Scholarly article on topic 'Prevalence and risk factors of anemia in children'

Prevalence and risk factors of anemia in children Academic research paper on "Educational sciences"

CC BY-NC-ND
0
0
Share paper
OECD Field of science
Keywords
{Anemia / "Risk factors" / "Infant nutrition" / Iron / Anemia / "Fatores de risco" / "Nutrição do lactente" / Ferro}

Abstract of research paper on Educational sciences, author of scientific article — Cristie Regine Klotz Zuffo, Mônica Maria Osório, Cesar Augusto Taconeli, Suely Teresinha Schmidt, Bruno Henrique Corrêa da Silva, et al.

Abstract Objective To identify the prevalence and factors associated with anemia in children attending Municipal Early Childhood Education Day Care Center (Centros Municipais de Educação Infantil [CMEI]) nurseries in Colombo‐PR. Methods Analytical, cross‐sectional study with a representative sample of 334 children obtained by stratified cluster sampling, with random selection of 26 nurseries. Data collection was conducted through interviews with parents, assessment of iron intake by direct food weighing, and hemoglobin measurement using the finger‐stick test. Bivariate association tests were performed followed by multiple logistic regression adjustment. Results The prevalence of anemia was 34.7%. Factors associated with anemia were: maternal age younger than 28 years old (p = 0.03), male children (p = 0.02), children younger than 24 months (p = 0.01), and children who did not consume iron food sources (meat + beans + dark green leafy vegetables) (p = 0.02). There was no association between anemia and iron food intake in CMEI. However, iron intake was well below the recommended levels according to the National Education Development Fund resolution, higher prevalence of anemia was observed in children whose intake of iron, heme iron, and nonheme iron was below the median. Conclusions In terms of public health, the prevalence of anemia is characterized as a moderate problem in the studied population and demonstrates the need for coordination of interdisciplinary actions for its reduction in CMEI nurseries. Resumo Objetivo Identificar a prevalência e os fatores associados à anemia em crianças que frequentam berçários de Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) de Colombo (PR). Métodos Estudo analítico, de caráter transversal, com amostra representativa de 334 crianças obtida por amostragem estratificada por conglomerados, com seleção aleatória de 26 berçários. A coleta de dados foi feita por meio de entrevista com os pais, avaliação da ingestão de ferro por pesagem direta de alimentos e dosagem de hemoglobina por punção digital. Foram feitos testes de associação bivariados seguidos pelo ajuste de uma regressão logística múltipla. Resultados A prevalência de anemia foi de 34,7%. Os fatores associados à anemia foram: idade materna inferior a 28 anos (p = 0,03), crianças do sexo masculino (p = 0,02), com idade inferior a 24 meses (p = 0,01) e que não consumiam fontes alimentares de ferro (carne + feijão + verduras verde‐escuro) (p = 0,02). Não houve associação entre anemia e ingestão de ferro no CMEI. Porém, a ingestão de ferro foi bem abaixo da recomenda pela resolução do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Foi possível observar maior prevalência de anemia nas crianças cuja ingestão de ferro, ferro heme e ferro não heme apresentava‐se abaixo da mediana. Conclusão Em termos de saúde pública, a prevalência de anemia encontrada se caracteriza como um problema moderado na população estudada e demonstra a necessidade de articulação de ações interdisciplinares para a sua diminuição nos CMEIs.

Academic research paper on topic "Prevalence and risk factors of anemia in children"

J Pediatr (Rio J). 2016;92(4):353-360

ARTIGO ORIGINAL

Prevalence and risk factors of anemia in children^

Cristie Regine Klotz Zuffoa, Monica Maria Osoriob, Cesar Augusto Taconelic, Suely Teresinha Schmidta, Bruno Henrique Correa da Silvac e Claudia Choma Bettega Almeida3 *

CrossMark

a Programa de Pós-Graduacao em Seguranca Alimentar e Nutricional, Setor de Ciencias da Saúde, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil

b Programa de Pós-Graduacao em Nutricao, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE, Brasil c Departamento de Estatística, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil

Recebido em 12 de junho de 2015; aceito em 22 de setembro de 2015

Abstract

Objective: To identify the prevalence and factors associated with anemia in children attending Municipal Early Childhood Education Day Care Center (Centros Municipais de Educacao Infantil [CMEI]) nurseries in Colombo-PR.

Methods: Analytical, cross-sectional study with a representative sample of 334 children obtained by stratified cluster sampling, with random selection of 26 nurseries. Data collection was conducted through interviews with parents, assessment of iron intake by direct food weighing, and hemoglobin measurement using the finger-stick test. Bivariate association tests were performed followed by multiple logistic regression adjustment.

Results: The prevalence of anemia was 34.7%. Factors associated with anemia were: maternal age younger than 28 years old (p = 0.03), male children (p = 0.02), children younger than 24 months (p = 0.01), and children who did not consume iron food sources (meat + beans + dark green leafy vegetables) (p = 0.02). There was no association between anemia and iron food intake in CMEI. However, iron intake was well below the recommended levels according to the National Education Development Fund resolution, higher prevalence of anemia was observed in children whose intake of iron, heme iron, and nonheme iron was below the median. Conclusions: In terms of public health, the prevalence of anemia is characterized as a moderate problem in the studied population and demonstrates the need for coordination of interdisciplinary actions for its reduction in CMEI nurseries.

