Scholarly article on topic 'Efeitos de um novo método de anestesia combinando propofol e anestesia volátil sobre a incidência de náusea e vômito no pós‐operatório em pacientes submetidas à laparoscopia ginecológica'

Efeitos de um novo método de anestesia combinando propofol e anestesia volátil sobre a incidência de náusea e vômito no pós‐operatório em pacientes submetidas à laparoscopia ginecológica Academic research paper on "Educational sciences"

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Academic journal
Brazilian Journal of Anesthesiology
OECD Field of science
Keywords
{"Náusea e vômito pós‐operatórios" / Propofol / Sevoflurano / "Anestesia geral" / Laparoscopia / "Postoperative nausea and vomiting" / Propofol / Sevoflurane / "General anesthesia" / Laparoscopy}

Abstract of research paper on Educational sciences, author of scientific article — Hiroaki Kawano, Naohiro Ohshita, Kimiko Katome, Takako Kadota, Michiko Kinoshita, et al.

Resumo Justificativa Investigamos os efeitos de um novo método de anestesia, que combina propofol e anestesia volátil, sobre a incidência de náusea e vômito no período pós‐operatório de pacientes submetidas à laparoscopia ginecológica. Métodos As pacientes foram randomicamente divididas em três grupos: manutenção com sevoflurano (Grupo S, n = 42), com propofol (Grupo P, n = 42) ou com a combinação de propofol e sevoflurano (Grupo PS, n = 42). Avaliamos as respostas completas (sem náusea e vômito no pós‐operatório e sem uso de antiemético de resgate), incidência de náusea e vômito, escore de gravidade da náusea, frequência de vômitos, uso de antiemético de resgate e dor no pós‐operatório em duas e 24horas após a cirurgia. Resultados O número de doentes que apresentou uma resposta completa foi maior nos grupos P e PS do que no Grupo S em 0‐duashoras (74%, 76% e 43%m respectivamente, p = 0,001) e 0‐24horas (71%, 76% e 38%, respectivamente, p < 0,0005). A incidência de náusea em 0‐duashoras (Grupo S = 57%, Grupo P = 26% e Grupo PS = 21%, p = 0,001) e 0‐24horas (Grupo S = 62%; Grupo P = 29% e grupo PS = 21%, p < 0,0005) também foi significativamente diferente entre os grupos. Porém, não houve diferença significativa entre os grupos em relação à incidência ou frequência de vômitos ou uso de antiemético de resgate em 0‐24horas. Conclusão A combinação de propofol e anestesia volátil durante a laparoscopia ginecológica efetivamente diminui a incidência de náusea no pós‐operatório. Abstract Background We investigated the effects of a novel method of anesthesia combining propofol and volatile anesthesia on the incidence of postoperative nausea and vomiting in patients undergoing laparoscopic gynecological surgery. Methods Patients were randomly divided into three groups: those maintained with sevoflurane (Group S; n = 42), propofol (Group P; n = 42), or combined propofol and sevoflurane (Group PS; n = 42). We assessed complete response (no postoperative nausea and vomiting and no rescue antiemetic use), incidence of nausea and vomiting, nausea severity score, vomiting frequency, rescue antiemetic use, and postoperative pain at 2 and 24h after surgery. Results The number of patients who exhibited a complete response was greater in Groups P and PS than in Group S at 0‐2h (74%; 76% and 43%; respectively, p = 0.001) and 0‐24h (71%; 76%, and 38%; respectively, p < 0.0005). The incidence of nausea at 0‐2h (Group S = 57%; Group P = 26% and Group PS = 21%; p = 0.001) and 0‐24h (Group S = 62%; Group P = 29% and Group PS = 21%; p < 0.0005) was also significantly different among groups. However, there were no significant differences among groups in the incidence or frequency of vomiting or rescue antiemetic use at 0‐24h. Conclusion Combined propofol and volatile anesthesia during laparoscopic gynecological surgery effectively decreases the incidence of postoperative nausea.

