Scholarly article on topic 'Efeitos das infusões de lidocaína e esmolol sobre as alterações hemodinâmicas, necessidade de analgésicos e recuperação após colecistectomia laparoscópica'

Efeitos das infusões de lidocaína e esmolol sobre as alterações hemodinâmicas, necessidade de analgésicos e recuperação após colecistectomia laparoscópica Academic research paper on "Educational sciences"

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Academic journal
Brazilian Journal of Anesthesiology
OECD Field of science
Keywords
{Lidocaina / Esmolol / Recuperação / "Colecistectomia laparoscópica" / Lidocaine / Esmolol / Recovery / "Laparoscopic cholecystectomy"}

Abstract of research paper on Educational sciences, author of scientific article — Serpil Dagdelen Dogan, Faik Emre Ustun, Elif Bengi Sener, Ersin Koksal, Yasemin Burcu Ustun, et al.

Resumo Objetivo Comparar os efeitos de infusões de lidocaína e esmolol sobre as alterações hemodinâmicas no período intraoperatório, a necessidade de analgésicos intra‐ e pós‐operatoriamente e a recuperação após colecistectomia laparoscópica. Métodos O primeiro grupo (n=30) recebeu infusões IV de lidocaína a uma taxa de 1,5mg/kg/min e o segundo grupo (n=30) recebeu infusões IV de esmolol a uma taxa de 1mg kg/min. Alterações hemodinâmicas, necessidade de analgésicos no intra‐ e pós‐operatório e características da recuperação foram avaliadas. Resultados No grupo lidocaína, os valores da pressão arterial sistólica foram menores após a indução da anestesia e 20 minutos após a incisão cirúrgica (p <0,05). O tempo até o despertar foi menor no grupo esmolol (p <0,001), os escores na escala de Sedação de Ramsay 10 minutos após a extubação foram menores no grupo esmolol (p <0,05). Os escores de Aldrete modificados em todos os tempos mensurados durante o período de recuperação foram relativamente baixos no grupo lidocaína (p <0,05). O tempo necessário para atingir um escore de Aldrete ≥ 9 pontos foi prolongado no grupo lidocaína (p <0,01). Os escores Eva em repouso e em movimento no pós‐operatório foram maiores no grupo lidocaína nos minutos 10 e 20 após a extubação (p <0,05, p <0,01, respectivamente). Analgésicos suplementares foram necessários com menos frequência no grupo lidocaína (p <0,01). Conclusão Em colecistectomia laparoscópica, a infusão de lidocaína foi superior às infusões de esmolol quanto a suprimir as respostas à extubação traqueal e necessidade de analgésicos adicionais no pós‐operatório, enquanto esmolol foi mais vantajoso quanto à rápida recuperação da anestesia, à atenuação da dor no pós‐operatório imediato e aos escores de recuperação de Aldrete modificado (RAM) e o tempo até atingir o escore RAM de 9 pontos. Abstract Objective We compared the effects of lidocaine and esmolol infusions on intraoperative hemodynamic changes, intraoperative and postoperative analgesic requirements, and recovery in laparoscopic cholecystectomy surgery. Methods The first group (n =30) received IV lidocaine infusions at a rate of 1.5mg/kg/min and the second group (n =30) received IV esmolol infusions at a rate of 1mg/kg/min. Hemodynamic changes, intraoperative and postoperative analgesic requirements, and recovery characteristics were evaluated. Results In the lidocaine group, systolic arterial blood pressures values were lower after the induction of anesthesia and at 20min following surgical incision (p <0.05). Awakening time was shorter in the esmolol group (p <0.001); Ramsay Sedation Scale scores at 10min after extubation were lower in the esmolol group (p <0.05). The modified Aldrete scores at all measurement time points during the recovery period were relatively lower in the lidocaine group (p <0.05). The time to attain a modified Aldrete score of ≥9 points was prolonged in the lidocaine group (p <0.01). Postoperative resting and dynamic VAS scores were higher in the lidocaine group at 10 and 20min after extubation (p <0.05, p <0.01, respectively). Analgesic supplements were less frequently required in the lidocaine group (p <0.01). Conclusion In laparoscopic cholecystectomies, lidocaine infusion had superiorities over esmolol infusions regarding the suppression of responses to tracheal extubation and postoperative need for additional analgesic agents in the long run, while esmolol was more advantageous with respect to rapid recovery from anesthesia, attenuation of early postoperative pain, and modified Aldrete recovery (MAR) scores and time to reach MAR score of 9 points.