© 2016 Sociedade Brasileira de Pediatria. Published by Elsevier Editora Ltda. This is an open access article under the CC BY-NC-ND license (http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/ 4.0/).

DOI se refere ao artigo: http://dx.doi.Org/10.1016/j.jped.2015.09.007

* Como citar este artigo: Zuffo CR, Osório MM, Taconeli CA, Schmidt ST, da Silva BH, Almeida CC. Prevalence and risk factors of anemia in children. J Pediatr (Rio J). 2016;92:353-60.

** O artigo faz parte da dissertacao de mestrado da primeira autora no Programa de Pós-Graduacao em Seguranza Alimentar e Nutricional, Setor de Ciencias da Saúde, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil.

* Autor para correspondencia.

E-mail: clauchoma@gmail.com (C.C. Almeida).

2255-5536/© 2016 Sociedade Brasileira de Pediatria. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Este e um artigo Open Access sob uma licen^a CC BY-NC-ND (http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

KEYWORDS

Anemia; Risk factors; Infant nutrition; Iron

Prevalencia e fatores de risco da anemia em criancas Resumo

Objetivo: Identificar a prevalencia e os fatores associados a anemia em criancas que frequen-tam bercários de Centros Municipais de Educacao Infantil (CMEI) de Colombo (PR). Métodos: Estudo analítico, de caráter transversal, com amostra representativa de 334 criancas obtida por amostragem estratificada por conglomerados, com selecao aleatoria de 26 bercários. A coleta de dados foi feita por meio de entrevista com os pais, avaliacao da ingestao de ferro por pesagem direta de alimentos e dosagem de hemoglobina por puncao digital. Foram feitos testes de associacao bivariados seguidos pelo ajuste de uma regressao logística múltipla. Resultados: A prevalencia de anemia foi de 34,7%. Os fatores associados a anemia foram: idade materna inferior a 28 anos (p = 0,03), criancas do sexo masculino (p = 0,02), com idade inferior a 24 meses (p = 0,01) e que nao consumiam fontes alimentares de ferro (carne + feijao + verduras verde-escuro) (p = 0,02). Nao houve associacao entre anemia e ingestao de ferro no CMEI. Porém, a ingestao de ferro foi bem abaixo da recomenda pela resolucao do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educacao. Foi possível observar maior prevalencia de anemia nas criancas cuja ingestao de ferro, ferro heme e ferro nao heme apresentava-se abaixo da mediana. Conclusao: Em termos de saúde pública, a prevalencia de anemia encontrada se caracteriza como um problema moderado na populacao estudada e demonstra a necessidade de articulacao de acoes interdisciplinares para a sua diminuicao nos CMEIs.

© 2016 Sociedade Brasileira de Pediatria. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Este e um artigo Open Access sob uma licenca CC BY-NC-ND (http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd74. 0/).

PALAVRAS-CHAVE

Anemia;

Fatores de risco; Nutricao do lactente; Ferro

Introducao

A anemia é um problema global de saúde pública com consequencias importantes para a saúde humana e para o desenvolvimento social e económico de cada nacao.1 Resulta de causas isoladas ou múltiplas que atuam con-comitantemente e influenciam a saúde da crianca,2 o seu desenvolvimento cognitivo e físico e a imunidade e aumen-tam o risco de infeccoes e de mortalidade infantil.3

Uma análise global da prevalencia de anemia no mundo evidenciou que as crianccas em idade pré-escolar sao as mais afetadas, com prevalencia de 47,4%.1

Sua complexidade e dificuldade de controle fazem com que vários estudos busquem identificar as razoes para as altas prevalencias e seus potenciais fatores associados.4"6 O reconhecimento desses fatores contribui para o direci-onamento de accoes para a prevenccao e minimizaccao do problema.

O período compreendido entre a concepccao e os dois anos consiste numa fase crítica do desenvolvimento, torna a criancca vulnerável a anemia. Nessa idade, elas ingressam nos berccários de Centros de Educaccao Infantil, os quais sao responsáveis pelo cuidado de sua saúde e alimentaccao, em período integral.

O municipio de Colombo e a Regiao Metropolitana do Paraná nao dispoem de estudos de prevalencia de anemia em crianccas que frequentam Centros Municipais de Educacao Infantil (CMEI). Assim, tais estudos sao justificados pela maior vulnerabilidade dessas crianccas e pela identificacao da oferta de quantidades de ferro nas refeicoes dessas instituiccoes. Obter um perfil da situaccao da anemia pode contribuir para a adoccao e o fortalecimento de accoes que contribuam para a sua prevenccao e reduccao nessa populaccao.

O objetivo do estudo consiste em estimar a prevalen-cia de anemia e identificar seus fatores associados em crianccas que frequentam berccários de Centros Municipais de Educaccao Infantil (CMEI) do município de Colombo (PR).

