Scholarly article on topic 'ADENOCARCINOMA DE CÓLON SIGMOIDE ASSOCIADO A CISTOADENOMA SEROSO MICROCÍSTICO DE PÂNCREAS: RELATO DE CASO'

ADENOCARCINOMA DE CÓLON SIGMOIDE ASSOCIADO A CISTOADENOMA SEROSO MICROCÍSTICO DE PÂNCREAS: RELATO DE CASO Academic research paper on "Health sciences"

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Journal of Coloproctology
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Academic research paper on topic "ADENOCARCINOMA DE CÓLON SIGMOIDE ASSOCIADO A CISTOADENOMA SEROSO MICROCÍSTICO DE PÂNCREAS: RELATO DE CASO"

j coloproctol (rio j). 2017 ; 3 7(S 1) : 73-176

um tempo de seguimento prolongado no tratamento do paciente com cancer colorretal.

https://doi.org/10.1016/jocol.2017.09.032 P-032

Cross Marie

TERATOMA CÍSTICO MADURO RETRORRETAL: RELATO DE CASO

Fernanda Miacci,

Ana Paula Della Justina Volpato,

Gabriela Moraes, Larissa Hammes,

Maria Cristina Sartor, Antonio Baldin Junior,

Antonio Sergio Brenner

Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil

Introdugao: O teratomas sao tumores derivados de células germinativas (TCG). As gonadas sao os sitios primários mais comuns. Uma pequena proporcao é de origem extragonadal. Um teratoma com sitio exclusivamente abdominal ou retroperitoneal é incomum, representa menos de 5% de todos os tumores de células germinativas extragonadais.

Descrigao do caso: E.S., feminino, 47 anos, hipertensa. Por cinco anos apresentou dor e prurido em regiao anal, com saida de secrecao amarronada que vertia de um ponto perianal. Durante esse periodo, fez tres cirurgias para correcao de fistula, sem sucesso. A paciente fez retossigmoidoscopia, que demonstrou abaulamento de linha média posterior, de consistencia mole, que se estendia por 8cm. O exame de res-sonancia magnética identificou uma lesao cistica pararretal, de etiologia lipomatosa, media 8,0 x 6,7 x 8,2 cm. A paciente foi submetida a exérese do tumor retrorretal por via anal. Durante procedimento cirurgico foi identificado trajeto fistuloso da lesao com o canal anal com fechamento do orificio interno da fistula. A peca cirúrgica foi enviada para análise anatomopatológica compativel com teratoma cistico maduro. Nao houve complicares no intraoperatório e a paciente se encontra em acompanhamento ambulatorial.

Discussao: O teratoma apresenta implantacao gonadal ou extragonadal. A regiao sacrococcigea é a localizacao extragonadal mais comum, pode a lesao ser do tipo sólida, multicistica ou formada por grande cisto único.

Conclusao: Caso raro de teratoma cistico maduro com origem retroperitoneal e localizacao retrorretal. A lesao comunicava-se com a regiao perianal através de um canal fistuloso. A paciente foi submetida a tres procedimentos para drenagem de fistula perianal antes do diagnóstico da tumoracao.

https://doi.org/10.1016/jj.jcol.2017.09.033 P-033

RELATO DE CASO: TUMOR DE CÉLULAS GRANULARES EM CÓLON ASCENDENTE

Tamara Durci Mendes,

Gustavo Lisboa de Braga,

Danilo José Munhóz da Silva, Thaís Andreotti,

Geni Satomi Cunrath,

CrossMark

Camilla Ferreira Magalhaes Franco, Miguel Cerutti Franciscatto

Faculdade de Medicina de Sao José do Rio Preto (Famerp), Sao José do Rio Preto, SP, Brasil

Introdugao: Os tumores de células granulares sao relativamente raros e podem estar presentes em qualquer tecido do corpo. É comum em cavidades orais e tecidos subcutáneos, porém incomum no cólon e no reto. Esses tumores, quando presentes no cólon, sao assintomáticos e considerados achados de exames endoscópicos. Apresentam-se como uma imagem nodular arredondada, menores do que 2cm.