Academic research paper on topic "Efeitos de um novo método de anestesia combinando propofol e anestesia volátil sobre a incidência de náusea e vômito no pós‐operatório em pacientes submetidas à laparoscopia ginecológica"

Rev Bras Anestesiol. 2015;xxx(xx):xxx-xxx

REVISTA BRASILEIRA DE ANESTESIOLOGIA

Publicaçâo Oficial da Sociedade Brasileira de Anestesiología www.sba.com.br

ARTIGO CIENTÍFICO

Efeitos de um novo método de anestesia combinando propofol e anestesia volátil sobre a incidencia de náusea e vomito no pos-operatorio em pacientes submetidas a laparoscopia ginecológica^

Hiroaki Kawano*, Naohiro Ohshita, Kimiko Katome, Takako Kadota, Michiko Kinoshita, Yayoi Matsuoka, Yasuo M. Tsutsumi, Shinji Kawahito, Katsuya Tanaka e Shuzo Oshita

Departamento de Anestesiología, Hospital Universitário de Tokushima, Tokushima, Japao Recebido em 20 de maio de 2014; aceito em 3 de julho de 2014

PALAVRAS-CHAVE

Náusea e vómito

pós-operatórios;

Propofol;

Sevoflurano;

Anestesia geral;

Laparoscopia

Resumo

Justificativa: Investigamos os efeitos de um novo método de anestesia, que combina propofol e anestesia volátil, sobre a incidencia de náusea e vomito no período pós-operatório de pacientes submetidas a laparoscopia ginecológica.

Métodos: As pacientes foram randomicamente divididas em tres grupos: manutengo com sevoflurano (Grupo S, n = 42), com propofol (Grupo P, n = 42) ou com a combinacao de propofol e sevoflurano (Grupo PS, n = 42). Avaliamos as respostas completas (sem náusea e vomito no pós-operatório e sem uso de antiemético de resgate), incidencia de náusea e vomito, escore de gravidade da náusea, frequencia de vomitos, uso de antiemético de resgate e dor no pós--operatório em duas e 24 horas após a cirurgia.

Resultados: O número de doentes que apresentou uma resposta completa foi maior nos grupos P e PS do que no Grupo S em 0-duas horas (74%, 76% e 43%m respectivamente, p = 0,001) e 024 horas (71%, 76% e 38%, respectivamente, p < 0,0005). A incidencia de náusea em 0-duas horas (Grupo S = 57%, Grupo P = 26% e Grupo PS = 21%, p = 0,001) e 0-24 horas (Grupo S = 62%; Grupo P = 29% e grupo PS = 21%, p < 0,0005) também foi significativamente diferente entre os grupos. Porém, nao houve diferenca significativa entre os grupos em relacao a incidencia ou frequencia de vómitos ou uso de antiemético de resgate em 0-24 horas.

* Apresentado em parte no 57° Congresso Anual da Sociedade Japonesa de Anestesiologistas, Fukuoka, Japâo, 3-5 de junho de 2010.

* Autor para correspondência. Endereço atual: Department of Anesthesiology, Tokushima Prefectural Central Hospital, Tokushima, Japan. E-mail: hir.kawano@gmail.com (H. Kawano).

http://dx.doi.org/10.1016Zj.bjan.2014.07.006

0034-7094/© 2014 Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados.

H. Kawano et al.

Conclusao: A combinacao de propofol e anestesia volátil durante a laparoscopia ginecológica efetivamente diminui a incidencia de náusea no pós-operatório.

© 2014 Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados.

Effects of a novel method of anesthesia combining propofol and volatile anesthesia on the incidence of postoperative nausea and vomiting in patients undergoing laparoscopic gynecological surgery

Abstract

Background: We investigated the effects of a novel method of anesthesia combining propofol and volatile anesthesia on the incidence of postoperative nausea and vomiting in patients undergoing laparoscopic gynecological surgery.

