaa, Dayanne Alba Chiumentob, Ivan Roberto Bonotto Orsoa, Univaldo Etsuo Sagae a

a Gastroclínica Cascavel, Cascavel, PR, Brasil b Hospital Sao Lucas, Cascavel, PR, Brasil

Introdugao: A mucosectomia é um método muito bem esta-belecido para a resseccao de lesoes colonicas. Em alguns casos, a injecao submucosa pode dificultar ou até inviabilizar a captura de lesoes planas, faz com que a alca deslize sobre elas. Nessas situacoes, a técnica de resseccao underwater pode ser usada.

Descrigao: Durante colonoscopia para screening em paciente do sexo feminino, 59 anos, foi evidenciada uma lesao grande em cólon ascendente, próxima a válvula ileocecal. Procedeu-se a retirada da lesao, comecou-se com a técnica de mucosectomia convencional com injecao e resseccao em piecemeal. Porém, após a resseccao da maior parte da lesao, a base ficou plana, localizada atrás de uma prega e difícil de ser capturada devido ao deslizamento da alca sobre ela. Nesse momento o procedimento foi convertido para a técnica underwater, com aspiracao de todo o ar e infusao de água no ceco. Com essa técnica, a lesao foi totalmente ressecada. Restante da colonoscopia sem alteracoes, paciente com boa evolucao.

Discussao: A mucosectomia underwater é uma técnica descrita pelo Dr. Kenneth Binmoeller em 2012 para remocao de lesoes colorretais planas. Essa técnica foi desenvolvida a partir da observacao de que durante a imersao em água para fazer ecoendoscopia de lesoes precoces no cólon a mucosa e a sub-mucosa ficavam "boiando" enquanto a muscular própria se mantinha distendida. Devido a esse afastamento das camadas superficiais para longe da muscular própria, essas lesoes poderiam ser ressecadas sem a necessidade de injecao. Além disso, como a lesao fica "boiando", acaba facilitando a captura pela alca de polipectomia.

Conclusao: A mucosectomia underwater é uma técnica que pode facilitar a resseccao de algumas lesoes difíceis durante a colonoscopia.

https://doi.org/10.10167j.jcol.2017.09.281 V4-40

EXPLOSÁO DE CÓLON APÓS USO DE MANITOL PARA PREPARO DE COLONOSCOPIA: RELATO DE CASO

Gustavo Kurachia, Doryane Maria dos Reis Limaa, Mauro Willemann Bonattoa, Dayanne Alba Chiumentob, Karina Correa Ebrahimb,

Cross Marie

jcoloproctol (rio j). 2017;3 7(S 1):51-72

Barbara Pereira de Larab, Univaldo Etsuo Sagae a

a Gastroclínica Cascavel, Cascavel, PR, Brasil b Hospital Sao Lucas, Cascavel, PR, Brasil

Introdugao: A preparagao intestinal para colonoscopia é considerada um fator crucial, intimamente relacionado com a qualidade do procedimento. Para isso, sao usados vários agentes e técnicas de limpeza colonica. A explosao colonica durante colonoscopia, embora rara, é uma complicacao temida, relacionada ao acumulo de gás colonico em concentracoes explosivas durante o preparo intestinal.

Descrigao: Paciente do sexo masculino, 67 anos, encami-nhado para a feitura de colonoscopia com polipectomia por achado de pólipo em reto em colonoscopia prévia. Orientado a fazer o preparo para o exame com o protocolo de rotina do servico - manitol 20%, 500 mL via oral no dia anterior ao exame e 500 mL na manha do exame. Durante exame, cólon com preparo inadequado (presenca de residuos fecais), foi identificado pólipo em reto a 10 cm do bordo anal. Foi feita polipectomia em alca quando ocorreu explosao do cólon e o colonoscópio foi expulso do reto. Paciente manteve-se estável, foi levado ao centro cirúrgico imediatamente e feita videolaparoscopia com identificacao das perfuracoes, seguida de retossigmoidectomia, com resseccao de pólipo com margens livres. Paciente com boa evolucao após cirurgia, mantém seguimento no servico.

Discussao: Vários fatores somados culminam na fatalidade da explosao colonica durante colonoscopia. Dentre eles, pode--se citar a má preparacao do cólon antes do procedimento. Outro fator é a existencia dos gases hidrogenio e metano em concentracoes explosivas, 4% e 5% respectivamente. Esses gases sao produzidos pelas bactérias encontradas no lumen intestinal. Sugere-se que a degradacao bacteriana (pela E. coli) do manitol oral permite a producao de hidrogenio e metano, potencialmente explosivos.