Material e métodos

O estudo é transversal e analítico, contempla 334 criancas de seis a 36 meses de berccários de CMEI do município de Colombo, Regiao Metropolitana do Paraná. Colombo conta com 38 CMEI, que atendem 6.852 criancas matriculadas regularmente em 2012, 816 nos bercários.

A amostra selecionada foi representativa das crianccas de bercários dos CMEI e foi definida por amostragem estratificada por conglomerados em único estágio, com seleccao aleatoria de 26 dos 38 CMEI de Colombo. Esses foram separados por distrito sanitário do município de acordo com sua localizacao, foi respeitada a proporcionalidade dos alunos matriculados de cada distrito sanitário. Como referencia para o cálculo da amostra, adotou-se a prevalencia de 29,7% de anemia de um estudo feito em berccários de CMEI de Cascavel (PR) com uma amostra representativa de criancas entre seis e 24 meses,7 por se tratar de criancas da mesma faixa etária e que frequentam CMEI. Adotou-se nível de confianca de 95%, margem de erro de 0,04, estimativa da proporcao tomada como referencia de 0,3. Por se tratar de uma amostragem estratificada por conglomerados, foi incluído um fator de efeito do desenho amostral de 1,4 para resguardar a precisao desejada, o que resultou em amostra mínima de 320 crianccas.

O questionário continha questoes sobre as condicoes socioeconómicas, ambientais, biológicas, características maternas e do nascimento, práticas alimentares e suplementaccao

com ferro. Os questionários foram previamente testados em estudo-piloto em um CMEI que nâo fez parte da amostra. Foram feitas entrevistas com pais e responsáveis, de junho a dezembro de 2013.

Os níveis de hemoglobina foram obtidos com amostra de sangue por punctura digital, coletada em microcuveta e lei-tura feita em hemoglobinômetro portátil. A concentracâo de hemoglobina inferior a 11 g/dL foi considerada anemia e classificada como leve (10-10,9g/dL), moderada (7-9,9 d/dL) ou grave (< 7,0 d/dL), segundo a Organizacâo Mundial de Saúde.8

Fez-se a avaliaçâo antropométrica com afericâo de peso e estatura. O peso foi aferido em balanca pediátrica digital com divisâo de 5 g e capacidade de 15 Kg. As criancas foram pesadas despidas, com fralda descartável limpa, com a balanca previamente tarada e instalada em superficie plana, lisa e firme. Aquelas que tinham peso maior do que 15 kg foram pesadas em balanca digital portátil com capacidade para 150 kg, divisâo de 100 g.9

O comprimento foi aferido com antropômetro portátil confeccionado em barra de madeira, amplitude de 100 cm e subdivisoes de 0,5 cm. As criancas menores de dois anos foram medidas em posicâo de decúbito dorsal sobre o antropômetro. As criancas maiores de dois anos foram medidas em pé com antropômetro de madeira.

A classificacâo do estado nutricional foi feita no programa WHO Anthro versâo 3.2.2 (WHO, GE, Suíca), para Peso/Idade (P/I), Estatura/Idade (E/I) e Índice de Massa Corporal/Idade (IMC/I).10

A ingestâo de ferro foi obtida mediante pesagem direta individual dos alimentos fornecidos nos CMEI, feita em dois dias nâo consecutivos. A composicâo nutricional dos alimentos foi obtida pelo programa Avanutri® (Avanutri®, RJ, Brasil). A ingestâo de ferro foi expressa em ingestâo total de ferro da dieta, ingestâo de ferro heme e ingestâo de ferro nâo heme. Foram considerados ferro heme 40% do ferro con-tido nas carnes e como ferro nâo heme os 60% restantes, somados ao ferro total encontrado nos outros alimentos. As densidades de ferro total, ferro heme e ferro nâo heme foram obtidas pela divisâo do total de cada um desses nutrientes pelo total de calorias ingeridas pela crianca no dia, expressas em mg de ferro para cada 1.000 kcal da dieta.11

As variáveis independentes foram distribuidas da seguinte forma: 1) fatores biológicos: sexo e idade da crianca; 2) prática alimentar: duracâo do aleitamento materno, aleitamento materno exclusivo até os seis meses, consumo de suco de fruta, fruta, leite, feijâo, carne, fígado, legumes, verduras verdes escuras, alimentos fonte de ferro (carne + feijâo + verduras verdes escuras); ingestâo no CMEI de ferro total, ferro heme e ferro nâo heme; densidade de ferro total, ferro heme e ferro nâo heme; 3) morbidades: febre e diarreia nos últimos 15 dias, história de anemia; 4) estado nutricional: baixo peso ao nascer, baixo peso, excesso de peso, baixa estatura, excesso de peso segundo IMC para idade; 5) assistência à saúde: pré-natal, número de consultas de pré-natal, suplementaçâo de ferro na gestacâo; tipo de parto; prematuridade; 6) fatores maternos: idade, cor, número de filhos; 7) fatores socioeconômicos: esco-laridade e trabalho materno, renda familiar per capita, beneficiários dos programas Bolsa Família e Leite das Criancas; casa própria, número de moradores no domicilio, número de quartos, água tratada, tratamento do esgoto e

destino do lixo. As variáveis foram categorizadas conforme estudos que investigaram anemia em criancas.2-4-11-12 Ingestao de ferro foi categorizada em relacao á média dos valores encontrados.