Academic research paper on topic "Efeitos das infusões de lidocaína e esmolol sobre as alterações hemodinâmicas, necessidade de analgésicos e recuperação após colecistectomia laparoscópica"

ARTICLE IN PRESS

Rev Bras Anestesiol. 2016;xxx(xx):xxx-xxx

REVISTA BRASILEIRA DE ANESTESIOLOGIA

Publicaçâo Oficial da Sociedade Brasileira de Anestesiología www.sba.com.br

ARTIGO CIENTÍFICO

Efeitos das infusoes de lidocaína e esmolol sobre as alterares hemodinamicas, necessidade de analgésicos e recuperacao após colecistectomia laparoscópica

Serpil Dagdelen Dogan, Faik Emre Ustun, Elif Bengi Sener, Ersin Koksal*, Yasemin Burcu Ustun, Cengiz Kaya e Fatih Ozkan

Ondokuz Mayis University, Medicine Faculty, Departamento de Anestesiologia, Samsun, Turquia Recebido em 10 de julho de 2014; aceito em 7 de agosto de 2014

PALAVRAS-CHAVE

Lidocaina;

Esmolol;

Recuperacao;

Colecistectomia

laparoscópica

Resumo

Objetivo: Comparar os efeitos de infusoes de lidocaína e esmolol sobre as alteracoes hemodinamicas no período intraoperatório, a necessidade de analgésicos intra- e pós-operatoriamente e a recuperacao após colecistectomia laparoscópica.

Métodos: O primeiro grupo (n = 30) recebeu infusoes iv de lidocaína a uma taxa de 1,5mg/kg/min e o segundo grupo (n = 30) recebeu infusoes iv de esmolol a uma taxa de 1 mg kg/min. Alteracoes hemodinamicas, necessidade de analgésicos no intra- e pós-operatório e características da recuperacao foram avaliadas.

Resultados: No grupo lidocaína, os valores da pressao arterial sistólica foram menores após a inducao da anestesia e 20 minutos após a incisao cirúrgica (p<0,05). O tempo até o despertar foi menor no grupo esmolol (p< 0,001), os escores na escala de Sedacao de Ramsay 10 minutos após a extubacao foram menores no grupo esmolol (p< 0,05). Os escores de Aldrete modificados em todos os tempos mensurados durante o período de recuperaccao foram relativamente baixos no grupo lidocaína (p<0,05). O tempo necessário para atingir um escore de Aldrete > 9 pontos foi prolongado no grupo lidocaína (p<0,01). Os escores Eva em repouso e em movimento no pós-operatório foram maiores no grupo lidocaína nos minutos 10 e 20 após a extubaccao (p< 0,05, p< 0,01, respectivamente). Analgésicos suplementares foram necessários com menos frequencia no grupo lidocaína (p<0,01).

Conclusao: Em colecistectomia laparoscópica, a infusao de lidocaína foi superior as infusoes de esmolol quanto a suprimir as respostas a extubacao traqueal e necessidade de analgésicos adicionais no pós-operatório, enquanto esmolol foi mais vantajoso quanto a rápida recuperacao da anestesia, a atenuacao da dor no pós-operatório imediato e aos escores de recuperacao de Aldrete modificado (RAM) e o tempo até atingir o escore RAM de 9 pontos. © 2014 Publicado por Elsevier Editora Ltda. em nome da Sociedade Brasileira de Anestesiologia.

* Autor para correspondencia. E-mail: ersin.koksal@omu.edu.tr (E. Koksal).

http://dx.doi.org/10.1016Zj.bjan.2016.01.004

0034-7094/© 2014 Publicado por Elsevier Editora Ltda. em nome da Sociedade Brasileira de Anestesiologia.

lllllMWIMM RIIILE IN PRESS

Effects of lidocaine and esmolol infusions on hemodynamic changes, analgesic requirement, and recovery in laparoscopic cholecystectomy operations

Abstract

Objective: We compared the effects of lidocaine and esmolol infusions on intraoperative hemodynamic changes, intraoperative and postoperative analgesic requirements, and recovery in laparoscopic cholecystectomy surgery.

Methods: The first group (n = 30) received iv lidocaine infusions at a rate of 1.5 mg/kg/min and the second group (n = 30) received iv esmolol infusions at a rate of 1 mg/kg/min. Hemodynamic changes, intraoperative and postoperative analgesic requirements, and recovery characteristics were evaluated.

Results: In the lidocaine group, systolic arterial blood pressures values were lower after the induction of anesthesia and at 20min following surgical incision (p< 0.05). Awakening time was shorter in the esmolol group (p< 0.001); Ramsay Sedation Scale scores at 10min after extubation were lower in the esmolol group (p < 0.05). The modified Aldrete scores at all measurement time points during the recovery period were relatively lower in the lidocaine group (p<0.05). The time to attain a modified Aldrete score of >9 points was prolonged in the lidocaine group (p< 0.01). Postoperative resting and dynamic VAS scores were higher in the lidocaine group at 10 and 20min after extubation (p<0.05, p<0.01, respectively). Analgesic supplements were less frequently required in the lidocaine group (p<0.01).