Methods: Patients were randomly divided into three groups: those maintained with sevoflurane (Group S; n = 42), propofol (Group P; n = 42), or combined propofol and sevoflurane (Group PS; n = 42). We assessed complete response (no postoperative nausea and vomiting and no rescue antiemetic use), incidence of nausea and vomiting, nausea severity score, vomiting frequency, rescue antiemetic use, and postoperative pain at 2 and 24 h after surgery. Results: The number of patients who exhibited a complete response was greater in Groups P and PS than in Group S at 0-2 h (74%; 76% and 43%; respectively, p = 0.001) and 0-24 h (71%; 76%, and 38%; respectively, p < 0.0005). The incidence of nausea at 0-2 h (Group S = 57%; Group P = 26% and Group PS = 21%; p = 0.001) and 0-24 h (Group S = 62%; Group P = 29% and Group PS = 21%; p < 0.0005) was also significantly different among groups. However, there were no significant differences among groups in the incidence or frequency of vomiting or rescue antiemetic use at 0-24h.

Conclusion: Combined propofol and volatile anesthesia during laparoscopic gynecological surgery effectively decreases the incidence of postoperative nausea.

© 2014 Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Published by Elsevier Editora Ltda. All rights reserved.

KEYWORDS

Postoperative nausea and vomiting; Propofol; Sevoflurane; General anesthesia; Laparoscopy

Introdujo

Os anestésicos voláteis exercem efeitos cardioprotetores mediados pela ativacao dos canais de potássio sensíveis ao trifosfato de adenosina (KATP) em miócitos cardíacos.1,2 Eles também afetam a vasodilatacao coronária por ativacao dos canais de KATP nas células musculares lisas vasculares.3,4 Portanto, o uso de anestésicos voláteis para anestesia clínica pode ser benéfico na prevencao de doenca da artéria coronária.

A anestesia venosa total (AVT) com propofol também tem muitas vantagens. Ela diminui a incidencia de náusea e vomito no pós-operatório (NVPO),5,6 diminui o fluxo sanguíneo cerebral e a pressao intracraniana7 e atenua a dor no pós-operatório8 e a resposta neuroendócrina ao estresse.9

Por causa desses beneficios em combinacao com o rápido inicio e término de acao, tanto os anestésicos voláteis quanto o propofol sao amplamente usados para a anestesia clínica.

Nossa hipótese foi que um novo método de anestesia que combinasse propofol e anestesia volátil podia forne-cer os beneficios de ambos e diminuir as desvantagens de cada anestésico. Neste estudo, os efeitos da combinacao de propofol e anestesia volátil sobre a incidencia de náusea

e vomito em pacientes submetidas á cirurgia ginecológica laparoscópica foram investigados.

Material e métodos

Após obter a aprovacao para o estudo do Comité de Ética em Estudos Humanos do Hospital Universitário de Tokushima, obtivemos os termos de consentimento informado assinados de todas as pacientes. Elas foram submetidas á cirurgia ginecológica laparoscópica (remocao de tumores e cistos ovarianos, adesiólise - lise de aderéncias, miomectomia, salpingostomia, perfuracao ovariana e ooforectomia) sob anestesia geral endotraqueal, com estado físico ASA i e ii, de acordo com a classificacao da Sociedade Americana de Anes-tesiologistas (ASA). Os critérios de exclusao do estudo foram obesidade (índice de massa corporal > 33kg.m-2); doenca hepática, renal ou neurológica; e uso de drogas com propri-edades antieméticas, incluindo corticosteroides. Os fatores de risco associados á NVPO foram registrados.

As pacientes foram aleatoriamente designadas para um dos seguintes trés grupos, com o método de envelopes lacrados: manutencao com sevoflurano (Grupo S), com propofol (Grupo P) e com a combinacao de propofol e sevoflurano (Grupo PS).

Combinando propofol e anestesia volátil diminui a náusea no pós-operatório

Nenhuma medicaccao pré-anestésica foi administrada. Todas as pacientes foram monitoradas por meio de eletro-cardiograma, pressao arterial nao invasiva, oximetria de pulso, capnografia e índice bispectral (BIS). Sondas naso-gástricas nao foram inseridas. A anestesia geral foi induzida com administracao por via intravenosa (iv) de remifentanil, tiamilal (Grupo S) ou propofol (Grupos P e PS) e rocurónio. A anestesia foi mantida com remifentanil e sevoflurano, propofol ou combinacao de propofol e sevoflurano em mistura de ar e oxigenio (2:1).

