Scholarly article on topic 'Efeito da infusão de esmolol sobre a necessidade de anestesia no intraoperatório e analgesia, náusea e vômito no pós‐operatório em um grupo de pacientes submetidos à colecistectomia laparoscópica'

Efeito da infusão de esmolol sobre a necessidade de anestesia no intraoperatório e analgesia, náusea e vômito no pós‐operatório em um grupo de pacientes submetidos à colecistectomia laparoscópica Academic research paper on "Educational sciences"

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Academic journal
Brazilian Journal of Anesthesiology
OECD Field of science
Keywords
{Esmolol / "Dor no pós‐operatório" / "Vômito no pós‐operatório" / Esmolol / "Postoperative pain" / "Postoperative vomitting"}

Abstract of research paper on Educational sciences, author of scientific article — Necla Dereli, Zehra Baykal Tutal, Munire Babayigit, Aysun Kurtay, Mehmet Sahap, et al.

Resumo Objetivo A dor e a incidência de náusea e vômito no período pós‐operatório (NVP) são comuns em pacientes submetidos à colecistectomia laparoscópica. Os agentes simpatolíticos podem diminuir a necessidade de opiáceos ou anestésicos inalatórios ou intravenosos. Neste estudo, nosso objetivo foi analisar os efeitos de esmolol sobre a necessidade de anestésico no período intraoperatório e de analgésico no pós‐operatório e a incidência de dor e NVP. Métodos Sessenta pacientes foram incluídos. Propofol, remifentanil e vecurônio foram usados para a indução. Os grupos de estudo foram os seguintes: grupo I, a infusão de esmolol foi adicionada aos anestésicos (propofol e remifentanil) para manutenção; grupo II, apenas propofol e remifentanil foram usados durante a manutenção; grupo III, a infusão de esmolol foi adicionada aos anestésicos (desflurano e remifentanil) para manutenção; grupo IV, apenas desflurano e remifentanil foram usados durante a manutenção. O período de acompanhamento foi de 24 horas para avaliar a incidência de NVP e a necessidade de analgésicos. Os escores de dor também foram avaliados por meio da escala visual analógica (EVA). Resultados Os escores EVA foram significativamente menores no grupo I (p=0,001‐0,028). A incidência de NVP foi significativamente menor no grupo I (p=0,026). NVP também foi menor no grupo III em relação ao grupo IV (p=0,032). A necessidade de analgésicos foi significativamente menor no grupo I e menor no grupo III em relação ao grupo IV (p=0,005). A frequência cardíaca foi significativamente menor nos grupos esmolol (grupos I e III) comparados com os controles (p=0,001), mas a pressão arterial foi semelhante em todos os grupos (p=0,594). A comparação entre os grupos esmolol e controles revelou que houve uma diminuição. Conclusão O uso de esmolol durante a manutenção da anestesia reduz significativamente a necessidade de anestésico‐analgésico, dor e incidência de NVP. Abstract Purpose Postoperative pain and nausea/vomitting (PNV) are common in laparoscopic cholecystectomy patients. Sympatholytic agents might decrease requirements for intravenous or inhalation anesthetics and opioids. In this study we aimed to analyze effects of esmolol on intraoperative anesthetic‐postoperative analgesic requirements, postoperative pain and PNV. Methods Sixty patients have been included. Propofol, remifentanil and vecuronium were used for induction. Study groups were as follows; I – Esmolol infusion was added to maintenance anesthetics (propofol and remifentanil), II – Only propofol and remifentanil was used during maintenance, III – Esmolol infusion was added to maintenance anesthetics (desflurane and remifentanil), IV – Only desflurane and remifentanil was used during maintenance. They have been followed up for 24h for PNV and analgesic requirements. Visual analog scale (VAS) scores for pain was also been evaluated. Results VAS scores were significantly lowest in group I (p=0.001–0.028). PNV incidence was significantly lowest in group I (p=0.026). PNV incidence was also lower in group III compared to group IV (p=0.032). Analgesic requirements were significantly lower in group I and was lower in group III compared to group IV (p=0.005). Heart rates were significantly lower in esmolol groups (group I and III) compared to their controls (p=0.001) however blood pressures were similar in all groups (p=0.594). Comparison of esmolol groups with controls revealed that there is a significant decrease in anesthetic and opioid requirements (p=0.024–0.03). Conclusion Using esmolol during anesthetic maintenance significantly decreases anesthetic‐analgesic requirements, postoperative pain and PNV.