Conclusion: In laparoscopic cholecystectomies, lidocaine infusion had superiorities over esmolol infusions regarding the suppression of responses to tracheal extubation and postoperative need for additional analgesic agents in the long run, while esmolol was more advantageous with respect to rapid recovery from anesthesia, attenuation of early postoperative pain, and modified Aldrete recovery (MAR) scores and time to reach MAR score of 9 points. © 2014 Published by Elsevier Editora Ltda. on behalf of Sociedade Brasileira de Anestesiologia.

KEYWORDS

Lidocaine;

Esmolol;

Recovery;

Laparoscopic

cholecystectomy

Introdujo

Durante o período perioperatório, como uma resposta hemo-dinamica á laringoscopia, intubacao e excisao cirúrgica, complicacoes como taquicardia, hipertensao, isquemia do miocárdio, arritmia, infarto do miocárdio e hemorragias cerebrais podem ser observadas. Para prevenir o desenvol-vimento desses efeitos indesejados, várias medidas como o aumento da profundidade da anestesia e a administracao de anestesia tópica, lidocaína iv, vasodilatadores, agonistas alfa-2, bloqueadores beta-adrenérgicos, opiáceos e proce-dimentos pré-curarizacao foram postas em prática.1"4

Para o controle de alteracoes hemodinamicas desfavo-ráveis desenvolvidas após a intubacao, lidocaína pode ser administrada por via intravenosa (iv) antes da inducao da anestesia e vários estudos relataram seus efeitos preventivos sobre a dor no pós-operatório.5"7

Esmolol é eficaz na supressao de respostas adrenérgicas a procedimentos laringoscópicos, intubaccao e a muitos outros estímulos perioperatórios.8,9 Além disso, alguns estudos indicaram que os bloqueadores dos receptores adrenérgicos beta diminuem a necessidade de anestésicos e o consumo de analgésicos no pós-operatório.10"12 Mesmo que os escores de dor sejam mais baixos em colecistectomia laparoscópica comparada á colecistectomia aberta convencional, os regimes analgésicos multimodais devem ser feitos, incluindo o tratamento pré-operatório.13

Embora muitos estudos tenham comparado os efeitos de ambas as drogas sobre as respostas hemodinamicas, faltam estudos comparativos de seus efeitos sobre a recuperaccao e analgesia. Em nosso estudo, o objetivo foi comparar

os efeitos de infusoes de lidocaína e esmolol sobre as alteraccoes hemodinamicas, necessidade de analgésicos no intraoperatório e pós-operatório e recuperacao.

Material e métodos

Este estudo duplo-cego foi conduzido com 60 pacientes, com estado físico ASA i-ii, entre 18-65 anos, programados para colecistectomia laparoscópica, após a obtenccao do termo de consentimento informado assinado pelos pacientes. Aqueles com alergia a anestésicos locais e opioides; obesidade mórbida ou doencca avanccada respiratória, renal, hematológica, hepática ou cardiovascular; uso crónico de opioides, antagonistas dos receptores beta-adrenérgicos ou álcool; dependentes de drogas; grávidas e pacientes com deficiencias mentais foram excluídos. Para a pré-medicacao, os pacientes receberam 40 mg de famotidina e 10 mg de diazepam por via oral. Os pacientes foram submetidos a exames eletrocardiográficos (ECG), oximetria de pulso, saturacao periférica de oxigenio (SpO2) e monitoramento nao invasivo da pressao arterial. Os pacientes foram ran-domicamente alocados em dois grupos, com o método de envelope lacrado.

O primeiro grupo (grupo L) recebeu uma infusao de lidocaína intravenosa (iv), lentamente, a uma taxa de 1,5mg.kg-1.min-1 para uma dose total de 2mg.kg-1.h-1 tres minutos antes da induccao da anestesia. O segundo grupo (grupo E) recebeu uma infusao de esmolol iv, lentamente, a uma taxa de 1 mg.kg-1 .min-1 para uma dose total de 15 ^g.kg-1 .min-1 tres minutos antes da inducao

BJAN-315; No. of Pages 6 ARTICLE IN PRESS

Lidocaína versus esmolol na colecistectomia laparoscópica

da anestesia. As infusoes de lidocaína e esmolol foram encerradas imediatamente após a extubacao.