Os dados foram digitados em dupla entrada no formulário online Google Drive® e após conferencia exportados para o programa SPSS® versao 19.0 (IBM Corp. Released 2010. IBM SPSS Statistics para Windows, NY: EUA).

Fez-se análise descritiva das variáveis. A associacao com anemia foi verificada com o teste qui-quadrado e exato de Fisher. As variáveis que apresentaram p inferior a 0-20 foram selecionadas para compor o modelo de regressao logística múltipla. A análise multivariada foi feita por meio da construcao do modelo conceitual baseado e adaptado de Osório et al.13 Foram definidos sete níveis hierárquicos, de acordo com a seguinte ordem: características maternas (idade); estado nutricional (baixa estatura); morbidades (presenca de febre e/ou diarreia nos últimos 15 dias, história de anemia); aleitamento materno (duraccao do aleitamento materno); práticas alimentares no domicílio (consumo de verduras verde-escuras- carnes- fígado e alimentos fonte de ferro (carne + feijao + verduras verdescuro); ingestao de ferro no CMEI (ferro nao heme e ferro total); características biológicas da criancca (sexo e idade). As variáveis foram introduzidas no modelo uma a uma e foram retiradas aquelas que nao apresentavam significancia estatística de p<0-05. Foram estimadas as razoes de chances - RC (odds ratio) - brutas e ajustadas.

Este trabalho faz parte do Projeto de Pesquisa Segurancca Alimentar e Nutricional no Ambiente Escolar- aprovado pelo Comité de Ética em Pesquisa em Seres Humanos (CAAE 11312612.5.0000.0102).

Resultados

A prevaléncia de anemia estimada é de 34-7%. Das criancas anémicas- 56-9% apresentam anemia leve- 42-2% moderada e 0-9% grave. O valor médio de hemoglobina é de 11-3 g/dL (±1-34).

A idade média das criancas é de 21-2 (± 5-7) meses-50-3% do sexo masculino. A duracao mediana de aleitamento materno é de 180 dias e de aleitamento materno exclusivo de 90 dias. Encontraram-se 5% de baixa estatura- 0-6% de baixo peso- 3-4% de excesso de peso e 8-4% de excesso de peso segundo IMC. A renda familiar per capita é inferior a um salário mínimo em 76-7% das familias

A ingestao mediana de ferro total no CMEI é de 3-01 mg-com uma maior contribuicao de ferro nao heme. A densidade mediana de ferro é de 5-64 mg/1000 kcal. A prevaléncia de anemia é maior nas crianccas que tiveram ingestao de ferro total- ferro heme- ferro nao heme e densidade de ferro heme abaixo da mediana (tabela 1).

Na análise bivariada (tabela 2)- anemia apresenta associacao estatística com: sexo masculino (OR: 1-86; IC95%: 1-17-2-94); idade menor do que 24 meses (OR: 1-88; IC95%: 1-15-3-09); idade materna inferior a 28 anos (OR: 1-80; IC95%: 1-14-2-84) e nao consumo de alimentos fontes de ferro (OR: 1-67; IC95%: 0-98-2-84). Outros fatores significativos nesta primeira etapa da análise foram: presencca de febre nos últimos 15 dias (OR: 1-64; IC95%: 1-04-2-58)-histórico anterior de anemia (OR: 1-83; IC95%: 1-01-3-33)-

Tabela 1 Ingestao de ferro total, ferro heme, ferro nao heme e densidade de ferro total, ferro heme e ferro nao heme da dieta consumida em criancas de Centros Municipais de Educacao Infantil, Colombo, 2013

Variáveis Média (Desvio Padrao) Mediana Mínimo - Máximo % anemia (< mediana) % anemia (> mediana)

Ferro total (mg) 3,10 (1,46) 3,01 0,12-8,81 39,9 31,1

Ferro heme (mg) 0,13 (0,12) 0,09 0,00-0,68 38,9 32,9

Ferro nao heme (mg) 2,97 (1,40) 2,89 0,09-8,71 39,8 31,1

Densidade de ferro total 5,64 (1,85) 5,41 0,70-15,89 35,7 35,7

(mg/1.000kcal)

Densidade de ferro heme 0,25 (0,20) 0,18 0,00-1,27 39,1 32,5

(mg/1.000kcal)

Densidade de ferro nao 5,40 (1,78) 5,17 0,61-15,89 35,1 36,4

heme (mg/1.000kcal)

consumo de carne (OR: 4,83; IC95%: 1,22-19,12) e consumo de verduras verdes escuras (OR: 0,58; IC95%: 0,34-1,01); 14 fatores apresentaram p < 0,20 na análise bivariada e foram considerados para inclusao no modelo de regressao logística múltipla (tabela 2).

A ordem de entrada das variáveis no modelo de regressao logística múltipla está representada na figura 1.