Academic research paper on topic "Efeito da infusão de esmolol sobre a necessidade de anestesia no intraoperatório e analgesia, náusea e vômito no pós‐operatório em um grupo de pacientes submetidos à colecistectomia laparoscópica"

REVISTA BRASILEIRA DE ANESTESIOLOGIA

Rev Bras Anestesiol. 2015;65(2):141-146

REVISTA BRASILEIRA DE

^A^^^E^^^T T^E^SI^^^T Publicapao Oficial da Sociedade Brasileira de Anestesiología

ARTIGO CIENTÍFICO

Efeito da infusáo de esmolol sobre a necessidade de anestesia no intraoperatório e analgesia, náusea e vomito no pós-operatório em um grupo de pacientes submetidos a colecistectomia laparoscópica

Necla Dereli, Zehra Baykal Tutal*, Munire Babayigit, Aysun Kurtay, Mehmet Sahap e Eyup Horasanli

Departamento de Anestesiología e Reanimacao, Hospital de Treinamento e Pesquisa Kecioren, Ankara, Turquia

Recebido em 14 de fevereiro de 2014; aceito em 6 de agosto de 2014 Disponível na Internet em 13 de janeiro de 2015

PALAVRAS-CHAVE

Esmolol; Dor no

pós-operatório; Vómito no pós-operatório

Resumo

Objetivo: A dor e a incidencia de náusea e vomito no período pós-operatório (NVP) sao comuns em pacientes submetidos a colecistectomia laparoscópica. Os agentes simpatolíticos podem diminuir a necessidade de opiáceos ou anestésicos inalatórios ou intravenosos. Neste estudo, nosso objetivo foi analisar os efeitos de esmolol sobre a necessidade de anestésico no período intraoperatório e de analgésico no pós-operatório e a incidencia de dor e NVP. Métodos: Sessenta pacientes foram incluidos. Propofol, remifentanil e vecuronio foram usados para a inducao. Os grupos de estudo foram os seguintes: grupo i, a infusao de esmolol foi adicionada aos anestésicos (propofol e remifentanil) para manutencao; grupo ii, apenas propofol e remifentanil foram usados durante a manutencao; grupo iii, a infusao de esmolol foi adicionada aos anestésicos (desflurano e remifentanil) para manutencao; grupo iv, apenas desflurano e remifentanil foram usados durante a manutencao. O período de acompanhamento foi de 24 horas para avaliar a incidencia de NVP e a necessidade de analgésicos. Os escores de dor também foram avaliados por meio da escala visual analógica (EVA).

Resultados: Os escores EVA foram significativamente menores no grupo i (p = 0,001-0,028). A incidencia de NVP foi significativamente menor no grupo i (p = 0,026). NVP também foi menor no grupo iii em relacao ao grupo iv (p = 0,032). A necessidade de analgésicos foi significativamente menor no grupo i e menor no grupo iii em relacao ao grupo iv (p = 0,005). A frequencia cardíaca foi significativamente menor nos grupos esmolol (grupos i e iii) comparados com os controles (p = 0,001), mas a pressao arterial foi semelhante em todos os grupos (p = 0,594). A comparacao entre os grupos esmolol e controles revelou que houve uma diminuicao.

* Autor para correspondencia. E-mail: zehrabaykal@gmail.com (Z.B. Tutal).

http://dx.doi.Org/10.1016/j.bjan.2014.08.002

0034-7094/© 2014 Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados.

Conclusao: O uso de esmolol durante a manutencao da anestesia reduz significativamente a necessidade de anestésico-analgésico, dor e incidencia de NVP.

© 2014 Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados.