No Grupo S, a anestesia foi mantida com sevoflurano (concentracao expirada de aproximadamente 1 CAM, concentracao alveolar mínima). No Grupo P, a anestesia foi mantida com uma infusao de propofol (4-8mg.kg-1.h-1). No Grupo PS, a anestesia foi mantida com a combinacao de propofol (2mg.kg-1.h-1) e sevoflurano (concentracao expirada de aproximadamente 0,5 CAM). A concentracao de sevoflurano (Grupo S) e as taxas de infusao de propofol (Grupo P) foram tituladas para obter um valor BIS de 40-60. No Grupo PS, a taxa de infusao de propofol e a concentracao de sevoflurano foram fixadas.

Analgesia intraoperatória foi feita por titulacao da infusao de remifentanil, a critério do anestesiologista responsável. O bloqueio neuromuscular foi mantido com rocurónio intermitente. Solucao de acetato de Ringer foi administrada a 10mL.kg-1 .h-1 durante a primeira hora de anestesia e a 5mL.kg-1.h-1 em todas as horas subsequentes. Antes do fim da cirurgia, todas as pacientes receberam flurbiprofeno axetil (1 mg.kg-1). No fim da cirurgia, o bloqueio neuromuscular foi revertido com atropina (0,5 mg) e neostigmina (1 mg).

A incidencia e a gravidade de NVPO foram avaliadas por observadores, cegados para a designacao dos grupos, duas e 24 horas após a cirurgia. A gravidade da náusea foi registrada com a seguinte escala: sem náusea, náusea leve, moderada e grave. Uma resposta completa foi definida como sem NVPO e sem uso de resgate antiemético. Metoclopramida iv (10 mg) foi usada como o antiemético de resgate. A dor no pós-operatório foi avaliada com uma escala de classificacao numérica (0 = sem dore10 = dormáxima). Quando uma paciente solicitava analgesia, um supositório de diclofenaco

(25 mg) ou pentazocina intramuscular (15 mg) era administrado. Os intervalos de 0-duas horas e duas-24 horas foram definidos como imediato e tardio, respectivamente. O desfecho primário foi a taxa de resposta completa dentro de 24 horas da cirurgia.

Um estudo anterior10 relatou uma incidencia cumulativa de NVPO de 70% em 24 horas em pacientes submetidas á cirurgia ginecológica laparoscópica. O tamanho da amostra foi determinado por análise do poder para fornecer um poder 0,8 para detectar uma reduccao absoluta de 35% na incidencia cumulativa de NVPO (a = 0,05). A análise estatís-tica foi feita com o programa SPSS® versao 18 (SPSS Inc., Chicago, IL, EUA). As variáveis continuas foram comparadas por análise de variancia simples, com testes post hoc de Bonferroni para as comparares múltiplas. As variáveis categóricas foram analisadas com os testes exato de Fisher e X2, com correcao para comparares múltiplas, quando apro-priado. Os dados foram expressos em número de pacientes ou média ± desvio padrao. Um valor p <0,05 foi considerado estatisticamente significativo.

Resultados

Das 130 pacientes, quatro foram excluidas da análise: duas convertidas para laparotomia e duas violaram o protocolo do estudo. Portanto, 126 pacientes foram randomicamente alocadas em tres grupos com 42 cada (Grupo S, Grupo P e Grupo OS).

Os dados demográficos foram semelhantes em relacao a idade, peso, altura, estado físico ASA, história de taba-gismo, história da doenca de enjoo e/ou NVPO e fase do ciclo menstrual (tabela 1). Da mesma forma, nao houve diferenca significativa nas variáveis intraoperatórias, incluindo a duracao da anestesia e cirurgia, as doses totais de remifentanil e rocurónio, o tipo de cirurgia, a temperatura, a perda sanguinea e o volume de liquido intravascular (tabela 2).