A tabela 3 apresenta o resultado do ajuste do modelo de regressao logística múltipla. Após executado o algoritmo de seleccao, permaneceram no modelo as seguintes variá-veis: sexo da chanca, estimou-se uma chance de anemia 82% maior para criancas do sexo masculino (OR: 1,82; IC95%: 1,08-3,06); idade da chanca inferior 24 meses (OR: 2,12; IC95%: 1,19-3,75); idade materna menor do que 28 anos (OR: 1,72; IC95%: 1,03-2,87) e nao consumo de alimentos fontes de ferro (OR: 1,91; IC95%: 1,06-3,44).

Discussao

Identificou-se prevalencia de 34,7% de anemia e associacao positiva com menor idade materna, sexo masculino, idade inferior a 24 meses e nao consumo de alimentos fonte de ferro (feijao, carne e verduras verdes escuras) no domicílio.

Em saúde pública, a prevalencia de anemia de 34,7% é considerada um problema moderado na populacao estudada.3 Essa prevalencia é superior áquela encontrada em estudo feito em Cascavel (PR),7 que investigou criancas com idade inferior a 24 meses que frequentavam creches (29,7%). A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) de 2006 avaliou pela primeira vez, em nível nacional, a prevalencia de anemia em crianccas e encontrou 20,9% em criancas menores de 59 meses e 35,8% nas criancas com idade inferior a 24 meses, próximo ao que foi encontrado neste estudo.14 Esse resultado é compatível com Leal et al.12 (32,8%) em criancas de 0 a 59 meses do Estado de Pernam-buco e com Castro et al.15 (29,2%) em pré-escolares, mas menor do que aquele identificado em Vitória (ES) (15,7%) em criancas de um a cinco anos.16 Outros dois estudos que investigaram anemia em creches encontraram prevalencias superiores, 51,9% e 46,6%.2,17 Metanálise feita por Vieira & Ferreira encontrou prevalencia média ponderada superior ao presente estudo, de 52% de anemia em creches, 60,2% em servicos de saúde e 66,5% em populares em iniquidades.18

Embora a maioria das crianccas apresente anemia leve, anemia moderada esteve presente em 42,2% das criancas

anémicas. Tal frequencia merece atencao, uma vez que a anemia interfere negativamente no desenvolvimento cog-nitivo, na capacidade física, na producao de hormonios tireoidianos, na regulacao da temperatura corporal e no estado imune, aumenta os riscos de infeccao e pode acarretar efeitos que perduram por toda a vida.14 Kons-tantyner et al.4 encontraram 9,9% de anemia moderada em criancas menores de 24 meses de todas as regioes do Brasil.

A associaccao entre anemia e idade inferior a 24 meses é verificada em estudos feitos em creches.15,19,20 Essa vulnerabilidade está relacionada com uma maior velo-cidade de crescimento, em que o peso triplica e a superfície corporal duplica. Tal fato gera necessidades nutricionais aumentadas, que coincidem com mudanccas importantes na alimentacao, introducao da alimentacao complementar, desmame e exposiccao á alimentaccao da família.

O abandono precoce do aleitamento materno associado a uma alimentaccao complementar inadequada com baixo teor de ferro soma efeito multiplicador no aumento do risco de anemia. Esse risco é agravado pela maior exposiccao ao con-tágio de doencas infecciosas e parasitárias, devido ao maior contato com o ambiente externo.11,15,20 Apenas 13,2% das crianccas foram amamentadas exclusivamente por seis meses, 33% tiveram introducao de carne aos seis meses e a ingestao de ferro, em especial de ferro heme, é bem inferior á ingestao das crianccas maiores e corresponde a 35,2% do que é recomendado pelo Programa Nacional de Alimentaccao Escolar.

O crescimento cerebral é maior nos primeiros dois anos de vida, no qual as membranas do sistema nervoso central sao mais permeáveis ao ferro, é o período mais crítico para seu uso. A deficiencia de ferro tem como consequencias o prejuízo do desenvolvimento físico e cognitivo, o que pre-judica a capacidade de aprendizagem e diminui a forcca de trabalho. A promoccao de uma nutriccao melhor nos primeiros 1000 dias de vida tem sido uma das estratégias para melho-rar o estado de saúde na fase adulta e o desenvolvimento humano e reforca a importancia da prevencao de agravos nutricionais, como a anemia por deficiencia de ferro, nos primeiros dois anos de vida.21

A maior prevalencia de anemia no sexo masculino relaciona-se com a maior velocidade de crescimento dos meninos, o que acarreta maior necessidade de ferro pelo organismo, nao suprida pela dieta.15,22,23

Tabela 2 Distribuicao de anemia em criancas de Centros Municipais de Educacao Infantil, Colombo, 2013

VARIÁVEIS na Prevalência de anemia n (%) Qui-quadrado OR Bruto (IC 95%) P

Sexo Masculino Feminino 168 166 70 46 (41,7%) (27,7%) 7,17 1,86 (1,17-2,94) 0,00

Idade da crianca < 24 meses > 24 meses 198 123 79 32 (39,9%) (26,0%) 6,46 1,88 (1,15-3,09) 0,01