Effect of intraoperative esmolol infusion on anesthetic, analgesic requirements and postoperative nausea-vomitting in a group of laparoscopic cholecystectomy patients

Abstract

Purpose: Postoperative pain and nausea/vomitting (PNV) are common in laparoscopic cholecystectomy patients. Sympatholytic agents might decrease requirements for intravenous or inhalation anesthetics and opioids. In this study we aimed to analyze effects of esmolol on intraoperative anesthetic-postoperative analgesic requirements, postoperative pain and PNV. Methods: Sixty patients have been included. Propofol, remifentanil and vecuronium were used for induction. Study groups were as follows; i - Esmolol infusion was added to maintenance anesthetics (propofol and remifentanil), ii - Only propofol and remifentanil was used during maintenance, iii - Esmolol infusion was added to maintenance anesthetics (desflurane and remifentanil), iv - Only desflurane and remifentanil was used during maintenance. They have been followed up for 24 h for PNV and analgesic requirements. Visual analog scale (VAS) scores for pain was also been evaluated.

Results: VAS scores were significantly lowest in group i (p = 0.001-0.028). PNV incidence was significantly lowest in group i (p = 0.026). PNV incidence was also lower in group iii compared to group iv (p = 0.032). Analgesic requirements were significantly lower in group i and was lower in group iii compared to group iv (p = 0.005). Heart rates were significantly lower in esmolol groups (group i and iii) compared to their controls (p = 0.001) however blood pressures were similar in all groups (p = 0.594). Comparison of esmolol groups with controls revealed that there is a significant decrease in anesthetic and opioid requirements (p = 0.024-0.03). Conclusion: Using esmolol during anesthetic maintenance significantly decreases anesthetic-analgesic requirements, postoperative pain and PNV.

© 2014 Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Published by Elsevier Editora Ltda. All rights reserved.

KEYWORDS

Esmolol;

Postoperative pain;

Postoperative

vomitting

Introdujo

A colecistectomia laparoscópica se tornou um procedimento de rotina com baixo custo e alta satisfacao do paciente devido á evolucao das técnicas cirúrgicas e anestésicas. Ape-sar das altas taxas de sucesso, a dor e náusea e vomito no pós-operatório (NVPO) ainda sao problemas importantes que retardam a alta do paciente. Estabilidade hemodina-mica no intra- e pós-operatório e analgesia eficiente podem evitar essas complicares. Nesses pacientes, as respostas hemodinamicas como hipertensao e taquicardia ao estresse podem surgir como um reflexo á intubacao endotraqueal ou á própria intervencao cirúrgica. Ainsuflacaodacavidade peritoneal com dióxido de carbono também pode desen-cadear essas respostas. As concentracoes plasmáticas de hormónios do estresse também podem aumentar os efei-tos colaterais de alguns agentes anestésicos. A instabilidade hemodinamica é um importante fator desencadeante de NVPO.1 Diferentes técnicas ou agentes anestésicos podem ser usados para diminuir a resposta hemodinamica e as complicacoes pós-operatórias relacionadas.2"4 Aumentar as concentracoes de anestésicos voláteis e/ou o uso de opiáceos sao alguns métodos que podem ser preferidos.2 Contudo, o uso de opiáceos no intraoperatório também

pode retardar a recuperaccao e aumentar as taxas de NVPO no pós-operatório. Os agentes simpaticolíticos diminuem a resposta hemodinamica e, portanto, a necessidade de opiáceos. Esses agentes sao opcionais para os opiáceos e também podem diminuir a necessidade de anestésicos intravenosos ou inalatórios.2-8 Neste estudo, o nosso objetivo foi avaliar os efeitos de esmolol, antagonista cardiossele-tivo de receptores adrenérgicos beta-1, sobre a necessidade de anestesia no intraoperatório e analgesia, dor e náusea e vomito no pós-operatório.