Uma resposta completa em 24 horas (desfecho primário) foi obtida em 38% das pacientes do Grupo S, em 71% do grupo P e em 76% do Grupo PS (p< 0,0005) (tabela 3). Os grupos

Tabela 1 Dados demográficos do paciente

Grupo S (n = 42) Grupo P (n = 42) Grupo PS (n = 42)

Idade (anos) 38,9 ±13 37,5 ±13 40,0 ±13,3

Altura (cm) 157,6 ±5 156,4 ±5,1 157,5 ±5,9

Peso (kg) 53,8 ±6,9 51,8 ±8,2 53,6 ±9,6

PAM na admissao (mmHg) 94,9 ±15,5 97,8 ±14,6 92,9 ±14,2

Estado físico ASA (i/ii) 30/12 31/11 30/12

Tabagismo (n) 6 4 8

História de enjoo e/ou NVPO (n) 17 14 15

Fase do ciclo menstrual (n)

Folicular 17 16 17

Luteal 18 20 15

Pós-menopausa 7 6 10

PAM, pressao arterial média. Dados expressos em média ±DP ou número de pacientes. A anestesia foi mantida com sevoflurano (Grupo S), propofol (Grupo P) ou combinacao de propofol e sevoflurano (Grupo PS).

4 H. Kawano et al.

Tabela 2 Parámetros relacionados á anestesia/cirurgia

Grupo S (n =42) Grupo P (n = 42) Grupo PS (n =42)

Duracao da anestesia (min) Duracao da cirurgia (min) 171,2 ±58,6 124,7 ±54,5 167,9 ±67,1 122,1 ±65,3 155,5 ±48,7 111,5 ±48,7

Anestésicos Remifentanil (mg) Rocuronio (mg) 3,082 ±1,884 54,8 ±13,2 3,197 ±1,856 53,1 ±13,4 3,055 ±1,420 50,6 ±13

Tipo de cirurgia (n) Cistectomia/tumorectomia ovariana Adesiólise Miomectomia Salpingostomia Perfuracao ovariana Ooforectomia Temperatura (°C) Perda sanguínea (mL) Volume de líquidos (mL) 31 2 6 1 1 1 36,6 ±0,4 28,8 ±54,5 1059,0 ±312,3 24 5 9 0 0 4 36,4 ±0,4 65,4 ±142,7 1109,8 ±440,9 32 2 3 2 1 2 36,6 ±0,6 31,4± 58,8 1036,0 ±341,1

Dados expressos em média ± DP ou número de pacientes. A anestesia foi mantida com sevoflurano (Grupo S), propofol (Grupo P) ou combinacao de propofol e sevoflurano (Grupo PS).

P e PS diferiram significativamente do Grupo S (p = 0,012 e < 0,002, respectivamente), mas uma diferenca significativa nao foi evidente entre os grupos P e PS (tabela 3). A inci-déncia de náusea em 24 horas também foi significativamente

diferente (Grupo S = 62%, Grupo P = 29% e Grupo PS = 21%, p < 0,0005). A taxa de náusea significativa também foi menor nos grupos P e PS do que no Grupo S (p = 0,003). No entanto, nao houve diferenca estatisticamente significativa entre os