Frequencia cardíaca (em bpm); pressao arterial sistólica (PAS), diastólica (PAD) e média (PAM) e SpO2 dos pacientes foram medidas e os efeitos adversos como bradicardia, hipotensao e arritmias foram registrados antes da cirurgia (t1); após inducao (t2); após a intubacao nos minutos 1 (t3) e 5 (t4); durante a incisao cirúrgica (t5); após a incisao cirúrgica nos minutos 5 (t6), 10 (t7), 15 (t8), 20 (t9), 30 (t10), 40 (T11), 50 (T12) e 60 (t13); antes da extubacao (t14) e após a extubacao nos minutos 1 (t15) e 5 (t16). Durante a inducao, propofol (2-2,5mg.kg-1), fentanil (1 ^g.kg-1) e rocuronio (0,1mg.kg-1) foram administrados iv para rela-xamento muscular. Para a manutencao da anestesia, uma mistura de N2O (65%) e O2 (35%) e desflurano e vecuronio iv na dose de 0,01 mg.kg-1 para relaxamento muscular foram administrados em intervalos de 30 minutos. Vinte minutos antes do tempo estimado de operacao, 75 mg de diclofenaco de sódio intramuscular (IM) e 10 mg de metoclopramida iv foram administrados. As dosagens de todos os agentes anestésicos foram gradualmente reduzidas até 50% no inicio da sutura da pele e descontinuadas na última sutura da pele. Os efeitos dos relaxantes musculares foram revertidos com 0,04 mg.kg-1 de neostigmina e 0,02 mg.kg-1 g de atropina. O intervalo de tempo entre a interrupcao dos agentes anestésicos e a abertura espontanea dos olhos dos pacientes foram registrados como o ''tempo até o despertar''.

Os pacientes foram transferidos para a sala de recuperacao pós-anestesia (SRPA) após a extubacao e fen-tanil foi administrado por meio de dispositivo de analgesia controlada pelo paciente (ACP). O ACP foi ajustado para liberar uma dose em bolus inicial de 3cm3 (15 ^g) de fentanil (5 ^g.cm-3) com um tempo de bloqueio de 20 minutos e o limite de uma hora para 45 ^g. Uma dose de carga nao foi administrada. PAS, PAD, PAM, escore de sedacao de Ramsay (ESR) e escores EVA em repouso e em movimento foram registrados nos minutos 10 (t17), 20 (T18), 30 (T19) e40 (t20) de permanencia na SRPA. A primeira solicitacao de analgésico, o consumo total de anestesia, os escores de Aldrete modificados (EAM) nos minutos 10, 20, 30 e 40 e o tempo para atingir um EAM > 9 foram registrados. Os pacientes foram transferidos para um servico quando atingiram um EAM > 9. Frequencia cardíaca (FC); pressao arterial sistólica (PAS), diastólica (PAD) e média (PAM); taxas respiratórias; escores de sedacao de Ramsay (ESR); escores EVA máximos em repouso e em movimento; número de solicitacao de ACP;

Tempo (min) Grupo L Grupo E

Figura 1 Pressao arterial sistólica (mmHg). *p<0,05.

quantidade de analgésicos administrados e efeitos adversos, incluindo náusea, vomito, prurido e prisao de ventre, entre outros, foram registrados nas horas 2 (t21), 6 (t22), 12 (T23) e 24 (t24) de internaccao no servicco. Pacientes com escores EVA em repouso > 4 pontos em qualquer momento durante o período pós-operatório, apesar da analgesia controlada pelo paciente, precisaram de 75 mg de diclofenaco de sódio administrado IM em intervalos de 12 h, e foram reconhecidos como uma necessidade adicional de analgesia. Os escores de náusea e vomito dos pacientes foram os seguintes: 0 = ausencia de náusea, 1 = náusea leve, 2 = náusea e vomito moderados, 3= vomito frequente e 4 = vomito grave. Metoclopramida (10 mg iv) foi administrada quando o escore de náusea e vomito foi >2.

Análise estatística

Foi feita com o programa SPSS 16.0 para Windows. Os dados foram expressos em média ± desvio-padrao (DP), número e porcentagem. Testes de normalidade para a distribuiccao dos dados foram feitos. Para comparacoes entre os grupos, os testes do qui-quadrado e o de Mann-Whitney foram usados. O teste de Friedman foi usado nas comparacoes intragrupos. Para os parametros que mostraram diferenccas entre os grupos, o teste t de Wilcoxon com correcao de Bonferroni foi usado. Valores com p < 0,05 foram aceitos como estatistica-mente significativos.

Resultados

Nao foi detectada diferenca entre os grupos para as características demográficas, idade, sexo, peso ou altura (p > 0,05).