Métodos

Estudo projetado como prospectivo após a aprovaccao do Comité de Ética local (KA174-09012013). Foram incluidos 60 pacientes entre 18 e 60 anos submetidos á colecistectomia laparoscópica. Os critérios de exclusao foram doencca cardiovascular previamente diagnosticada, instabi-lidade hemodinamica grave durante a operaccao (pressao arterial média, PAM < 70mmHg), uso crónico de opiáceo, asma, obesidade ou subnutriccao (índice de massa corporal > 30 ou < 18,5), diabetes mellitus, uso de p-bloqueadores ou bloqueadores dos canais de cálcio. Pré-medicaccao nao

foi usada. Os pacientes foram monitorados com eletrocar-diograma (ECG), pressao arterial invasiva, PAM, saturacao periférica de oxigénio (SpO2) versus índice bispectral (BIS) e os resultados foram registrados como dados do estudo. Propofol (2,5mg.kg-1), remifentanil (1 ^g.kg-1) e vecuró-nio (0,1 mg.kg-1) foram usados para a inducao em todos os pacientes. Uma mistura de ar e O2 (50%) foi usada durante a ventilacao mecánica. Os níveis de CO2 expirado (ETCO2) foram ajustados entre 35 e 45mmHg e a taxa de fluxo de gás fresco foi de 3 L.min-1 em todos os pacientes.

Os grupos de estudo foram os seguintes:

Grupo i: Após inducao, infusao de esmolol por 5min (dose total 1 mg.kg-1). A dose de esmolol no periopera-tório foi planejada para 10 ^g.kg-1 .min-1. Anestésicos de manutencao foram propofol (75-85 ^g.kg-1 .min-1) e remifentanil (0,2 ^g.kg-1.min-1).

Grupo ii: Anestésicos de manutencao foram propofol (75-85 ^g.kg-1 .min-1) e remifentanil (0,2 ^g.kg-1.min-1). Infusao de esmolol nao foi usada.

Grupo iii: Após a inducao, infusao de esmolol por 5 min (dose total 1mg.kg-1). A dose de esmolol no periope-ratório foi planejado para 10^g.kg-1 .min-1. Anestésicos de manutencao foram desflurano (4-8%) e remifentanil (0,2 ^g.kg-1.min-1).

Grupo iv: Anestésicos de manutencao foram desflurano (48%) e remifentanil (0,2 ^g.kg-1 .min-1). Infusao de esmolol nao foi usada.

O Grupo ii foi designado como controle para o Grupo i e o Grupo iv como controle para o Grupo iii. Os ajustes nas dosagens de esmolol e outros medicamentos anestésicos foram feitos de acordo com a PAM e a frequéncia cardíaca (FC) de todos os pacientes. As concentraccoes de propofol e des-flurano foram continuamente alteradas durante a cirurgia, visando aos valores do BIS entre 40-60. Atropina e efedrina intravenosas foram planejadas para uso em caso de qualquer bradicardia intraoperatória (40bpm) ou hipotensao (PAM < 70mmHg). Em caso de reducao da FC e PAM próxima aos níveis críticos mencionados acima, primeiro diminuíamos as taxas de infusao de remifentanil e, em seguida, reduzíamos as taxas de infusao de esmolol. O consumo total de propofol, remifentanil, esmolol e desflurano foi calculado e registrado para cada paciente.

Todos os pacientes foram acompanhados na sala de recuperacao pós-anestesia (SRPA) durante pelo menos 30 min após a cirurgia. ECG, PAM, FC e SpO2 foram monitorados e registrados no período pós-operatório. Tramadol (0,5mg.kg-1) foi administrado a pacientes com escore na escala visual analógica (EVA) > 3. Metoclopramida (10 mg iv) foi aplicada a todos os pacientes na SRPA. Todos os pacientes receberam alta da SRPA para as enfermarias após apresen-tar escore de Aldrete > 9 e foram acompanhados por mais 24 h para NVPO e necessidade de analgésicos. O escore EVA também foi reavaliado em 12 e 24 horas e os escores foram registrados como dados do estudo.