Tabela 3 Incidéncia de náusea e vomito no pós-operatório

Grupo S (n = 42) Grupo P (n = 42) Grupo PS (n = 42) p

0-2 horas de pós-operatório

Náusea 24 (57) 11 (26)b 9 (21)b 0,001a

Náusea significativa (moderada ou grave) 16 (38) 7 (17) 3 (7)b 0,001a

Vomito 4 (10) 5 (12) 3 (7) 0,759

Episódios de vomito em pacientes que vomitaram 2,3 ±1,5 1,2 ±0,4 2 ±1,7 0,155

Náusea e/ou vomito no pós-operatório 24 (57) 11 (26)b 9 (21)b 0,001a

Antiemético de resgate 8 (19) 1 (2) 2 (5) 0,014a

Resposta completa 18 (43) 31 (74)b 33 (76)b 0,001a

2-24 horas de pós-operatório

Náusea 11 (26) 5 (12) 4 (10) 0,078

Náusea significativa (moderada ou grave) 1 (2) 3 (7) 2 (5) 0,592

Vomito 2 (5) 4 (10) 2 (5) 0,586

Episódios de vomito em pacientes que vomitaram 1,5 ±0,7 2,3 ±1,5 3± 0 0,530

Náusea e/ou vomito no pós-operatório 11 (26) 5 (12) 4 (10) 0,078

Antiemético de resgate 2 (5) 3 (7) 0 (0) 0,233

Resposta completa 31 (74) 36 (86) 38 (90) 0,108

0-24 horas de pós-operatório

Náusea 26 (62) 12 (29)b 9 (21)b < 0,0005a

Náusea significativa (moderada ou grave) 17 (40) 8 (19) 4 (10)b 0,003a

Vomito 4 (10) 6 (14) 3 (7) 0,549

Episódios de vomito em pacientes que vomitaram 3± 2,2 2,5 ±1,2 4± 3 0,651

Náusea e/ou vomito no pós-operatório 26 (62) 12 (29)b 9 (21)b < 0,0005a

Antiemético de resgate 9(21) 4 (10) 2 (5) 0,052

Resposta completa 16 (38) 30 (71)b 33 (76)b < 0,0005a

Dados expressos em média ± DP ou número de pacientes (%). A anestesia foi mantida com sevoflurano (Grupo S), propofol (Grupo P) ou combinacao de propofol e sevoflurano (Grupo PS). a Diferenca estatisticamente significativa (p<0,05). b Diferenca estatisticamente significativa do Grupo S (p<0,05).

+Model

BJAN-286; No. of Pages 7

Combinando propofol e anestesia volátil diminui a náusea no pós-operatório

Tabela 4 Dados de dor no pós-operatório

Grupo S (n = 42) Grupo P (n = 42) Grupo PS (n = 42)

[0,1-4] Escala de avaliacao numérica (0-10) Pós-operatório em 2h 24 h 6,4 ± 2,5 4,1 ± 2,3 5.6 ± 2,3 3.7 ± 1,9 5,9 ± 3 3,8 ± 2,4

Diclofenaco sódico no pós-operatório (mg) Pentazocina no pós-operatório (mg) 17,3 ± 18,7 7,9 ± 8,9 16,7 ± 18 8,6 ± 13,7 17,9 ± 18,5 4,6 ± 7,4

Dados expressos em média ± DP. A anestesia foi mantida com sevoflurano (Grupo S), propofol (Grupo P) ou combinacao de propofol e sevoflurano (Grupo PS).

grupos quanto á incidencia ou frequencia de vómito ou uso de antiemético de resgate em 24 horas (tabela 3).

No período pós-operatório imediato, a proporccao de pacientes que apresentou uma resposta completa foi significativamente maior nos grupos P (74%) e PS (76%) do que no Grupo S (43%) (p = 0,001). A incidencia de náusea também foi significativamente inferior nos grupos P (26%) e PS (21%) do que no Grupo S (57%) (p = 0,001). Porém, nao houve diferenca estatisticamente significativa entre os grupos quanto á incidencia ou frequencia de vómito nesse momento de mensuraccao (tabela 3).

No período pós-operatório tardio, embora a incidencia de náuseas tenha sido menor nos grupos P (12%) e PS (10%) do que no Grupo S (26%), a diferenca nao foi estatisticamente significativa (p = 0,078). A proporcao de pacientes que apre-sentou uma resposta completa, a incidencia e a frequencia de vómito, a gravidade da náusea e o uso de antiemético de resgate nao diferiram entre os grupos durante esse momento (tabela 3).

Nao houve diferenca entre os grupos em relacao á escala de classificacao numérica ou uso de analgesia (tabela 4). Nenhuma paciente relatou consciencia no período intraope-ratório.