A frequencia cardíaca (em bpm), medida em todos os momentos, nao diferiu entre os grupos (p>0,05). Bradicardia foi observada no grupo lidocaína (n = 1) e no grupo esmolol (n = 2) e respondeu á administracao de 0,5 g atropina.

Nas comparaccoes entre grupos, os valores da pressao arterial sistólica (em mmHg) medida após a inducao da anestesia (T2) e 20 minutos após incisao cirúrgica (T9) foram significativamente menores no grupo esmolol (respectivamente, p = 0,041; p = 0,045) (fig. 1). No grupo lidocaína, dois pacientes desenvolveram hipertensao, que foi tratada com 100 ^g de nitroglicerina iv.

A pressao arterial média (em mmHg) medida após a induccao da anestesia (t2) foi menor no grupo esmolol do que no grupo lidocaína (p = 0,006) (fig. 2).

t1 t2 t3 t4 t5 t6 t7 t8 t9 t10 t11 t12 t13 t14 t15 t16 Tempo (min)

—♦—Grupo L Grupo E

Figura 2 Pressao arterial média (mmHg). *p<0,05.

lllllMWIMM IIIIII.E IN PRESS

Tabela 1 Escores de sedacao de Ramsay (média ± DP)

Tempo Grupo L Grupo E p

t17 2,76 ±0,62 2,33 ±0,80 0,015

t18 2,26 ±0,52 2,03 ±0,55 0,105

t19 2,00 ±0,00 1,93 ±0,25 0,154

t20 2,00 ±0,00 2,00 ±0,00 1,000

t21 2,00 ±0,00 2,00 ±0,00 1,000

t22 2,00 ±0,00 2,00 ±0,00 1,000

t23 2,00 ±0,00 2,00 ±0,00 1,000

t24 2,00 ±0,00 2,00 ±0,00 1,000

Em todos os tempos de mensuracao, nao foram detectadas diferencas entre os grupos em relacao á pressao arterial diastólica e saturacao periférica de oxigenio (p > 0,05).

Nenhuma diferenca foi encontrada entre os grupos em relaccao ao consumo de fentanil no intraoperatório (grupo L: 94,66±45,08^g; grupo E: 82,50±28,36^g) (p = 0,298). Fentanil adicional foi necessário tanto no grupo lidocaína (n = 10) quanto no grupo esmolol (n = 9).

A pressao arterial sistólica (em mmHg) no pós-operatório nao diferiu entre os grupos em todos os tempos de mensuracao (p>0,05). Hipotensao ocorreu em um paciente do grupo lidocaína, enquanto hipertensao ocorreu em um paciente do grupo lidocaína e em dois pacientes do grupo esmolol.

As pressoes diastólica e média e a frequencia cardíaca no pós-operatório nao foram diferentes entre os grupos em todos os tempos de mensuracao (p>0,05).

Os tempos de recuperacao (em minutos) dos casos foram significativamente menores no grupo esmolol (grupo L: 6,55 ± 1,84 e grupo E: 4,56±1,40) (p = 0,0001).

Nas comparaccoes entre os grupos, os escores de sedaccao de Ramsay estimados 10 minutos após a extubacao (t17) foram menores no grupo esmolol (p = 0,015) (tabela 1).

Os escores de Aldrete modificados durante o período de recuperaccao foram significativamente menores no grupo lidocaína (p<0,05) (tabela 2).

Os escores de Aldrete modificados > 9 pontos foram obtidos em um tempo (min) significativamente menor no grupo esmolol (grupo L: 14,76 ±3,82 e grupo E: 12,46 ±4.80) (p = 0,006).

Os valores da EVA no pós-operatório, calculados em repouso e 10 (T17) e 20 (t18) minutos após a extubacao, foram significativamente maiores no grupo lidocaína do que no grupo esmolol (p = 0,017 e p = 0,006, respectivamente).

Os valores da EVA no pós-operatório, calculados em movi-mento e 10 (t17) e 20 (t18) minutos após a extubacao, foram significativamente maiores no grupo lidocaína do que no grupo esmolol (p = 0,021 e p = 0,003, respectivamente).

O número de solicitacoes de ACP no pós-operatório, a quantidade de analgésicos administrada e o tempo até a

Tabela 2 Escores de Aldrete modidicados (média ± DP)

Tempo Grupo L Grupo E p

t17 8,23 ± 0,43 8,53 ± 0,51 0,018

t18 9,00 ± 0,00 9,27 ± 0,52 0,006

t19 9,30 ± 0,46 9,70 ± 0,46 0,002

t20 9,7 ± 0,46 9,93 ± 0,25 0,002

primeira necessidade de analgesia estimados em todos os tempos de mensuraccao nao foram estatística e significativamente diferentes entre os grupos (p > 0,05).