Análise estatística

O programa SPSS para Windows (Statistical Package for the Social Sciences, Chicago, IL, EUA) versao 14.0 foi usado para

a análise dos dados. Os dados foram submetidos á análise de distribuicao de frequéncia do teste de Kolmogorov-Smirnov. Os valores que exibiram distribuicao normal foram expressos como média ± DP e os valores com distribuicao assimétrica foram expressos como mediana (intervalo interquartil). As diferencas entre as variáveis numéricas foram avaliadas com

0 teste simples Anova ou o teste de Kruskal-Wallis, quando apropriado. O teste de Tukey foi usado para a análise post hoc. Os dados categóricos foram comparados com o teste do qui-quadrado ou o teste de Fisher. O valor do intervalo de confianca foi aceito como 95% e a significancia estatística aceita como p < 0,05.

Resultados

Foram incluídos 60 pacientes (45 mulheres, 47,8 ±12,1 anos) submetidos á colecistectomia laparoscópica. Os grupos de estudo eram estatisticamente semelhantes em relaccao ás características demográficas, á idade e ao sexo (tabela 1). Os tempos de cirurgia e anestesia também foram semelhantes, entretanto houve uma tendéncia de aumento nos tempos de cirurgia (p = 0,054) e anestesia (p = 0,097) nos grupos i e ii em comparacao com os grupos iii e iv (tabela 1). Esses tempos foram similares quando os grupos esmolol foram comparados somente com seus controles (grupo i vs. ii e grupo iii vs. iv). Os valores médios do BIS foram seme-lhantes entre os grupos e ficaram entre 40 e 60 (p = 0,270). Os escores EVA mensurados na SRPA e em 12 e 24 horas de pós-operatório foram significativamente menores no grupo

1 (p = 0,001; 0,003; 0,028 respectivamente). A incidéncia de NVPO em 24 h de pós-operatório foi significativamente menor no grupo i em comparacao com todos os outros grupos (p = 0,026). No entanto, incidéncia de NVPO também foi menor no grupo iii em comparacao com seu controle, o grupo iv (p = 0,032). De forma semelhante, a necessidade de analgésicos em 24 h de pós-operatório foi significativamente menor no grupo i em comparacao com todos os outros grupos e menor no grupo iii em comparacao com o seu controle, grupo iv (p = 0,005). Quando as médias dos parámetros hemodinámicos foram comparadas, a FC foi significativamente menor nos grupos esmolol (grupos i e iii) comparados com os seus controles (p = 0,001); no entanto, os valores da PAM foram semelhantes em todos os grupos (p = 0,594). Os valores da FC e PAM na SRPA foram semelhantes entre os grupos (p = 0,327 e 0,094 respectivamente). A comparacao dos grupos esmolol com os controles em relaccao á necessidade de anestésicos revelou que houve uma reduccao significativa da necessidade de desflurano, propofol e remilfentanil (p = 0,024; 0,03; 0,026 respectivamente).

Discussao

Apesar das altas taxas de sucesso nos procedimentos de cole-cistectomia laparoscópica, a dor, a náusea e o vómito no pós-operatório ainda sao problemas comuns. Analgesia eficiente no pós-operatório e estabilidade hemodinámica no intraoperatório sao fatores muito importantes que afetam as taxas de complicacoes nesses pacientes.9 A incidéncia de NVPO é de 40-75% e geralmente retarda a alta dos pacientes.9,10 Género feminino, tabagismo, história prévia NVPO, história de enjoo, uso de opiáceos no pós-operatório,