Idade materna < 28 anos > 28 anos 156 176 65 50 (41,7) (28,4) 6,42 1,80 (1,14-2,84) 0,01

Baixa estatura para idade Sim Nao 16 305 8 103 (50,0) (33,8) 1,77 1,96 (0,71-5,37) 0,18

Febre nos últimos 15 dias Sim Nao 157 176 64 52 (40,8%) (29,5%) 4,60 1,64 (1,04-2,58) 0,03

Historia anterior de anemia Sim Nao 229 56 25 70 (44,6%) (30,6%) 4,01 1,83 (1,01- 3,33) 0,04

Diarreia nos últimos 15 dias Sim Nao 73 261 31 85 (42.5) (32.6) 2,46 1,52 (0,89-2,60) 0,11

Duraçâo do aleitamento materno (dias) <180 dias 156 >180 a > 360 dias 62 > 360 dias 53 44 26 19 (28,2) (41,9) (35,8) 4,06 0,70 (0,36-1,36) 1,29 (0,60-2,74) 1 0,13

Consumo de carne Sim Nao 292 10 95 7 (32,4%) (70,0%) 6,06 4,83 (1,22-19,12) 0,03

Consumo de verdura verde escura Sim 229 Nao 72 70 31 (30,7) (43,1) 3,74 0,58(0,34-1,01) 1 0,05

Consumo de alimentos fontes de ferro (carne+feijâo+verduras verde-escuro) Sim 223 68 (30,5%) 3,61 Nao 78 33 (42,3%) 1 1,67 (0,98-2,84) 0,05

Consumo de fígado Sim Nao 163 138 48 53 (29,6) (38,4) 2,57 1,48 (0,91-2,39) 1 0,10

Ingestâo de ferro total no CMEI < 3,10mg 163 > 3,10mg 151 65 47 (39,9) (31,1) 2,61 1,46 (0,92-2,33) 0,10

Ingestâo de ferro nâo heme no CMEI < 2,97mg 166 > 2,97mg 148 66 46 (39,8) (31,1) 2,56 1,46 (0,91-2,33) 0,10

a Taxa de nao resposta: 0,9 a 15,7%.

Idade materna e nao consumo de alimentos fonte de ferro permanecem no modelo final e dizem respeito ás questoes familiares relacionadas ao domicilio. Essa situacao demonstra a homogeneidade em relacao ás demais variá-veis investigadas e ressalta a importancia do presente estudo

em identificar os subgrupos mais vulneráveis ao desenvolvi-mento da anemia, dentro de uma populacao relativamente homogénea.

Maes com mais idade tém melhores condicoes de atender aos cuidados de saúde das criancas. O risco de anemia

Práticas alimentares no

domicilio Consumo de verduras verdes Consumo de carne Consumo de figado Consumo de fontes de ferro (carne+ feijSo+verduras verdes escuras)

Ingestâo de ferro no CMEI Ingestâo de ferro nâo heme Ingestâo de ferro total

Figura 1 Fluxograma de entrada das variáveis no modelo de regressao.

Tabela 3 Modelo de regressao logística para fatores associados a anemia em criancas Centros Municipais de Educacao Infantil, Colombo, 2013

Variáveis OR bruto (IC) P OR ajustado (IC) P

Sexo da crianca Masculino Feminino 1,86 (1,17-2,94) 1 0,00 1,82 (1,08-3,06) 1 0,02

Idade da crianca < 24 meses > 24 meses 1,88 (1,15-3,09) 1 0,01 2,12 (1,19-3,75) 1 0,01

Idade materna < 28 anos >28 anos 1,80 (1,14-2,84) 1 0,01 1,72 (1,03-2,87) 1 0,03

Consomé alimentos fonte de ferro (carne+feijâo+verduras verde-escuro) Sim 1 0,05 Nâo 1,67 (0,98-2,84) 1 1,91 (1,06-3,44) 0,02

em filhos de mâes com idade menor sugere que essas têm menos preparo para atender às necessidades nutricionais de seus filhos e de exercer a maternidade. Isso pode ser reflexo da falta de recursos financeiros, do desconhecimento em relaçâo à anemia, do cuidado com a crianca e da falta de orientacâo adequada.11,12,20,24

O nâo consumo de alimentos fontes de ferro permanece associado à anemia e reitera a importância da alimentacâo adequada no contexto familiar, que contenha feijâo, verduras verdes escuras e, especialmente, carnes e visceras, por serem fontes de ferro heme, de melhor biodisponibilidade. As criancas cujos pais relataram o consumo desses alimentos no domicilio apresentam-se mais protegidas da anemia.