Menos pacientes do grupo lidocaína precisaram de analgésicos adicionais [grupo L: 2 (6,7%) e grupo E: 11 (36,7%)] (p = 0,005).

Nao houve diferencca estatisticamente significativa entre os grupos em relaccao a efeitos colaterais nos períodos intra- e pós-operatório (p>0,05). Durante a operacao, um paciente do grupo lidocaína e dois do grupo esmolol desen-volveram bradicardia, responsiva a 0,5 mg de atropina. No grupo lidocaína, dois desenvolveram hipertensao que respondeu a 100 ^g de nitroglicerina. Durante o período pós--operatório, hipotensao ocorreu em um paciente do grupo lidocaína (n = 1), enquanto hipertensao foi observada nos grupos lidocaína (n = 1) e esmolol (n = 2). Náusea e vomito foram observados em quatro pacientes em cada grupo e tratados com 10 mg de metoclopramida.

Discussáo

Embora a colecistectomia laparoscópica ofereca a possi-bilidade de alta hospitalar relativamente mais cedo, dor, náusea e vomito no pós-operatório induzidos pelos opiáceos sao queixas frequentes.13,14 Técnicas de analgesia multimo-dais e agentes adjuvantes usados para diminuir a incidencia desses efeitos colaterais podem ser úteis para reduzir as doses de opioides sistemicos.13,14

Chia et al.15 administraram infusoes de esmolol a uma taxa de 50 ^g.kg-1 .min-1 após uma dose de carga de 0,5 mg.kg-1 antes da inducao da anestesia em 49 pacientes submetidas á histerectomia abdominal, enquanto 48 pacientes receberam infusoes de soro fisiológico. Os autores relataram que as respostas da frequencia cardíaca e pressao arterial á incisao cirúrgica e extubacao foram significativamente suprimidas no grupo esmolol. White et al.16 administraram infusoes de esmolol a uma taxa de 5 ^g.kg-1 .min-1 após uma dose carga de 50 mg antes da inducao da anestesia em 15 pacientes submetidas a cirur-gias laparoscópicas ginecológicas, enquanto 15 pacientes receberam apenas 50 mg de esmolol iv e, em seguida, infusoes de esmolol (5 ^g.kg-1.min-1) após a administracao de 1 mg de nicardipina e mais 15 pacientes receberam infusoes de soro fisiológico. Os autores concluíram que as infusoes de esmolol, sozinho ou em combinaccao com nicar-dipina, foram suficientemente eficazes para suprimir as respostas hemodinamicas agudas no intraoperatório. Keskin et al.17 compararam esmolol e lidocaína na prevencao de respostas hemodinamicas desenvolvidas após laringoscopia, intubacao e extubacao. Para esse fim, os autores inicial-mente administraram infusoes de esmolol iv a uma taxa de 0,5 mg.kg-1 por um min a 50 pacientes agendados para laparotomia; em seguida, a dose de infusao iv foi aumentada para 200^g.kg-1 administrados por4minutos. Contudo, 50 pacientes receberam apenas lidocaína iv em dose de 1,5 mg.kg-1 por 1 min, enquanto 50 pacientes receberam volumes iguais de infusoes de soro fisiológico. Os autores relataram que esmolol e lidocaína deprimiram de forma equipotente as res-postas hemodinamicas desenvolvidas durante a intubaccao, mas nao conseguiram suprimir de forma adequada as res-postas hemodinamicas desenvolvidas durante a extubaccao.