Tabela 1 Comparacâo dos grupos do estudo

Grupo i (n = 12) Grupo ii (n = 15) Grupo iii (n = 21) Grupo iv (n = 12) Valor p

Sexo (F/M) 9/3 12/3 15/6 8/4 0,724

Idade (anos) 44,3 ±13,2 45,3 ±14,2 51,7 ±9,3 48,8 ±11,9 0,318

Duracâo da cirurgia (min) 79,1 ±23,9 82,6 ±31,3 62,2 ±24,1 55,5 ±23,5 0,054

Duracâo da anestesia (min) 92,1 ±25,6 91,1 ±35,7 77,7 ±22,9 68,1 ±24,8 0,097

EVA no pós-operatório (SRPA) 0,5 (1) 3(2) 2 (1) 3(2) 0,001

EVA no pós-operatório (12 h) 0,5 (1) 2 (2) 2 (1,5) 2,5 (2) 0,003

EVA no pós-operatório (24 h) 0 (0) 1 (2) 1 (2) 0,5 (2,75) 0,028

Analgesia em 24 h de 2/12 (16,7%) 10/15 (66,7%) 5/21 (23,8%) 8/12 (66,7%) 0,005

pós-operatório

NVPO em 24 h de pós-operatório 1/12 (8,3%) 6/15 (40%) 7/21 (33,3%) 8/12 (66,7%) 0,03

Frequência cardíaca no 66,4 ±9,1 77,4 ±7,5 69,3 ±6,4 72,8 ±6,1 0,001

intraoperatório (bpm)

Pressâo arterial média no 91 ±15,7 92,1 ±11,7 91,6 ±8,3 86,6 ±10,8 0,594

intraoperatório (mmHg)

Frequência cardíaca na SRPA 63,6 ±11,9 72,9 ±12,4 67,4 ±12,1 65,7 ±15,6 0,327

Pressâo arterial média na SRPA 79,7 ±15,1 89,1 ±16,3 80,9 ±13 76,8 ±9,5 0,094

(mmHg)

Média do valor do BIS 51,9 ±20,2 51,7 ±12,6 46,7 ±9,4 43,4 ±8,5 0,270

Necessidade de propofol (mL) 328,4 ±173,8 530,1 ±244,1 - - 0,024a

Necessidade de desflurano (mL) - - 31,2 ±12,3 43,6 ±18,9 0,03b

Necessidade de remilfentanil 174,6 ±100,8 269,2 ±105,2 132,9 ±146,0 562,4 ±152,4 0,026a

(mL) 0,0001b

a Valor p entre os grupos 1 e 2. b Valor p entre os grupos 3 e 4.

hipotensao no intraoperatório e hipotensao ortostática sao os principais fatores de risco para NVPO.11"13

Algumas modificares nos protocolos de anestesia estao sendo pesquisadas para diminuir a incidencia dessas complicares. Neste estudo, observamos que a reducao das doses de opiáceos e anestésicos e a adiccao de esmolol ao protocolo de anestesia diminuem o índice de NVPO e as taxas de complicares causadas pela dor no pós-operatório, sem causar qualquer complicacao hemodinamica. O uso de altas doses de opiáceos em procedimentos laparoscópicos diários pode causar atraso da recuperaccao, aumento das taxas de NVPO e retencao urinária. p-bloqueadores podem ser usados de forma eficaz como agentes opcionais para diminuir a necessidade de opiáceos. Os possíveis efeitos positivos dos p-bloqueadores sao estabilidade hemodina-mica, reduccao das necessidades de anestésicos e analgésicos e diminuiccao das taxas de NVPO e do estresse causado pela intubacao.

Os efeitos dos p-bloqueadores na angina pectoris, hiper-tensao e arritmia sao muito bem conhecidos.14,15 O uso de propranolol no período intraoperatório para diminuir a isquemia miocárdica em pacientes de alto risco é uma prá-tica comum para os anestesiologistas. Contudo, a longa meia-vida de propranalol limita seu uso. Esmolol é um p--bloqueador ideal que tem uma meia-vida mais curta e cardiosseletividade. Seu efeito é rápido e o período de eliminacao é curto, com uma meia-vida de 9,2 ±2min.16 Seu efeito máximo é mostrado sobre a frequencia cardíaca e pressao arterial em 1-2 min após a injecao intravenosa.17

Esmolol pode ser usado por infusâo intravenosa ou bolus, devido às suas propriedades farmacodinâmicas e farmaco-cinéticas. Esmolol suprime a resposta adrenérgica contra a laringoscopia, intubaçcâo-extubaçcâo traqueal e irritaçcâo peritoneal devido à insuflacâo de CO2 durante a laparosco-pia. O uso de esmolol em infusâo durante o intraoperatório possibilita o controle da resposta do sistema simpático e assim diminui o consumo miocárdico de O2.18"21 Relatou--se também que esmolol diminui a resposta de náusea no perioperatório.22