Discussáo

Este estudo mostra que o uso da combinaccao de propofol e sevoflurano durante a cirurgia ginecológica laparoscópica diminui a incidencia de NVPO. Este é o primeiro estudo, de acordo com nossa pesquisa da literatura, que avalia os efei-tos do uso combinado de propofol e anestesia volátil sobre a incidencia de NVPO.

O uso de anestésicos voláteis como isoflurano e sevoflurano tem muitos benefícios. O efeito benéfico representativo é a cardioproteccao. Os anestésicos volá-teis mostraram proteger o miocárdio contra a isquemia do miocárdio e danos de reperfusao por meio de uma via de transduccao de sinal que inclui a proteína quinase C e os canais de KATP mitocondriais e sarcolemais.1,2 Segundo relatos,3,4 os anestésicos voláteis também causam vasodilataccao coronária ao ativar os canais vasculares de KATP. Os ensaios clínicos randómicos com pacientes sub-metidos á cirurgia de artéria coronária mostraram que os anestésicos voláteis diminuem a liberaccao de troponina, a duracao do período de internacao em UTI e a incidencia de eventos cardíacos, além de melhorar a funccao do

ventrículo esquerdo.11 Com base nesses ensaios, as dire-trizes de 2007da Associacao Cardíaca Americana/Colégio de Cardiologia Americano sobre a avaliaccao cardiovascular no perioperatório e cuidados para a cirurgia nao cardíaca11 recomendam o uso de anestésicos voláteis durante a cirurgia nao cardíaca para manutencao da anestesia geral em pacientes hemodinamicamente estáveis em risco de isquemia miocárdica (Classe IIa, nível de evidencia B). Os benefícios adicionais da anestesia volátil incluem uma menor incidencia de consciencia no intraoperatório durante a anestesia geral12 e um efeito broncodilatador.13

AVT com propofol está associada a uma menor incidencia de NVPO.5,6 Além disso, a AVT tem muitas vantagens sobre a anestesia volátil. Vários estudos7 mostraram que propo-fol, a depender da dose, causa uma diminuiccao do fluxo de sangue cerebral, da taxa metabólica do consumo cerebral de oxigenio e da pressao intracraniana. Estudos com animais14 mostraram que os anestésicos voláteis inibem a vasoconstricao pulmonar hipóxica (VPH) de um modo dependente da dose, embora o propofol nao pareca afetar a VPH.15 Embora o fato de propofol poder ou nao induzir hipertermia maligna (HM) permaneca controverso,16 Sumitani et al.17 relataram uma prevalencia relativamente baixa de HM em usuários de propofol. Estudos anteriores8 mostraram que os pacientes anestesiados com propofol apresentaram menos dor do que aqueles anestesiados com anestésicos voláteis. Além disso, a AVT mostrou ser mais eficaz para inibir a res-posta neuroendócrina ao estresse em comparaccao com a anestesia volátil.9 Propofol também pode prevenir os danos teciduais resultantes do estresse oxidativo18 por meio de suas propriedades antioxidantes.19

Propofol e anestésicos voláteis, como sevoflurano e desflurano, sao amplamente usados para anestesia clínica devido ao rápido início e término da accao. O uso de cada um dos anestésicos tem vantagens e desvantagens. Desenvolvemos um novo método de anestesia que combina propofol e anestesia volátil para obter os beneficios e diminuir as desvantagens de cada anestésico. No entanto, essa era apenas uma hipótese e os efeitos reais da combinaccao per-maneciam desconhecidos. Portanto, avaliamos os efeitos da combinaccao de propofol e anestesia volátil sobre a incidencia de NVPO em pacientes submetidas á cirurgia ginecológica laparoscópica.