A ingestâo de ferro feita no CMEI nâo tem associacâo com anemia. Porém, observa-se maior prevalência de anemia nas crianças que tiveram ingestâo de ferro total, ferro heme, ferro nâo heme e densidade de ferro heme abaixo da mediana. Essa associaçcâo possivelmente nâo ocorre porque

no CMEI todas as criancas recebem basicamente a mesma alimentaccao. O Programa Nacional de Alimentaccao Escolar (PNAE) recomenda que a alimentaccao escolar deva contemplar 7,7mg/dia de ferro para criancas de sete a 11 meses e 4,9mg/dia para a faixa de um a tres anos.25 A ingestao mediana de ferro encontrada no CMEI (3,10 mg) está bem abaixo dessa recomendaccao. Estudo feito com crianccas de seis a 59 meses no Estado de Pernambuco encontrou tendencia linear significativa com reduccao das prevalencias de anemia conforme maior densidade de ferro total, ferro heme e ferro nao heme na dieta das criancas.11 A baixa quantidade de ferro consumida nos CMEI, associada á baixa oferta de alimentos fontes de ferro, reflete a dificuldade da execucao do que o PNAE recomenda, mostra que a alimentaccao escolar nao tem sido suficiente para contribuir na prevenccao de anemia nas crianccas atendidas.

Nenhuma variável relacionada ás condicoes socioeconomicas e ambientais apresenta associaccao com anemia,

provavelmente devido à homogeneidade da amostra. Isso é evidenciado ao se analisar que quase 80% da populacâo vive com menos de um salário mínimo per capita, 84,8% dos domicílios têm esgoto sanitário ligado à rede pública, 98,7% têm acesso à água tratada e 100% têm coleta pública de lixo. Outros estudos feitos em creches também nâo encontraram associacâo com renda da família.26"28

Buscou-se dimensionar todas as condicôes que poderiam se relacionar com anemia descritas na literatura científica, porém a potencialidade deste estudo consiste na investigaçcâo das variáveis de ingestâo de ferro, pouco investigada na maioria dos estudos, devido ao grau de dificuldade de se obterem tais dados.

Como limitacôes do estudo, pode-se citar o fato de ser transversal, o que impossibilita a compreensâo da relaçcâo de causa e efeito da anemia. Além disso, nâo foi quantifi-cada a ingestâo de ferro no domicílio. No entanto, o fato de as criancas permanecerem em período integral no CMEI e fazerem a maioria de suas refeiçcôes nesse estabelecimento pressupôe que a participaçcâo da alimentacçâo na escola é predominante no dia alimentar delas. Foi feita entrevista com a mâe para investigar a prática alimentar da criançca em relaçcâo à presençca de alimentos fontes de ferro no consumo da criançca no domicílio.

A anemia, resultado da inseguranca alimentar presente na vida das criançcas, reflete a violaçcâo do direito ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quan-tidade suficientes. Os CMEI devem promover a seguranca alimentar e nutricional, com estratégias que permeiem os cuidados de saúde e a alimentacâo adequada, pois a anemia afetou mais de 1/3 das criancas e essas apresentaram baixa contribuiçâo alimentar de ferro.

Os CMEI sâo locais potenciais para intervencôes, tendo em vista a permanência das criancas em período integral. Açôes intersetoriais, atuaçâo dos profissionais de saúde e educacâo em conjunto com as famílias podem ser as bases que sustentarâo melhores condicôes de saúde das criancas. Incentivam-se estratégias de planejamento e treinamento dos profissionais envolvidos para uma melhor oferta alimentar de ferro nos CMEI.

Os fatores associados à anemia sâo resultado também da influência de condiçôes sociais, económicas e comportamen-tais da populacâo que incidem sobre a saúde e alimentacâo. Toda açâo que beneficie a saúde das crianças depende também de reestruturacâo económica, política e social do país, que pode propiciar avancos que afetam educacâo, emprego e renda e acesso à saúde. Necessita-se de fortalecimento e investimento em estratégias e programas que promovam a seguranca alimentar das famílias e previnam, indireta-mente, a anemia.

Financiamento

A pesquisa faz parte do projeto Procad/Casadinho UFPR--UFPE, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), processo n0 552448/2011-7. Bolsista Capes.

Conflitos de interesse

Os autores declaram nâo haver conflitos de interesse.

Referencias

1. World Health Organization (WHO). Worldwide prevalence of anaemia 1993-2005: WHO Global database on anaemia. Geneva: WHO; 2008.

2. Konstantyner T, Taddei JA, Palma D. Fatores de risco de anemia em lactentes matriculados em creches públicas ou filantrópicas de Sâo Paulo. Rev Nutr. 2007;20:349-59.

3. World Health Organization (WHO). Iron deficiency anaemia: assessment, prevention and control: a guide for programme managers. Geneva: WHO; 2001.

4. Konstantyner T, Roma Oliveira TC, de Aguiar Carrazedo Taddei JA. Risk factors for anemia among Brazilian infants from the 2006 National Demographic Health Survey. Anemia. 2012;2012:850681.

5. Austin AM, Fawzi W, Hill AG. Anaemia among Egyptian children between 2000 and 2005: trends and predictors. Matern Child Nutr. 2012;8:522-32.

6. Ayoya MA, Ngnie-Teta I, Séraphin MN, Mamadoultaibou A, Bol-don E, Saint-Fleur JE, et al. Prevalence and risk factors of anemia among children 6 -59 months old in Haiti. Anemia. 2013;2013:502968.