Nos pacientes que receberam esmolol com o protocolo padrâo de anestesia (grupos i e iii), observamos que os batimentos cardíacos no intraoperatório foram significativamente menores; porém, nâo houve diferençca significativa da PAM no intraoperatório em comparaçcâo com grupos controle. Também observamos que nâo houve diferenca significativa entre os grupos de estudo e controle em relaçcâo à frequência cardíaca e pressâo arterial durante a fase de recuperacâo na SRPA. De acordo com essas observares, pensamos que com um monitoramento hemodinâmico atento e doses tituladas de esmolol, o anestesiologista pode evitar os efeitos colaterais indesejados de esmolol, como a hipotensâo, e também usar essa vantagem da titulacâo da dose e diminuir a frequência cardíaca intraoperatória para diminuir a demanda miocárdica de O2. Semelhantemente aos nossos resultados, Smith et al. compararam esmolol e alfentanil para estabilidade hemodinâmica em um grupo de pacientes submetidos à cirurgia artroscópica e relata-ram que esmolol é uma boa opçcâo, com menos efeitos

colaterais.1 Coloma et al. também compararam esmolol e remilfentanil para estabilidade hemodinâmica em um grupo de pacientes submetidos à cirurgia ginecológica laparoscó-pica e relataram que esmolol forneceu melhor estabilidade hemodinâmica.5

Remifentanil é um agonista opiáceo sintético. Seus efei-tos atingem níveis máximos em um tempo relativamente curto. É eliminado pelas esterases teciduais e sanguíneas e tem uma meia-vida muito curta.23 Devido a essas pro-priedades, remifentanil é uma boa opcâo para fentanil.24 Em alguns estudos, entretanto, relatou-se que remifenta-nil causou hipotensâo. Hogue et al. relataram que 20% dos pacientes que receberam remifentanil desenvolve-ram hipotensâo.25 Schüttler et al. e McAtamney et al. também relataram resultados similares em dois estudos diferentes.26,27 Em nosso estudo, observamos que a adicâo de esmolol diminui significativamente a necessidade de remifentanil. De acordo com esses resultados, acreditamos que a adicâo de esmolol em protocolos de anestesia com remifentanil diminuirá significativamente as complicates hemodinâmicas e a hipotensâo. De acordo com nossos resultados, a adiçcâo de esmolol também diminui a necessidade de propofol e desflurano. Pode-se facilmente prever que a reduçâo do consumo de anestésicos causará menos efei-tos colaterais e também uma reducâo dos custos. Lohansen et al. relataram resultados semelhantes, o que corrobora nossos achados. Eles compararam o efeito da adiçcâo de esmolol sobre a necessidade de propofol e N2O (60%) e observaram que esmolol diminui significativamente a neces-sidade de ambos os agentes.7 Em dois estudos diferentes, Topçu et al.28 e Wilson et al.29 relataram que esmo-lol diminuiu a necessidade de propofol e remifentanil. Chia et al. relataram que a adicâo de esmolol diminuiu a necessidade de anestésicos e também a analgesia e o uso de morfina no pós-operatório.30 Moon et al. relata-ram que o uso de esmolol pode diminuir o tempo de permanência na SRPA em pacientes submetidas à cirurgia ginecológica.6