irnmm^ miULEINPRESS

Lidocaína versus esmolol na colecistectomia laparoscópica

Acreditamos que as diferenccas entre esses resultados estejam relacionadas á aplicaccao de pré-medicaccao (se houver), aos medicamentos usados na induccao e ás doses dos medicamentos do estudo. Além disso, em nosso estudo, lidocaína e esmolol deprimiram igualmente as respostas hemodinamicas á intubaccao. Embora as respostas hemodi-namicas á extubaccao tenham sido suprimidas de forma mais eficaz no grupo lidocaína do que no grupo esmolol, as doses que usamos de ambos os agentes nao poderiam atenuar completamente as respostas hemodinamicas á extubaccao. Chia et al.15 administraram infusoes de esmolol a uma taxa 50 ^g.kg-1 .min-1 após uma dose de carga de 0,5 mg.kg-1 a pacientes agendadas para histerectomia abdominal e relataram um consumo significativamente menor de opi-oide e agente volátil no intraoperatório em comparaccao com o grupo controle. Topcu et al.18 relataram que, em comparaccao com o grupo controle, o consumo total de remi-fentanil e propofol foi significativamente menor no grupo de pacientes agendados para cirurgia abdominal eletiva sob anestesia venosa total que também receberam infusao de osmolol a uma taxa de 250 ^g.kg-1 .min-1. Lauwick et al.7 investigaram os efeitos da infusao de lidocaína no intra-operatório em pacientes agendados para colecistectomia laparoscópica e relataram menor consumo de fentanil e desflurano no intraoperatório no grupo que recebeu infusao de lidocaína a uma taxa de 2 mg.kg-1 .h-1 após uma dose de carga de 1,5 mg.kg-1, em comparacao com o grupo controle. Os autores também relataram que as infusoes de esmolol e lidocaína levaram a um consumo menor de opioide e agente volátil no intraoperatório em relaccao ao grupo controle. Porém, nenhum estudo comparou ambos os agentes a esse respeito. Em nosso estudo, nao foi possível detectar qualquer diferencca significativa entre as quantidades totais de fentanil consumidas no intraoperatório pelos grupos.

Koppert et al.19 investigaram os efeitos da infusao de lidocaína no perioperatório de cirurgias abdominais de grande porte e iniciaram a infusao de lidocaína a uma taxa de 1,5mg.kg-1.h-1 após uma dose de carga de 1,5mg.kg-1 de lidocaína iv 30 minutos antes da incisao cirúrgica em 20 pacientes submetidos a cirurgias abdominais de grande porte. A infusao foi interrompida um hora após o término da cirurgia. Os autores também relataram que quando infundiram o mesmo volume de soro fisiológico ao grupo controle nao descobriram qualquer diferencca entre os grupos em relaccao aos escores de sedaccao. Collard et al.11 analisaram os efeitos da infusao esmolol no intraopera-tório sobre o consumo de fentanil no pós-operatório em colecistectomia laparoscópica. Os investigadores adminis-traram esmolol a 30 pacientes a uma taxa de 5-15 ^g.kg-1 após uma dose de carga de 1 mg.kg-1, enquanto outros 30 pacientes receberam infusoes de esmolol a uma taxa de 0,1-0,5 ^g.kg-1 .min-1 após uma dose de carga de 1 ^g.kg-1. Além disso, 30 pacientes receberam soluccoes de soro fisiológico e tempos mais curtos de recuperaccao foram detectados no grupo esmolol em comparaccao com os outros grupos. Muitos estudos demonstraram que os bloqueadores beta--adrenérgicos que exercem efeitos depressivos sobre o sistema nervoso central também diminuem a necessidade de agentes anestésicos no intraoperatório e levam a uma rápida recuperacao da anestesia.11,16,20 Na literatura, nao encontramos estudo que comparasse esmolol e lidocaína em relaccao ao tempo até o despertar e escore de recuperaccao.

Em nosso estudo, os tempos até o despertar foram mais curtos no grupo esmolol. Os escores de sedacao de Ramsay avaliados 10 minutos após a extubacao foram mais altos no grupo lidocaína do que no grupo esmolol. Porém, nao houve diferencca significativa entre os grupos em outros tempos mensurados. Os escores de recuperaccao modificados de Aldrete foram significativamente maiores no grupo esmo-lol em todos os tempos mensurados. Do mesmo modo, o tempo até atingir um escore > 9 também foi menor no grupo esmolol.