Conclusao: A explosao de cólon durante colonoscopia é uma complicacao rara e com necessidade de cirurgia de ime-diato. Pode ocorrer devido ao acumulo de gases combustiveis em concentracoes explosivas.

https://doi.org/10.1016/jocol.2017.09.282 V4-41

CrossMark

TÉCNICA HÍBRIDA COMO OPCÁO A RESSECCÁO ENDOSCÓPICA DE PÓLIPOS COLÓNICOS

Rommel Costa, Rodrigo Paiva, Fábio Queiroz, Breno Costa, Diogo Silva, Sillas Mourao, Paola Lima

Hospital Felício Rocho, Belo Horizonte, MG, Brasil

A literatura relata que em 25% a 41% das colonoscopias sao identificados pólipos adenomatosos, desses, entre 2% e 5% apresentam focos de degeneracao maligna. A polipectomia diminui as taxas de incidencia e mortalidade por cáncer colorretal, a colectomia durante muito tempo foi a única opcao quando a técnica endoscópica nao era capaz de remover essas

lesoes. Diante disso, a colonoscopia assistida por laparoscopia emerge como opcao para resseccao de pólipos nao passiveis de resseccao endoscópica, particularmente quando sao grandes, planos ou estao atrás de pregas colonicas.

Objetivo: Apresentar video de um caso de resseccao de pólipo grande por técnica hibrida, a fim de difundir e levantar o debate para padronizacao dessa técnica.

Discussao: O video representa, em amostragem, a experiencia de tres casos, com colonoscopias completas prévias, que evidenciavam lesoes grandes em ceco; lesoes que foram tratadas endoscopicamente por técnica hibrida, foi feita endossutura e corrigida solucao de continuidade e liberacao de aderencias para completar o exame. A polipectomia endoscó-pica assistida por laparoscopia foi inicialmente relata por Beck e Karulf (1993) e facilita mobilizacao do cólon, liberacao de ade-rencias, que possam levar a angulacoes, dificulta a progressao do aparelho, além da assistencia a polipectomias de lesoes grandes. A técnica usa a insuflacao de CO2, que é rapidamente absorvido pelos tecidos, nao ocasiona distensao volumosa de alcas, que dificultam a abordagem laparoscópica.

Conclusao: As técnicas hibridas sao, de acordo com a literatura, opcoes viáveis a resseccao segmentar quando os métodos endoscópicos sao insuficientes no tratamento de pólipos.

https://doi.org/10.1016/j.jcol.2017.09.283 V4-42

CrossMark

PASSAGEM DE PRÓTESE COLÓNICA POR OBSTRUCÁO INTESTINAL DE ORIGEM NEOPLÁSICA

Doryane Maria dos Reis Limaa, Gustavo Kurachia, Dayanne Alba Chiumentob, Carlos Alberto de Carvalhoa, Barbara Pereira de Larab, Karina Correa Ebrahimb, Ivan Roberto Bonotto Orso a

a Hospital Sao Lucas, Cascavel, PR, Brasil b Gastroclínica Cascavel, Cascavel, PR, Brasil

Introducao: Como opcao ao tratamento cirúrgico nos casos de obstrucao intestinal, pode-se considerar o uso de stent metálico autoexpansivel. Seu uso é bem estabelecido nos casos de obstrucao neoplásica, é o tratamento de escolha nos casos de obstrucao com indicacao de tratamento paliativo. É também uma opcao válida a cirurgia para paliacao da obstrucao nos casos de doenca maligna extracolonica.

Descricao: Paciente do sexo masculino, 71 anos, diagnosticado com adenocarcinoma de cauda de páncreas em junho de 2016. Já no diagnóstico apresentava invasao esplenica e da flexura esplenica do cólon, metástase pulmonar e hepática, foi considerado como tratamento paliativo. Evoluiu com dispepsia e constipacao intestinal, apresentou em dezembro de 2016 quadro de suboclusao intestinal. Feita tomografia abdominal, evidenciou importante massa extrinseca que comprimia o cólon transverso e obstruia o lumen intestinal nesse ponto. Optou-se por passagem de stent metálico autoexpansivel no cólon. Paciente apresentou melhoria do quadro de suboclusao