Neste estudo, observamos que, além de diminuir a necessidade de anestésicos, o esmolol como adjuvante tam-bém diminuiu a necessidade de analgésicos e os escores EVA em 24 h de pós-operatório. Alguns estudos anteriores também corroboram nossos achados. Bhawna et al. relataram que em pacientes submetidos à cirurgia abdominal inferior a adiçcâo de esmolol ao isoflurano pode diminuir tanto a necessidade de anestésico quanto de analgésico no pós-operatório.31 Öztürk et al. relataram que tanto a incidência NVPO quanto a necessidade de analgésicos diminuíram em pacientes submetidos à cole-cistectomia laparoscópica com o adjuvante esmolol. Dois estudos semelhantes também relataram uma reducâo da dor e da necessidade de analgesia no pós-operatório.8 Estudos prévios demonstraram que estresse emocional, medo e ansiedade desencadeiam a ativaçcâo do hipocampo em imagem de ressonância magnética. Acreditava-se que essas alteraçoes fossem secundárias a uma substância neuroativa como a norepinefrina. Acredita-se que os receptores hipo-campais N-metil-D-aspartato (NMDA) e adrenérgicos têm um papel na percepcçâo. O bloqueio desses receptores pode diminuir a ativacçâo da atividade adrenérgica e também a dor.32 Os ß-bloqueadores também podem diminuir o fluxo sanguíneo hepático e o metabolismo de seus e de outros

medicamentos e, como resultado, diminuir a necessidade de analgésicos no pós-operatório.33,34

Outro dado que observamos em nosso estudo foi a reduçcâo da incidência de NVPO e da necessidade de antieméticos em pacientes que receberam esmolol. Os pacientes hipertensos ou aqueles que desenvolvem hipotensâo no pós--operatório apresentaram maior incidência de NVPO em comparacâo com outras populates.35 Portanto, a esta-bilidade hemodinâmica durante e logo após a cirurgia é importante para evitar NVPO.36 A partir dessa perspectiva, descobrimos que os pacientes que receberam esmolol nâo apresentaram alteracoes da pressâo arterial (hipotensâo ou hipertensâo) e precisaram de doses mais baixas de agentes opiáceos, conhecidos por desencadear náusea e vómito. Pensamos que essas podem ter sido as causas da reduçcâo do índice de NVPO nesses pacientes. Porém, há resultados con-traditórios na literatura na qual se avaliou a relaçcâo entre esmolol e NVPO. Öztürk et al. e Coloma et al. relataram resultados semelhantes aos de nosso estudo.5,8 Por outro lado, Smith et al. nâo observaram a superioridade do esmolol em relacâo à NVPO.1

O objetivo principal deste estudo foi observar e comparar os efeitos da adiçcâo de esmolol a protocolos-padrâo anestésicos. Por outro lado, também tivemos a oportunidade de comparar os protocolos de anestesia baseados em propofol--remifentanil e em desflurano-remifentanil. De acordo com as nossas descobertas, os escores EVA avaliados na SRPA 12 e 24 horas após a cirurgia foram significativamente menores no grupo i (propofol-remifentanil após esmolol). Aincidência de NV em 24 h de pós-operatório também foi significativamente menor no grupo i em comparacâo com todos os outros grupos. De forma semelhante, a necessidade de analgésicos em 24 h de pós-operatório também foi significativamente menor nesses pacientes em comparaçcâo com os dos outros grupos. Com base nessas descobertas, pensamos que os protocolos de anestesia baseados em propofol podem ser vantajosos em comparacçâo com protocolos baseados em desflurano. Corroborando nossas descobertas, Song et al. relataram que propofol foi significativamente mais eficaz em comparacâo com desflurano na prevencâo de NVPO.37 Contudo, em relaçcâo à prevençcâo da dor, há alguns dados na literatura que contradizem nossos resultados. Em três estudos diferentes, Hepaguslar et al., Fassoulaki et al. e Ortiz et al. relataram que nâo houve diferença significativa entre os protocolos anestésicos baseados em propofol e sevoflurano ou desflurano na prevençcâo da dor no pós--operatório.38-40 Esse campo precisa de mais estudos para esclarecimento.

Em conclusâo, observamos que o uso de esmolol como adjuvante na manutençcâo da anestesia em pacientes submetidos à colecistectomia laparoscópica diminuiu a necessidade de anestésico-analgésico, dor e NV no pós-operatório, sem causar qualquer instabilidade hemodi-nâmica. Observamos também que os protocolos de anestesia baseados em propofol-remifentanil podem ser vantajosos na prevencçâo de dor e NVPO em comparaçcâo com os protocolos baseados em desflurano-remifentanil.

Conflitos de interesse

Os autores declaram nâo haver conflitos de interesse.

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