Chia et al.15 investigaram os efeitos de bloqueadores beta na dor no pós-operatório em pacientes submetidas á histe-rectomia abdominal e observaram que os escores EVA das pacientes que receberam infusao de esmolol iv a uma taxa de 50^g.kg-1 .min-1 após uma dose carga de 0,5mg.kg-1 antes da inducao da anestesia foram semelhantes aos do grupo controle, com necessidade significativamente menor de morfina suplementar no pós-operatório no grupo esmo-lol. Oztürk et al.21 administraram infusoes de esmolol a uma taxa de 5-15 ^g.kg-1 .min-1 após uma dose carga de 1 mg.kg-1, enquanto o grupo controle recebeu infusoes de solucao de Ringer com lactato em volumes iguais. No grupo esmolol, a necessidade de analgésicos no pós-operatório foi significativamente menor do que no grupo controle. Collard et al.11 investigaram os efeitos de infusoes de esmolol no intraoperatório sobre o consumo de fentanil no pós-operatório em pacientes submetidos á colecistecto-mia laparoscópica e administraram infusoes de esmolol a 30 pacientes a uma taxa de 5-15 ^g.kg-1 .min-1 após uma dose carga de 1 mg.kg-1. Enquanto 30pacientes receberam infusao de remifentanil (0,1-0.5 ^g.kg-1.min-1) após uma dose carga de 1 ^g.kg-1, mais 30 pacientes receberam apenas infusoes de soro fisiológico. Os autores relataram que o grupo que recebeu infusoes de esmolol durante o período pós-operatório precisou de uma quantidade menor de fentanil. Koppert et al.19 analisaram os efeitos da infusao de lidocaína no período perioperatório de cirurgia abdominal de grande porte e descobriram que os pacientes que rece-beram infusao de lidocaína a uma taxa de 1,5mg.kg-1.h-1 após uma dose carga de 1,5 mg.kg-1 30 minutos antes da incisao até o fim da cirurgia precisaram de um número menor ACP e de menos morfina administrada via ACP, bem como o consumo total de morfina foi relativamente menor em comparaccao com o grupo controle. Em nosso estudo, nao encontramos diferencca entre os grupos em relacao ao tempo até a primeira necessidade de analgésico, número de solicitacoes de ACP e quantidade de fentanil liberada pela ACP. Em ambos os grupos, embora o consumo total de opioide no pós-operatório tenha sido quase igual, detectamos uma necessidade menor de analgésico adicional nos pacientes que receberam infusao de lido-caína. Os escores EVA no pós-operatório imediato e em repouso e em movimento do grupo esmolol foram comparativamente mais baixos, mas em longo prazo os escores EVA determinados em todos os tempos mensurados nao dife-riram entre os grupos esmolol e lidocaína. Sabe-se que a administraccao intravenosa de bloqueadores dos canais de sódio, como a lidocaína, tem efeitos antinociceptivos atra-vés de seu impacto sobre os neuronios do corno dorsal da medula.22 Contudo, alguns estudos revelaram que esmolol diminuiu a necessidade de agentes anestésicos e garan-tiu uma rápida recuperacao da anestesia através de seus

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efeitos depressivos sobre o sistema nervoso central.11,16,20 Os medicamentos simpatomiméticos que atuam no sistema nervoso central sâo conhecidos por alterar a necessi-dade de agentes anestésicos. Os escores EVA mais baixos, detectados aos 10 e 20 minutos após a extubacâo, podem ser explicados pelos efeitos antagónicos de esmolol na síntese da catecolamina no cérebro e medula espinhal.

Em cirurgias laparoscópicas, a incidência de náusea e vómito no pós-operatório é de 40-75% e é especialmente mais frequentemente no primeiro e segundo dias de pós-operatório.23 Náusea e vómito, efeito residual de anestésicos e opioides e distensâo gástrica podem se tornar aparentes com a ambulacâo e hipotensâo.23 Os opioides podem induzir náusea e vómito nâo apenas ao estimular a zona de gatilho quimiorreceptora no tronco cerebral, mas ao retardar o esvaziamento gástrico e seus efeitos hipotensivos.23 Em comparaçcâo com o grupo remifantil, Coloma et al.12 detectaram uma incidência significativamente menor de náusea e vómito no grupo esmolol submetido a procedimentos cirúrgicos ginecológicos lapa-roscópicos. Da mesma forma, em um estudo que investigou os efeitos de lidocaína em colecistectomias laparoscópicas, Lauwick et al.7 observaram taxas mais baixas de náusea e vómito em relacçâo ao grupo controle. Em nosso estudo, tam-bém observamos a incidência de náusea e vómito nos grupos lidocaína e esmolol, com graus semelhantes de gravidade que exigiram tratamento.

Conclusâo

As infusoes de lidocaína e esmolol no intraoperatório de colecistectomias laparoscópicas exercem efeitos supres-sivos comparativamente semelhantes sobre as respostas hemodinâmicas à intubacâo e incisâo cirúrgica e nenhum dos fármacos é superior ao outro em relaçcâo à necessidade de analgésicos opioides nos períodos intra- e pós-operatório e ao desenvolvimento de efeitos colaterais. Observamos também que a infusâo de lidocaína foi comparativamente superior na supressâo da resposta à extubacçâo traqueal e na necessidade de analgesia adicional no pós-operatório; con-tudo, a infusâo de esmolol foi mais vantajosa em relaçcâo ao tempo até o despertar, escore de dor no pós-operatório ime-diato, escore de recuperacâo de Aldrete modificados (ERAM) e tempo até atingir um ERAM de 9 pontos. Na comparacâo da eficácia desses dois agentes adjuvantes, em vários tipos de cirurgia, pensamos que mais estudos controlados para avaliar o consumo de agentes anestésicos com diferentes dosagens de medicamentos devem ser conduzidos.

Conflitos de interesse

Os autores declaram nâo haver conflitos de interesse. Referências

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