Descrigao do caso: Paciente masculino de 54 anos, sub-metido a colonoscopia de screening para cáncer colorretal. Durante o procedimento, foi evidenciado pólipo de 6 mm no cólon ascendente ressecado completamente com pinca de biópsia. O diagnóstico morfológico foi de tumor de células granulares. A imuno-histoquímica complementar evidenciou a expressao do marcador S-100, sinaptofisina e CD68.

Discussao: Os tumores granulares podem ocorrer em qualquer órgao do corpo. No trato gastrointestinal sao raros, o esófago é o mais acometido, seguido do cólon e do estomago. Em séries de casos descritas anteriormente, evidenciamos que o tumor, quando colorretal, é mais frequente no cólon ascendente e no reto. Endoscopicamente, sao nódulos de sub-mucosa, de coloracao amarelada ou amarelo-esbranquicada ou pólipos sésseis. Os achados histológicos sao essenciais para determinar o diagnóstico. A variante maligna do tumor de células granulares já foi reportada na literatura. O tamanho do tumor acima de 4cm, crescimento rápido e invasao de estru-turas adjacentes estao relacionados com a variante maligna. Outros achados, como necrose celular, atipia, alto índice e mitose, também estao relacionados. A resseccao endoscópica é aceitável para o tratamento dos tumores de células granulares, desde que nao preencha critério da variante maligna.

Conclusao: Os tumores menores do que 2 cm, que nao inva-dem a submucosa, sao, na maioria dos casos, passíveis de resseccoes endoscópicas. Entretanto, se há alguma suspeita de malignidade, ou lesoes nao completamente ressecadas, o tratamento cirurgico deve ser instituido.

https://doi.org/10.1016/jjcol.2017.09.034 P-034

Cross Marie

ADENOCARCINOMA DE CÓLON SIGMOIDE ASSOCIADO A CISTOADENOMA SEROSO MICROCÍSTICO DE PÁNCREAS: RELATO DE CASO

Diego Palmeira Rangel,

Isaac José Felippe Correa Neto,

Alexander de Sá Rolim,

Ngelo Rossi da Silva Cecchini,

Anderson de Almeida Maciel,

Hugo Henriques Watte, Laercio Robles

Hospital Santa Marcelina, Sao Paulo, SP, Brasil

Introducao: Tumores cisticos do pancreas sao geralmente achados incidentais, constituem 5% das neoplasias pancreáticas. A variante mais frequente é a microcistica, que

j coloproctol (rio j). 2017;3 7(S 1):73-176

consiste em lesao hipoecoica, heterogénea, com septos finos, determina aspecto em "favo de mel". Os cistoadenomas micro-císticos serosos sao geralmente benignos e representam 15% dos tumores císticos do páncreas. Tumores colorretais com lesoes sincrónicas extracolónicas ocorrem em cerca de 3 a 5% dos casos, devem sempre ser investigados no estadiamento.

Descrigao do caso: Feminina, 68 anos, hipertensa e diabética, com historia de dor tipo cólica em hipogástrio, perda ponderal de 12% do peso corporal, hematoquezia e astenia havia seis meses. Exame físico abdominal nao apresentou alteracoes. Fez colonoscopia com presenca de lesao esteno-sante, ulcerada e friável de 5 cm de extensao em sigmoide. A biópsia revelou adenocarcinoma. Na avaliacao tomográfica de tórax, abdome e pelve observou-se espessamento concéntrico na transicao retossigmoide de 6 cm e uma massa de 7 x 5 x 6 cm em cauda de páncreas de aspecto sólido cístico, lobulado com septos em seu interior e antígeno carcinoembrionário de 1,6 ng/mL. Fez vacinacao contra germes encapsulados e foi submetidaaa retossigmoidectomia e pancreatectomia corpo caudal com esplenectomia. A histo-patologia da retossigmoidectomia revelou adenocarcinoma moderadamente diferenciado infiltrativo, com invasao até tecido gorduroso pericólico, margens livres, com 18 linfono-dos ressecados, sem acometimento neoplásico, T3N0M0. A pancreatectomia corpo caudal e a esplenectomia constataram cistoadenoma microcístico seroso do páncreas de 7 x 7 cm com trés linfonodos peripancreáticos com hiperplasia lin-foide, baco sem anormalidades. Paciente obteve boa evolucao e alta hospitalar no sexto dia de pós-operatório.