7. Rodrigues VC, Mendes BD, Gozzi A, Sandrini F, Santana RG, Mati-oli G. Iron deficiency and prevalence of anemia and associated factors in children attending public daycare centers in western Paraná, Brazil. Rev Nutr. 2011;24:407-20.

8. World Health Organization (WHO). Haemoglobin concentrations for the diagnosis of anaemia and assessment of severity. Vitamin and Mineral Nutrition Information System. Geneva: WHO; 2011.

9. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atencâo à Saúde. Departamento de Atencâo Básica. Protocolos do Sistema de Vigi-lância Alimentar e Nutricional - Sisvan na assistência à saúde. Brasilia: Ministério da Saúde; 2008.

10. World Health Organization (WHO). The WHO child growth standards. Geneva: WHO; 2006.

11. Oliveira MA, OsórioMM, Raposo MC. Socioeconomic and dietary risk factors for anemia in children aged 6 to 59 months. J Pediatr (Rio J). 2007;83:39-46.

12. Leal LP, Batista Filho M, Lira PI, Figueiroa JN, Osório MM. Prevalence of anemia and associated factors in children aged 6 -59 months in Pernambuco, Northeastern Brazil. Rev Saude Publica. 2011;45:457-66.

13. Osório MM, Lira PI, Ashworth A. Factors associated with Hb concentratio in children aged 6 -59 months in the State of Pernambuco, Brazil. Br J Nutr. 2004;91:307-15.

14. Brasil. Ministério da Saúde. Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Crianca e da Mulher - PNDS 2006: dimensöes do processo reprodutivo e da saúde da criança. Brasilia: Ministério da Saúde; 2009.

15. de Castro TG, Silva-Nunes M, Conde WL, Muniz PT, Cardoso MA. Anemia and iron deficiency among schoolchildren in the Western Brazilian Amazon: prevalence and associated factors. Cad Saude Publica. 2011;27:131-42.

16. Saraiva BC, Soares MC, Santos LC, Pereira SC, Horta PM. Iron deficiency and anemia are associated with low retinol levels in children aged 1 to 5 years. J Pediatr (Rio J). 2014;90:593-9.

17. Konstantyner T, Taddei JA, Oliveira MN, Palma D, Colugnati FA. Isolated and combined risks for anemia in children attending the nurseries of daycare centers. J Pediatr (Rio J). 2009;85:209-16.

18. Vieira RC, Ferreira HS. Prevalência de anemia em criancas bra-sileiras, segundo diferentes cenários epidemiológicos. Rev Nutr. 2010;23:433-44.

19. Cotta RM, Oliveira FdeC, Magalhâes KA, Ribeiro AQ, Sant'Ana LF, Priore SE, et al. Social and biological determinants of iron deficiency anemia. Cad Saude Publica. 2011;27:S309-20.

20. Gondim SS, Diniz A da S, Souto RA, Bezerra RG, Albuquerque EC, Paiva Ade A. Magnitude, time trends and factors associate with

anemia in children in the state of Paraiba, Brazil. Rev Saude Publica. 2012;46:649-56.

21. Adair LS, Fall CH, Osmond C, Stein AD, Martorell R, Ramirez-Zea M, et al. Associations of linear growth and relative weight gain during early life with adult health and human capital in countries of low and middle income: findings from five birth cohort studies. Lancet. 2013;382:525-34.

22. Spinelli MG, Marchioni DM, Souza JM, Souza SB, Szarfarc SC. Risk factors for anemia among 6- to 12-month-old children in Brazil. Rev Panam Salud Publica. 2005;17:84-91.

23. Pessoa MC, Jansen AK, Velasquez-Melendez JG, Lopes JD, Beinner MA. Prevalencia de anemia em criancas e fatores associados em regiao urbana. REME. 2011;15:54-61.

24. Vasconcelos PN, Cavalcanti DS, Leal LP, OsorioMM, Batista Filho M. Time trends in anemia and associated factors in two age groups (6-23 and 24-59 months) in Pernambuco State, Brazil, 1997-2006. Cad Saude Publica. 2014;30:1777-87.

25. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educafäo (FNDE). Programa Nacional de Alimentacao Escolar (PNAE). Referencias Nutricionais para o Programa Nacional de Alimentacao Escolar Documento Final. Brasilia: FNDE; 2009.

26. Matta IE, Veiga GV, Baiao MR, Santos MM, Luiz RR. Anemia em criancas menores de cinco anos que freqüentam creches públicas do municipio do Rio de Janeiro, Brasil. Rev Bras Saúde Matern Infant. 2005;5:349-57.

27. Camillo CC, Amancio OM, Vitalle MS, Braga JA, Juliano Y. Anemia and nutritional status of children in day-care centers in Guaxupé. Rev Assoc Med Bras. 2008;54:154-9.

28. Rocha Dda S, Capanema FD, Pereira Netto M, Franceschini S do C, Lamounier JA. Prevalence and risk factors of anemia in children attending daycare centers in Belo Horizonte (MG). Rev Bras Epidemiol. 2012;15:675-84.