Os resultados deste estudo mostraram que o uso de propofol combinado com anestesia volátil durante cirurgia ginecológica laparoscópica causou uma reduccao de 66% em NVPO (de 62% para 21%), um efeito que foi mais acentuado

no período pós-operatório imediato. Surpreendentemente, esse efeito é comparável com o da AVT com propofol (uma reducao de 66% no Grupo PS versus 53% no Grupo P). A inci-déncia de NVPO no Grupo S (62%) foi semelhante á incidéncia de NVPO relatada anteriormente em pacientes submetidas á cirurgia ginecológica laparoscópica.10,20

As pacientes do Grupo PS receberam doses significativamente menores de sevoflurano durante a anestesia, o que pode explicar a reducao da incidéncia de NVPO. Apfel et al.21 relataram que o grau de exposicao a anestésicos voláteis é a principal causa de náusea e vomito no pós-operatório imediato. Outra razao para a reducao da incidéncia de NVPO pode ser os efeitos antieméticos de propofol. As proprie-dades antieméticas de propofol foram demonstradas pela primeira vez por Borgeat et al.22 e posteriormente por vários outros autores.23 No entanto, o seu mecanismo exato de acao ainda permanece obscuro. Propofol pode atuar como um antagonista do receptor de dopamina;24 também mos-trou ter fraco efeito antagonista contra serotonina. No entanto, o mecanismo exato pelo qual propofol exerce seus efeitos antieméticos permanece indeterminado. Segundo relato,25 o efeito está associado a uma variacao definida da concentracao de plasma; descobriu-se que a concentracao plasmática de propofol associada a uma reducao de 50% nos escores de náusea é de 343ng.mL-1. De acordo com a simulacao farmacocinética (TIVA trainer 8, Frank Eng-bers, Leiden, Países Baixos), 155 minutos após uma dose de inducao de 1,5mg.kg-1 e manutencao com 2mg.kg-1.h-1, a concentracao plasmática de propofol é de 1 ^g.mL-1. A simulacao de dados também mostra que a concentracao plasmática de propofol cai abaixo de 350ng.mL-1 dentro de aproximadamente 170 minutos do fim da infusao. Essa simulacao de dados sugere que a concentracao plasmática de propofol usada em nosso método ficará acima da variaccao eficaz para antiemese até aproximadamente 170 minutos após o fim da cirurgia. Isso provavelmente explica por que os pacientes do Grupo PS apresentaram uma menor inci-déncia de NVPO, particularmente no período pós-operatório imediato.

Limitaqóes do estudo

Nosso estudo tem algumas limitares. Em primeiro lugar, existe um consenso crescente de que uma profilaxia melhor para NVPO pode ser conseguida com o uso de uma combinaccao de agentes que atuam sobre diferentes receptores, considerando-se que vários receptores estao envolvidos na etiologia da NVPO. Em pacientes de alto risco, uma abordagem para prevenir NVPO multimodal tem sido recomendada. No entanto, nao administramos qualquer antiemético profilático ou agentes combinados para prevenir NVPO. Esse foi o motivo pelo qual resolvemos investigar o risco basal, que poderia ter sido mascarado por um antiemético profilático. Diminuir o risco basal foi recomendado26 porque pode diminuir significativamente a incidéncia de NVPO.27,28 Além disso, os antieméticos profiláticos estao associados ao aumento tanto dos custos quanto dos efeitos adversos.29,30 Portanto, consideramos importante estudar a pura incidéncia de NVPO para cada método de anestesia. Em segundo lugar, apenas uma combinaccao da taxa de perfusao de propofol e da concentraccao de sevoflurano foi estudada e

H. Kawano et al.

os efeitos de outras combinaçoes nâo foram avaliados neste estudo. Portanto, a combinaçâo ideal da taxa de perfusâo de propofol e da concentraçâo de sevoflurano ainda precisa ser determinada.

Conclusâo

A combinacâo de propofol e anestesia volátil durante a cirurgia ginecológica laparoscópica diminui eficazmente a incidéncia de NVPO na ausência de antiemético profilático. Embora mais estudos experimentais sejam necessários para esclarecer a sua eficácia em um contexto clínico, acreditamos que a combinacâo de propofol e anestesia volátil oferece potenciais beneficios clínicos. Denominamos esse novo método de ''anestesia combinada intravenosa volátil (ACIV)''.

Conflitos de interesse

Os autores declaram nâo haver conflitos de interesse. Referencias

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BJAN-2S6; No. of Pages 7

Combinando propofol e anestesia volátil diminui a náusea no pós-operatório 7

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