Conclusao: O estadiamento oncológico é essencial na avaliacao pré-operatória do cáncer colorretal, permite trata-mento cirúrgico simultáneo e, por vezes, definitivo da doenca oncológica e de outras lesoes.

https://doi.org/10.1016/j.jcol.2017.09.035 P-035

CrossMark

MUCOSITE GASTROINTESTINAL DURANTE NEOADJUVÄNCIA PARA ADENOCARCINOMA DE RETO: RELATO DE CASO

Anderson de Almeida Maciel,

Isaac José Felippe Corréa Neto,

Alexander de Sá Rolim,

Angelo Rossi da Silva Cecchini,

Diego Palmeira Rangel,

Rogério Freitas Lino de Souza, Laercio Robles

Introducto: A mucosite gastrointestinal é um achado comum após tratamento quimioterápico e radioterápico. Com patogénese multifatorial, pode se apresentar de diversas formas clínicas, com variacao de acordo com o regime de tratamento.

Descrigao do caso: Paciente de 73 anos, feminino, diagnosticada com adenocarcinoma de reto baixo, apresentava a colonoscopia lesao no nível da linha pectínea, que se estendia por 2 cm, ocupava cerca de 40% da circunferéncia. No estadiamento nao havia evidéncia de lesöes secundárias a distancia, foi indicada terapia neoadjuvante. Antes de completar o último ciclo de radioterapia, deu entrada no pronto

atendimento com evolucao de 10 dias de dor e distensao abdominal, associadas a náuseas, vómitos e diminuicao da eliminacao de flatos e fezes. Ao exame físico em ruim estado geral, desidratada, hipocorada, abdome distendido, doloroso difusamente e com descompressao dolorosa. Fez exames laboratoriais que revelaram pancitopenia, radiografia de abdome evidenciava distensao de alcas de intestino delgado, sem pneumoperitónio. Em tomografia de abdome demonstrava distensao e espessamento parietal difuso de alcas de delgado. Foi conduzida de forma conservadora, com reposicao volé-mica, sondagem nasogástrica e nutricao parenteral, além de granuloquine e antibioticoterapia, com boa resposta clínica, melhoria da dor abdominal e retorno do transito intestinal. Repetida tomografia de abdome após o décimo dia de internacao que revelou melhoria considerável da distensao e edema das alcas intestinais.

Discussao: A mucosite tende a se apresentar como quadros agudos e na maioria das vezes por meio da diarreia, náuseas e vómitos. Alguns casos, como o descrito, podem se apresentar com dor abdominal intensa e sinais de suboclusao intestinal, tornam difícil a decisao de manejo conservador.

Conclusao: O conhecimento da patologia e das formas de apresentacao, além da experiéncia da equipe, é de alto valor para o melhor manejo de quadros clínicos atípicos.

https://doi.org/10.1016/j.jcol.2017.09.036 P-036

CrossMark

CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS DE CANAL ANAL: DIAGNÓSTICO INCIDENTAL EM FÍSTULA ANAL: RELATO DE CASO E REVISÁO DE LITERATURA

Matheus Duarte Massahud, Alexandre Martins da Costa El-Aouar, Fernando José Campos Lavall Junior, Diego Vieira Sampaio,

Nathalia Nascentes Coelho dos Santos Omer, Pedro José Guimaraes Cardoso, Patricia Costa Sant'Ana

Santa Casa de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG, Brasil

Introdugao: Nos anos 1930 foram publicados os primeiros relatos de caso sobre a rara associacao de fístula anal e carcinoma de células escamosas (CCE) de canal anal. A seguir apresentaremos relato de caso e revisao da literatura sobre o tema.

Descrigao do caso: Paciente de 73 anos, sexo feminino, doenca de Parkinson, usava levodopa. Diagnóstico de fístula anal em 2015. Submetida a fistulectomia em 2016. Perda ponderal nos últimos seis meses. Anatomopatológico: carcinoma verrucoso com margens comprometidas. Solicitada revisao de lamina e imuno-histoquímica: carcinoma de células escamosas in situ e invasor. Ao exame: inspecao sem alteracoes. Toque retal: tecido de consisténcia endurecida em parede posterior a cerca de 1cm da margem anal. Retossigmoidoscopia rígida: até 10 cm, visualizado aparente tecido cicatricial com pequena área ulcerada a 1 cm da margem anal. RNM de pelve: espessa-mento nodular mal definido na parede posterolateral direita